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gabriel.dsanchez
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5,0
Enviada em 3 de abril de 2023
Dois irmãos, Cal e Becky, ouvem gritos de socorro vindos de um gramado alto no momento em que param em uma capela abandonada para descansar um pouco. O menino chorando parece estar tão perto que eles se aventuram no campo, o que logo se revela um erro.
Este filme é uma adaptação de um conto de King e seu filho. As histórias são diferentes, mas eu gosto mais dessa. O original também é ótimo, mas menos intenso como este.
Os visuais são ótimos, embora o cenário seja o mesmo durante a maior parte do filme. Grama, grama e mais grama.
A atuação é boa. Will Buie Jr. é um cara assustador.
Gostei das adições de enredo feitas no filme. Acrescenta não apenas mais drama, mas também suspense à história geral.
Se você está procurando uma verdadeira adaptação palavra por palavra, saia. Esta é uma nova visão do conto. Uma boa tomada.
Para quem deseja um clássico filme blockbuster com jump scare e todo o pacote massificado de filmes de terror, é melhor passar longe.
A adaptação possui como viés para o seu horror, questões psicológicas e reflexivas, bebendo fortemente da fonte weird (estranho) que foi fundamentada pelo incrível H.P Lovecraft, não atoa, essa sensação de estranheza pós-filme é bastante comum entre o público.
O sustentáculo para tal afirmação (sobre a questão weird) além do sentimento de estranheza, é a presença da rocha primordial, um elemento ciclópico, bizarro, amorfo, ancião, de mineralogia estranha, capaz de emitir sons e com escrituras antigas que pelo simples toque em sua superfície transmite um conhecimento tão avassalador que é capaz de entorpecer ou enlouquecer os mais desavisados. Algo digno das esculturas de O Chamado de C'thullu, ou as rochas da cidade de R'yleh , ou ainda, o trapezoidal de O que Assombra nas Trevas. Outro elemento que reforça a afirmação, são os humanoides de grama que habitam o campo, possíveis avatares de um ser tão antigo quanto o tempo.
Outro aspecto importante, é a abordagem sobre looping temporal que o filme nos traz. Aqui podemos notar uma referência ao paradoxo de bootstrap, onde passado e futuro se conectam de uma forma muito peculiar e simultaneamente contraditória. Vale a pena pesquisar sobre.
A direção de filmagem é incrível em trazer "vida animada" ao campo, de fato o local pulsa vida, nos faz sentir que todo o lugar trata-se de um ser vivo pensante, móvel, ardiloso, cruel e assassino.
As atuações cumprem o seu papel sem nenhum tipo de menção a mais.
Quanto a mensagem do filme, acredito que seja justamente uma ênfase sobre a morte de um universo de possibilidades que cada escolha que fazemos nos proporciona, onde não devemos lamentar uma perda, apenas aprender a conviver com ela, pois é o que nós resta. A famosa frase: "Cada escolha é uma renúncia, isso é a vida."
Pra quem não está acostumado com a “esquizofrenia” de stephen king o filme pode parecer bizarro demais. Aviso logo, não espere um filme comercial, com jump scare e clichês. Esse filme é terror psicológico do início ao fim, angustiante e te deixa de mandíbula travada. Ele te absorve pra atmosfera e sem querer você acaba fazendo pacto ficcional, acreditando que naquele universo tudo é possível e chega a ficar claustrofóbico. O final recompensa toda angustia e conforta um pouco o coração. A fotografia é incrível e os atores ajudam a te convencer de tudo. Pra quem conhece outras adaptações do mestre, vai sentir uma leve semelhança com o maravilhoso 1408.
Se você procura levar sustos, histórias clichês, ja digo, não perca seu tempo, esse filme não é para você. Va ver atividade paranormal ou invocação do mal.
O filme In the Tall Grass (Campo do Medo), foi muito bem desenvolvido e apresentado em relação à sua história, roteiro e atores (bom, pelo menos alguns). Para entender o contexto em que o filme se trata é necessário ter noção de relação e adaptação entre filmes e livros. A atual obra de Stephen King em parceria com seu filho Joe Hill: "Campo do Medo", adaptada para o cinema pelo diretor Vincenzo Natali, retrata inicialmente, a história de uma grávida e seu irmão que pelo destino acabam entrando em um matagal, que quando se adentra não há "mais" saída, durante esse processo muita coisa acontece ao longo do filme. Muitos telespectadores ficaram perdido dentro do contexto em que se encontrava o seu desenvolvimento cinematográfico, o por isso de entender a relação de filmes e livros, pois um favorece o entendimento ao outro. A história narra a vida de uma mulher que se encontra perdida em seus próprios pensamentos acerca de sua vida, o matagal sem saída, nada mais é que a vida dessa garota, a pedra é objeto usado como culto e o homem (digamos, vilão) podemos chamar de mensageiro de Deus. Associando essas características, torna se possível entender e adaptar a história para seguinte explicação: Muitas das vezes, estamos perdidos em nossos próprios pensamentos, limitados a nossa fraqueza e sem um estado ideal de fuga, representado pelo matagal, com isso, muitas pessoas se apropriam do contexto em que estamos inseridos em relação aos nossos problemas, com o objetivo de induzir a vítima aos seus caprichos, representado pelo homem da pedra, que tinha como objetivo impor o seu culto às pessoas que ali se encontravam, não muito diferente do que vivemos hoje, é possível perceber isso quando o mesmo diz aos irmãos, que se eles tocassem na pedra, suas mentes se abririam para uma nova perspectiva de vida. Foi possível perceber muitas características entre sociedade, culto, família, amizade, violência, por isso não defini o filme como algo ruim e nem como obra-prima, pois, por mais que sua história seja algo interessante (pelo menos pra mim), sua produção e qualidade de imagem e áudio, deixou a desejar muito. O filme levará 4 de 5 estrelas, assistam com carinho e atenção, e deixem suas interpretações fluírem.
Infelizmente o Adoro Cinema só deixa eu dar como nota mínima uma meia estrela. Na verdade a única nota que esse filme merece seria uma nota de repúdio de tão ruim. Filme nojento, sem lógica e desconfortável. Você começa não entendendo nada e quando termina o filme parece que tá começando. Lixão, chorume, horrível.
Pior coisa que eu já vi na minha vida. Filme sem pé nem cabeça. Simplesmente horroroso. Mas as cenas absurdas e sem conexão aparente com nada do filme me geraram boas risadas, ri do começo ao fim de tão ruim. Nunca me diverti tanto.
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