Notas dos Filmes
Meu AdoroCinema
    Julieta
    Média
    4,0
    203 notas e 38 críticas
    distribuição de 38 críticas por nota
    6 críticas
    10 críticas
    16 críticas
    4 críticas
    1 crítica
    1 crítica
    Você assistiu Julieta ?

    38 críticas do leitor

    c4rlc4st
    c4rlc4st

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    3,5
    Enviada em 21 de abril de 2019
    O estilo do diretor é tão forte que, mesmo em seus trabalhos mais sóbrios, logo se percebe os elementos característicos. A direção de arte, os enquadramentos, as cores primárias contrastantes, os personagens peculiares, a música... tudo está em tela, mas dessa vez com uma sutileza que confere ao filme classe e elegância. Dado o devido tributo à questão técnica, sobra ao roteiro uma história com situações convenientes e com um desfecho para torturar curiosos. Não é top 10 do Almodovar, mas mesmo assim, sempre é bom conferir sua arte.
    Fabrício Madureira
    Fabrício Madureira

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    4,0
    Enviada em 17 de abril de 2018
    Realmente, um filme um pouco diferente do que Almodóvar costuma fazer. Mas bastante interessante mesmo assim. Uma abordagem sensível, uma história bem contada e com boas pitadas de psicologia. Recomendo.
    Mateus Silva
    Mateus Silva

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    4,5
    Enviada em 10 de janeiro de 2018
    As composições de cena são de encher os olhos (juntamebte com a fotografia); cores vibrantes, objetos que não estão ali apenas para preencher espaço, mas fazem parte da narrativa propriamente dita. O mesmo pode se dizer dos figurinos e da maquiagem, espetáculos a parte. A trilha sonora é muito boa, só poderia, talvez, ser um pouquinho mais explorada, ampliando as sensações que o filme nos transmite. Vale escutar com atenção a canção final do filme, está intimamente ligada a ele e sua proposta. A direção de Almodóvar, dispensa comentários; nada faz parecer que a estória é artificial, pelo contrário, nós a vivenciamos do início ao fim, ainda que por um momento ou outro (e digo um ou dois), o filme se incline um grau para se tornar cansativo. Os atores, se não estão excelentes, como no caso da protagonista e de Marian (interpretada por Rossy de Palma), estão muito bons. O enredo é envolvente... Fala sobre perda, silêncio, dor, carma, da vida enfim, aliado a um roteiro que acredito ser subjugado por muitos. Se trata de um roteiro cru, são palavras duras e distantes, frias e sofridas mas ao mesmo tempo tocantes. Ora, não é essa uma das, se não a proposta do filme? Não havia aqui espaço para diálogos melodramáticos e exagerados. O roteiro cumpre maravilhosamente bem o seu papel e se enquadra perfeitamente no enredo. O único porém do enredo em si, é que existem alguns acontecimentos que me parecem improváveis de mais para um filme que pretende se aproximar das emoções e dos acontecimentos humanos. É um filme ótimo, para aqueles que estão aptos a entender sua proposta e o seu conjunto.
    Maria Paula M.
    Maria Paula M.

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    4,0
    Enviada em 22 de julho de 2017
    Julieta é acima de tudo um filme sobre culpa, um prato cheio para os psicólogos de plantão. A trama se baseia na história de uma mulher do sul da Espanha chamada Julieta. Nisso nos são apresentados seus casos amorosos, seu amadurecimento e sua relação com sua filha. A incrível como o filme consegue nos prender e instigar, o diretor deixa lacunas que são muito bem preenchidas ao longo da trama, mas que ao mesmo tempo nos força a uma atenção ainda mais para o que nos é passado. Além disso, se faz presente um drama calculado que ao mesmo tempo que nos comove não gera um sofrimento. Enfim, excelente filme!
    Elvira A.
    Elvira A.

