Sabe aquele filme que te dá uma sensação de nostalgia gostosa, como se você estivesse assistindo a uma daquelas comédias adolescentes dos anos 80/90? “De Volta ao Baile”, dirigido por Alex Hardcastle, é uma dessas obras. Neste filme, Rebel Wilson interpreta Stephanie, uma líder de torcida extremamente popular no colégio, que acorda após um coma de 20 anos.
Ou seja, enquanto as pessoas que estavam ao seu redor cresceram e a realidade que ela conhecia modificou-se por completo, Stephanie acorda com a sensação de que o seu mundo ainda é o mesmo. Por isso, ela retorna ao colégio onde estudava para, não só concluir o ensino médio, como alcançar o seu grande sonho: o de ser a rainha do baile de formatura.
Boa parte da graça de “De Volta ao Baile” está no confronto entre a realidade que Stephanie acredita viver - afinal, na mente dela, ela ainda está em 2002 -; e o mundo que ela encontra quando ela acorda, completamente dominado pelas redes sociais, pelo politicamente correto, pelos estereótipos, pelo combate ao bullying, dentre outros.
Em outras palavras, a adaptação de Stephanie terá que ser dupla: enquanto ela tenta se reencontrar na sua própria vida, ela tem também que aprender a conviver com uma realidade para a qual ela não se preparou.
Como disse no início desta resenha crítica, “De Volta ao Baile”, principalmente para quem, como eu, cresceu assistindo a filmes como “Quero Ser Grande”, “De Repente 30” e “17 Outra Vez”, traz uma sensação gostosa de déjà vu. A obra é extremamente divertida e conta com outro ponto importante a seu favor: Rebel Wilson e sua Stephanie sabem rir de si mesmas e têm algo que é fundamental em longas como este: elas se viram no 30. “De Volta ao Baile” é um filme que nos entrega tudo aquilo que ele promete.