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Cada revista ou jornal tem seu próprio sistema de avaliação, que será adaptado ao sistema AdoroCinema, de 0.5 a 5 estrelas.
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Almanaque Virtual
Nesse filme que impressiona pela ternura, a morte surge como uma viagem com possibilidade de retorno, perspectiva que não se contenta e vai além ― a morte aqui até se confunde com vida, na presença material, no corpo a corpo e, principalmente, no afeto.
Critikat.com
Misturando uma doce estranheza com um lado sentimental, um tom trágico e melodramático e um road movie, "Para o Outro Lado" se apresenta como uma narração que apresenta, ao longo de sua magnífica história, a morte coabitando com a vida.
O Globo
Dono de uma marcante sobriedade nos enquadramentos e no ritmo brando de seus planos, Kiyoshi Kurosawa consegue dar real consistência às aparições de “fantasmas” e outros elementos de iconografia do cinema fantástico e ainda assim integrá-las dentro de um contexto de drama existencial.
Papo de Cinema
É preciso aceitar o convite de Kurosawa, assim como Mizuki aceita o convite do marido, para poder embarcar em sua viagem através da dor da perda, e para aqueles que o fazem, a recompensa final faz valer todo o trajeto percorrido.
Télérama
"Para o Outro Lado" aparece com um grande filme maduro, no qual a antiga familiaridade do cineasta com os fantasmas o leva a uma esplêndida reflexão existencial.
Cine Festivais
São inúmeros os momentos em que se percebe não apenas uma boa ideia de cena, como uma manipulação sensível e original do ritmo dos diálogos e ações [...]. Em outras ocasiões, porém, reinam os closes pesados e uma trilha sonora invasiva, quase novelesca...
Cineweb
Fosse mais explícita a marca mística ou menos sóbria esta direção [...], o filme mergulharia num clima doutrinário [...] Mas isso não acontece. Kurosawa mantém as rédeas e injeta poesia e sentimento nas relações entre os personagens, permitindo ao filme voar mais alto.
Cinética
Trata-se, de uma certa maneira, de uma jornada terapêutica, em que buscar paz com a ideia de finalidade da vida e suas situações interrompidas é decisivo para que se possa não só libertar os mortos, mas inclusive (e principalmente) os vivos.
Folha de São Paulo
O filme parece ter um ritmo que corresponde ao cotidiano dos mortoso ou daqueles que perderam entes queridos. [...] Não chega a ser enfadonho, mas por vezes soa fácil, calculado para agradar plateias sensíveis do circuito de arte.
Quarto Ato
“Para o Outro Lado” é uma jornada certamente exaustiva e até certo ponto leve demais, mas seu deslumbre visual-narrativo faz valer a pena ter chegado até ali 127 minutos depois.
Variety
A forma sinuosa e episódica oferece uma mensagem bastante óbvia, mas no caminho, os personagens lidam com perda, arrependimento e aceitação de um modo silencioso, tipicamente japonês.
Screen International
A história de amor excessivamente longa de Kurosawa não consegue decidir se pretende integrar o circuito de arte ou se quer ser um telefilme para se ver à tarde. Este conflito prejudica a delicada premissa.
The Hollywood Reporter
Enquanto os admiradores do trabalho do diretor podem apreciar o ritmo glacial, este filme longo demais torna-se cada vez menos interessante depois do bom início, trocando o mistério pela veia sentimental e romântica.