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    5,0
    Enviada em 20 de junho de 2017
    A que ponto o sentimento de culpa pode arruinar uma vida? Esta é uma das questões levantadas no sensível filme Julieta. A personagem carrega, desde a juventude até a meia-idade, intensos remorsos sobre acontecimentos pelos quais, na verdade, não foi a responsável. Todo esse sofrimento é narrado numa espécie de flashback, por meio do diário por ela escrito: dois encontros importantes num trem, um trágico acontecimento familiar, o afastamento da filha Antia (que,pelo visto, herdou da mãe esse peso sobre as costas). Felizmente, Julieta acaba encontrando momentos de paz, alegria e esperança, ao lado de Lorenzo, em um final que se prenuncia feliz. O diretor Pedro Almodóvar não carrega nas tintas, ao contrário, os sentimentos são mostrados de maneira suave e delicada. Ótimas atuações do elenco e belas paisagens espanholas.
    cinetenisverde
    cinetenisverde

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    3,0
    Enviada em 17 de janeiro de 2017
    Como sempre, sabemos desde o começo que este é um filme de Pedro Almodóvar, no estilo melodramático dele (e das cores do figurino, da direção de arte de muito bom gosto, etc). A trama mais uma vez envolve o passado misterioso de uma mulher -- a Julieta do título -- e mais uma vez as mulheres são as personagens fortes. E, para não deixar em branco, há uma tragédia grega senso usada como pano de fundo. Almodóvar nunca muda seus trejeitos, mas sua inventividade reciclada não gera os melhores frutos.
    anônimo
    Um visitante
    4,0
    Enviada em 8 de dezembro de 2016
    A impressão que fica,é que,em nenhum momento estamos assistindo um filme de Pedro Almodóvar.É um filme diferente de tudo aquilo que ele já dirigiu. "Julieta'' ganha força na narrativa da personagem principal,e assim,entramos de cabeça em fatos importantes de sua vida.Momentos divertidos,tristes e emocionantes,serão mostrados sem nenhuma pressa aqui. Belíssimo filme.
    Fernando Massami K.
    Fernando Massami K.

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    2,5
    Enviada em 3 de novembro de 2016
    O diretor possui um estílo bem específico e, neste filme, ele o mantém. Continuo achando algo "mais do mesmo", mas provavelmente a explicação se dá no fato de eu ver todos seus filmes em sequência. Ainda assim, posso dizer que é um filme bacana para quem curte Almodóvar, do contrário, pode acabar se decepcionando por não trazer algo formidável. O filme trata muito bem da Depressão, mas neste ponto friso que não é o início nem o fim, mas o durante. Isto é, a personagem principal lida com a Depressão e todas as nuances que esta pode atingir sua vida e, (nisso o diretor faz muito bem) em demonstrar como o tema amor está ligado diretamente no desenvolvimento da personagem. Elogios: gostei do modo como as paisagens são retratadas e cenas lindas com cores vivas, isto ajudou muito para balancear a depressão da personagem e dar ao filme um olhar de superação (ou talvez redenção da Julieta) e não um constante pessimista e deveras melancólica. spoiler: Linda a forma como ele faz a transigência entre as duas personagens. spoiler: Por mim a personagem é marcada por ambiguidades, como por exemplo o fato de não ser totalmente fiel com seu namorado, mas ao mesmo tempo ficar nervosa com seu pai por ter o mesmo comportamento com relação a sua mãe. Fato é que os dois sofrem do mesmo problema, o sentimento de sofrencia frente a um parceiro que não consegue (por questões de saúde) satisfazer em termos de amor e carinho. Tais ambiguidades que Almodovar se utiliza são muito bacanas. Crítica: spoiler: não costumo fazer muito este tipo de comentário, mas neste caso o final foi bem incompleto. Ao menos poderia ter deixado pistas para o espectador poder divagar e até fazer conjecturas sobre o destino das personagens.
    Kamila A.
    Kamila A.

