O Círculo
Média
2,5
426 notas

47 Críticas do usuário

5
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Jairo D.
Jairo D.

1.348 seguidores 305 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 11 de novembro de 2017
Até que ponto deixamos a influência das redes sociais dominar nosso dia à dia e nossas vidas? 

"O Círculo" propõe sua utopia às avessas através de um fenômeno bastante contemporâneo e palpável – a diminuição do espaço íntimo, através dessa servidão voluntária às redes. Através das redes sociais desfilamos nossas vidas antes privadas aos olhares alheios. As empresas estimulam esse comportamento e lucram com ele. A vida transformou-se em espetáculo público em tempo integral. Como toda droga, essa também perde seu efeito com o tempo. E, assim, as empresas são desafiadas a inventar novas emoções – todas em benefício do público e com o consentimento deste, é claro.
Distopias são interessantes quando conseguem impregnar nosso imaginário com cenários consistentes e por isso assustadores. O clássico é 1984, de George Orwell, já amplamente superado pela realidade, mas que ainda mantém seu valor simbólico como pioneiro. As telas do Grande Irmão, instaladas às escondidas nas casas dos cidadãos, parecem brinquedos de criança se comparadas aos fatais algoritmos, que decifram nossos gostos e tendências mais recônditos e os colocam a serviço do mercado. "O Círculo" poderia ter ido mais fundo nessa questão. Mas já é um BOM começo.
Gerson R.
Gerson R.

83 seguidores 101 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 27 de julho de 2017
A Rede Social, Snowden, Batman – O Cavaleiro das Trevas, 1984 (de George Orwell), 007 – Operação Skyfall – estes filmes são apenas exemplos de produções que já abordaram as questões de armazenamento de informações pessoais de usuários de redes sociais, bancos ou simples aparelhos de celular. Qual o correto a se fazer com relação a empresas ou organizações que tem acesso aos dados de qualquer ser humano da face da terra? A tecnológica, nesse caso, sempre será algo ruim? Será que o O Círculo tem capacidade de inserir mais questões pertinentes sobre este tema? Se depender da direção rasa de James Ponsoldt (do bacana O Maravilhoso Agora) e do roteiro escrito por ele e o autor do livro que deu origem a este longa, Dave Eggers, a resposta é não.

Aliás, muito me espanta que uma atriz versátil como Emma Watson aceite um papel tão equivocado e unidimensional – sem considerar o cachê, é claro – ela interpreta Mae, que tem um emprego de cobradora por telefone, onde ganha mal e não consegue dar assistência ideal em casa, já que seu pai (Paxton) sofre de esclerose múltipla e ela não garante dinheiro para pagar os remédios. Através de uma indicação de sua amiga Annie (Gillian), ela consegue uma vaga na empresa “O Círculo”, responsável por trazer grandes interações entre e-mails e demais redes sociais, além de tentar facilitar acesso a informações bancarias, noticias e imagens ao redor do mundo em tempo real e com extrema qualidade, com minúsculas “câmeras escondidas”. Fascinada inicialmente com a atenção que o dono da empresa, Eamon Bailey (Hanks), dá a todos os funcionários, logo Mae começa a estranhar os abusivos métodos de coleta de dados dos trabalhadores da empresa, principalmente, depois que o programador Ty (Boyega) lhe alerta sobre o lado obscuro do Círculo.

Quando digo “inicialmente”, na verdade, estou sendo modesto, já que Mae leva quase dois terços do filme para realmente começar a desconfiar das intenções (obvias, é claro) do personagem de Tom Hanks – que nada mais pode fazer do que criar um tipo de Steve Jobs caricato, já que o roteiro incrivelmente superficial não consegue compor nada além disso – lamentável ter que ver um dos maiores atores de sua geração em cenas onde é obrigado a imitar o falecido dono da Apple, através de poses e pelo modo como discursa para uma plateia segurando uma caneca de chá. E o mesmo caminho fica para a participação meramente estrutural do personagem de John Boyega – que deveria ser uma deixa para o filme se aprofundar mais no tema, mas, ao que parece, estamos diante de autores com pouquíssima consciência sobre o tema que tentam debater – é quase patética a forma como aborda questões politicas – na cena onde uma senadora tenta se declarar “transparente” para todos ao utilizar um serviço da empresa – ou quando criam um software que tenta localizar criminosos ao redor do mundo, com Emma diante de uma tela, que mais lembra uma interação do Datena em alguma perseguição policial, que seu sensacionalista programa costuma exibir – provavelmente, uma das cenas mais ridículas do ano!

