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Nelson J
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1.978 críticas
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4,0
Enviada em 25 de agosto de 2016
Bons atores em uma história dos tempos glamorosos de Hollywood. A paixão, o poder, os gangsters, tudo misturado. O amor não concretizado, como fantasma que paira no ar.
Um filme muito bem feito. Woody Allen continua o mesmo excelente Diretor romântico. Um romance açucarado e inocente, de época. O enredo é um pouco monótono. Os atores, de primeira grandeza, dão qualidade ao filme. Kristen Stewart está perfeita no papel de Vonnie. Na verdade o filme não é só uma volta ao passado, pelos cenários dos anos 30 do século passado, também pelos rígidos costumes e comportamentos dos homens e mulheres, pelo menos no imaginário de Woody Allen.
Temos aqui mas um bom filme de Woody Allen, ambientado na Nova York dos anos 50 com ótima trilha sonora, e que retrata os bastidores do cinema americano da época, a vida das celebridades e as reviravoltas do amor. Jesse Eisenberg muito à vontade no papel do ingênuo, romântico e deslocado Bobby, Kristen Stewart consegue desvincular a imagem de "crepúscula" e manda bem com a moça recatada Vonnie, que terá que fazer uma escolha que mudará para sempre sua vida. E até Steve Carell manda como o tio Phil, que completa o triângulo amoroso.
Excelente. O melhor Woody Allen desde "Meia-Noite em Paris". História interessante, várias frases com a inconfundível marca do diretor ("Viva cada dia como se fosse o último. Um dia você acerta.").
Café Society, embora retratando os anos 1930 nos Estados Unidos, tem muito a ver com a nossa era de desencontros. O filme mostra a realidade social da época que gerou nossos dias turbulentos. Pessoas educadas, mas já com propensão para o que seja mais objetivo. A época do grande avanço de Hollywood e seus produtores de filmes, e da diversão com bebidas e música de jaz melancólico, contendo a inspiração de compositores que usavam um restinho de intuição. Veladamente W. Allen faz a sua crítica das religiões dominantes da época, e adentra no enigma da vida pós-morte, sem mencionar que a reencarnação do espírito acabou sendo suprimida, deixando as pessoas na ignorância sobre a continuidade da vida. Os homens se comportam com seriedade em relação a família e ao casamento, mesmo assim não conseguem escapar de uma dose de vida fictícia apesar de salvaguardar as aparências, vivendo do sonho realizado.
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