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    5,0
    Enviada em 12 de outubro de 2016
    Existe uma cena em Julieta, filme dirigido e escrito pelo espanhol Pedro Almodóvar, que é bastante definidora do caráter da sua protagonista (que é interpretada por Adriana Ugarte, quando jovem, e por Emma Suárez, na meia idade). Julieta Arcos guarda um grande segredo em sua vida e, nesse momento em particular, ela compara a sua fixação pela filha Antía (Blanca Parés) como um vício em drogas, em que ela alterna momentos de sobriedade com recaídas que a deixam no fundo do poço. Por uma dessas circunstâncias da vida, que nos são explicadas por meio de flashbacks no decorrer do filme, Julieta e Antía seguiram caminhos diferentes. A mãe nunca mais ouviu falar da filha; e a filha, por sua vez, nunca mais mandou notícias suas para a mãe. Após muita dor e sofrimento, Julieta, finalmente, conseguiu seguir em frente com a sua vida e reencontrou a felicidade por meio de um relacionamento com Lorenzo (Dario Grandinetti). Entretanto, em um encontro fortuito com Beatriz (Michelle Jenner), que foi a melhor amiga que sua filha teve, todos os sentimentos que Julieta escondeu nesses anos todos voltam à superfície e fazem com que ela reviva os acontecimentos de sua vida e as escolhas que a levaram a se afastar de Antía. Baseado em um conto escrito por Alice Munro, Julieta é um filme que fala, basicamente, sobre a impossibilidade de escondermos algo muito sério em nossa vida. No decorrer do filme, ao vermos a angústia de Julieta, percebemos que a felicidade que ela sentia era uma mentira que ela mesma inventou para se convencer de que tudo estava bem. Enquanto ela tivesse a sombra de Antía em sua vida, Julieta viveria prisioneira de sua própria tristeza. Por mais que Julieta tenha todas as cores vibrantes e fortes que são típicas do universo de Almodóvar; por mais que Julieta tenha personagens femininas interessantes, interpretadas por algumas das atrizes favoritas do diretor espanhol, como Rossy de Palma; a verdade é que esta é uma obra diferente dentro da filmografia de Pedro Almodóvar; por se tratar de uma obra mais intimista; por nos mostrar que, por trás de cada escolha, existe sempre uma consequência; e, principalmente, por se tratar de uma mulher que entende que, somente ao enfrentá-los, ela vai conseguir se livrar de todos os demônios que ela guarda dentro de si mesmo.
    Mário Sérgio P.Vitor
    Mário Sérgio P.Vitor

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    3,5
    Enviada em 25 de setembro de 2016
    Grandes dretores são grifes naturais. Num certo momento da vida, acabamos vendo todos os filmes de Hitchcock, Spielberg, Bergman, Allen, Wilder, De Palma, Scorsese, Coppola.... Com Almodóvar não é diferente. Depois de alguns tropeços, como A PELE QUE HABITO (terror kitch, previsível e exagerado, com o canastra Banderas, porém ainda um Almodóvar), a gente passa a temer que o diretor perca a mão. Comecei a ver JULIETA com certo ceticismo, mas, com os minutos correndo, veio aquela velha sensação de um diretor dominando seu ofício, principalmente ao retratar a alma feminina. No caso, a história, mais contida, de uma mãe em constante desesperança pela falta de notícias da filha em mais de uma década. Novamente, as atrizes escolhidas para interpretar Julieta são excelentes e a intérprete da personagem mais jovem é lindíssima. Como em quase todos os filmes do diretor, os homens são coadjuvantes, úteis à narrativa ao afastar as heroínas, (!), dignos ao acolhê-las. Um tom predominantemente vermelho está no tempo passado, denotando o pulsar de vida e, respectivamente, os tons pastéis denunciam o viver por viver na fase presente. É um filme muito bem feito, elegantemente filmado, cenários e figurinos precisos, talvez carecendo de uma chama tão presente em outras obras do diretor. A tristeza que permeia a trama parece instalar-se vagarosamente em quem a vê, embora o diretor nunca seja óbvio. Pode-se dizer que é um bom filme, mas não uma estupenda obra almodovariana.
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