Vitima de um roteiro extremamente esquemático, a personagem (e a atuação) de Emma é tão deslocada e involuntariamente ingênua, que nem sequer questiona quando uma médica da empresa lhe pede para ingerir uma substância, revelando, só depois que ela a bebeu, que o liquido serve para rastrear os movimentos da moça – que, mesmo desconfortada com o raciocínio do líder da empresa, aceita sem questionamento demonstrar a eficiência do Círculo, colocando uma câmera sobre seu peito, para mostrar seu dia a dia na internet para o mundo todo – essa forma manjada de tentar construir um arco emocional fica escancarada com o personagem de Ellar Coltrane (o menino de Boyhood), criado para ser um tipo de critica a interpretações erradas que postagens na internet tendem a causar – mais uma vez, de maneira bem supérflua e apelativa, como a saída de seu personagem mostra próximo ao fim – sem, em nenhum momento, conseguir, de fato, emocionar. E a eficiente Karen Gillian (de Guardiões da Galáxia) é obrigada a interpretar uma mulher capaz de mudar de opinião de uma hora pra outra sobre a empresa em que trabalha – numa hora ela se conforma com o abuso que lhe proporcionam, ao ter que viajar inúmeras vezes a trabalho, em outra, se mostra totalmente acabada e querendo, finalmente, alertar a (praticamente) “cega” Mae. Fora termos que acompanhar um quase irreconhecível Bill Paxton como o pai de Mae, ator falecido no começo deste ano – triste saber que seu último trabalho foi em um filme tão limitado – ainda assim, sendo um dos poucos destaques do longa.

Repleto de situações irrelevantes para exemplificar as questões de invasão de privacidade (como o “flagra” da cena de sexo entre os pais de Mae), arcos dramáticos forçados e diálogos incrivelmente expositivos, ingênuos e saídos de um livro de autoajuda fajuto – até mesmo o slogan do longa: “Saber é bom. Saber tudo é melhor ainda” – O Círculo, nem de longe, consegue trazer algo pertinente ao tema que se propõe a abordar – fora que como thriller de suspense sua única consequência sobre o espectador é o sono.

Melhor rever os filmes que citei lá em cima.
Marlon S.
Marlon S.

3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 25 de junho de 2017
O filme é um suspense que não deixa a pessoa nervosa, mas sim inconformada e por vezes, muitas vezes aliás, a gente se vê no lugar da personagem. Algumas coisas são bem óbvias, mas eu acredito serem necessárias devido a algumas pessoas não conseguirem por conta própria chegar a tal conclusão por se tratar de algo muito real e cotidiano. O filme termina e não dá pra perceber, mas tem uma excelente mensagem. Não sou especialista em filmes, mas recomendo.
Leior M.
Leior M.

6 seguidores 31 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 27 de novembro de 2022
Dramaticamente falando admito que é um filme pobre, contudo o seu valor está na mensagem, na trama agoniante e no desenvolvimento do imaginário. Por isso o julgo um bom filme.
Carlos Eduardo Herrera
Carlos Eduardo Herrera

7 seguidores 74 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 27 de abril de 2020
Bem fraco o filme como uma menina nova na empresa insegura e ingênua após algum tempo na empresa participa de reuniões para ditar regras forçou bem fora que está história de circulo é totalmente sem sentido.
Não assistam filme sem sentido irão perder quase 2 horas de suas vidas.
Rafaela
Rafaela

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2,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2021
Filme sobre redes sociais e como temos que viver movidos pelas redes com a necessidade de postar tudo na internet, é um tema interessante mais não me prendi muito a historia talvez seja as atuações, não é um filme que recomendo não apesar de ter nomes renomados como Emma Watson e Tom Hanks. Mas eu sempre digo assistam e tire suas conclusões, pois pessoas tem gostos e ideias diferentes.
Louis N.
Louis N.

2 seguidores 3 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 18 de junho de 2017
Ótimo e atual tema (rede social, privacidade e exposição, informatica e totalitarismo virtual, democracia e big data). Mas como trata-se de algo complexo e abrangente deveria ter focado em apenas um tópico em específico (como fez o Spike Jonze com o magnífico "Her"). Além de ter um roteiro pífio e infantil, diretor apenas extraiu de dois bons atores protagonistas apenas caras e trejeitos automatizados.
Diogo Bitencourt
Diogo Bitencourt

2 seguidores 5 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 1 de julho de 2017
Filme razoável, esperava um enredo melhor e mais definido. A reviravolta foi bacana e a mensagem que o filme quis passar também, porém, achei bem fraco a construção da história. Dei nota 3. Se tiver outro filme na dúvida vale a pena ver o outro, mas se apenas está na dúvida de assistir esse ou não, ainda Vale!
BruMAraujo
BruMAraujo

2 seguidores 10 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 23 de julho de 2017
O filme trás muito do Show de Trumman (Jim Carrey) sobre ser controlado e vigiado o tempo todo, e o mundo como uma mentira. Posso dizer que vi até mesmo certa semelhança na fuga pela ponte de Mercer com a do Trumman. Também é notória a crítica as redes sociais hoje existentes como o Facebook, e da forma que tentam controlar as pessoas, há certa semelhança com GAMER, ou seja, tudo para o entretenimento. O filme poderia ser melhor, a narrativa e o envolvimento do criador do Círculo mais explorado. Mas é isso o filme nos mostra que estamos cada vez mais próximos de viver a era das automações, com máquinas por todo canto e a privacidade extinta.
Victor E.
Victor E.

1 seguidor 9 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 11 de julho de 2017
Propõe uma reflexão interessante sobre a socialização digital e seus efeitos, mas através de uma história rasa, sem profundidade. O final é pouco criativo, sem sequer instigar o espectador a imaginar as consequências do desfecho.
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