O filme é um suspense moderno que usa a fixação da geração atual, que nasceu com smartphone na mão e tem a necessidade de compartilhar tudo que faz na vida, ou deixa de fazer, em suas redes sociais. Porém o foco abordado aqui é como as empresas podem e vão usar todas as informações da sua vida. Assim em dado momento o longa se transforma num drama, que levanta uma questão interessante com o que deve ser privado e o que deve ser publicado na vida das pessoas.
Na minha opinião a trama faz uma crítica aos gigantes da internet Google, Facebook e Apple, unindo todos na mesma empresa “O Círculo”, com sua forma de trabalhar, de recrutar, de tratar funcionários, do desejo de dominar tudo na rede, de lançar produtos novos e criar necessidades fazendo com que as pessoas queiram estar ligadas a ele de alguma maneira, para serem aceitas na sociedade real e virtual, seja como usuário ou empregado.
Ema Watson (Mae Holland) consegue ser uma boa protagonista, que convence em boa parte do filme principalmente no final. Faz uma pessoa que fica deslumbrada ao entrar na empresa, mas aos poucos vai descobrir qual é o seu real papel no Círculo. Tom Hanks (Eamon Bailey) é o dono de tudo, um coadjuvante, quase um protagonista, mesmo aparecendo pouco sua manipulação é essencial para dar sentido à trama. John Boyega (Ty), o inventor do Círculo, lembra um Denzel Washington novinho, nos trejeitos, na forma de andar, nos gestual ao falar e só, pois na atuação está bem aquém dos seus companheiros de cena. Um filme muito interessante e reflexivo, que lança uma discussão sobre a forma como lidamos com o mundo real e virtual em nossas vidas.