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Luiz Antônio N.
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1.298 críticas
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3,0
Enviada em 2 de novembro de 2017
O jovem Tony decide retornar a Remanso, Serra Gaúcha, sua cidade natal. Ao chegar, ele descobre que Nicolas, seu pai, voltou para França alegando sentir falta dos amigos e do país de origem. Tony acaba tornando-se professor e vê-se em meio aos conflitos e inexperiências juvenis.
uma história muito bonita mesmo tendo um ritmo muito lento ainda assim gostei
O filme é um dos grandea dramas brasileiros. Feito para quem gosta de cinema. Muito bem produzido, destona da maioria das produções nacionais que preocupam-se apenas com as piadas pobres. Os atores estão bem, a velocidade e montagem do roteiro segue o ritmo poético do filme.
A fotografia do filme é maravilhosa, assim como O Palhaço, o filme explora toda beleza do cenário brasileiro, que foge daquele padrão Rio e São Paulo. Adorei a trilha sonora, principalmente a Nina Simone. Achei que de modo geral o filme começou bem, gostei muito da atuação do Johnny Massaro. Porém esperava mais da história. Outra questão foram os grandes clichês do cinema francês que rolaram, principalmente naquele final em que Tony e Luna passeiam de motocicleta, muito cópia de Amelie Poulain.
Ótimo! O filme começa apenas ok, cresce muito ao longo da projeção, até encerrar com maestria. Selton Mello (de "O Cheiro do Ralo"), o melhor ator do país, vai muito bem como diretor (como em "O Palhaço"), ainda q naturalmente possa evoluir nesta função. Ótimas frases, atuações em muito bom nível, destaque para o personagem do próprio Selton.
Deslumbrante impactante, interessante, lindo, realististico e envolvente são algumas que podem descrever esse filme Fui assistir o filme com expectativas muito baixas, mas me surpreendi realmente é uma obra de arte, com uma abordagem muito legal sobre a vida. Recomendo!
O filme da minha vida é certamente um dos filmes mais bonitos e delicados que já tive oportunidade de assistir. Elenco excelente ,direção primorosa, atenta aos detalhes, fotografia perfeita. É lírico, surpreendente, cativante. Uma verdadeira exaltação ao amor, no sentido mais amplo da palavra e do sentimento. Simplesmente imperdível.
Baseado no livro Um Pai de Cinema, escrito pelo chileno Antonio Skármeta, O Filme da Minha Vida, dirigido e co-escrito por Selton Mello, acompanha a história do jovem Tony Terranova (Johnny Massaro), que nasceu e cresceu numa pequena cidade do interior gaúcho. No primeiro ato do longa, ele fala a respeito do pai (Vincent Cassel), que nasceu na França, mas casou e constituiu família no Brasil. Para seu pai, Tony tinha que estudar para ser alguém na vida.
Chega a ser uma metáfora bastante interessante que, no mesmo momento em que Tony regressa da capital gaúcha, onde se formou professor; o pai dele parta no mesmo trem, sem explicação, de volta à França. Tony, agora, já é um homem feito e formado, tem uma profissão e pode assumir o papel dele como “homem da casa”; mas a sombra da ausência do pai será sempre presente em sua vida, especialmente porque ele não faz ideia das razões que levaram o seu genitor a abandonar a família, ainda mais daquele jeito.
Portanto, O Filme da Minha Vida acompanha essa lacuna na vida de Tony, ao mesmo tempo em que mostra a personagem tentando se virar sem o pai, lidando com os primeiros conflitos de uma vida adulta, mas que acaba tendo contornos de adolescência, como a relação que ele estabelece com os seus jovens alunos, o convívio com o melhor amigo do pai (Selton Mello) e a descoberta do primeiro amor com Luna (Bruna Linzmeyer).
Esse processo de amadurecimento pelo qual Tony passa – e que está perfeitamente mostrado, na ótima atuação de Johnny Massaro – será muito importante para a personagem no último ato de O Filme da Minha Vida, quando ele, com muita sabedoria, desenrola aquela que é a sua maior vulnerabilidade. A beleza desse último ato, aliás, com um final completamente aberto para interpretação da plateia, é a prova do grande diretor em que Selton Mello (um dos atores mais talentosos que possuímos) se transformou. Em uma obra totalmente intimista, o diretor demonstra uma maturidade enorme em transformar a história de Tony em algo universal, num filme que, com certeza, terá uma trajetória bonita – especialmente, em solo internacional.
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