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Davison P.
169 seguidores
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4,0
Enviada em 6 de janeiro de 2016
Kate Mercer (Charlotte Rampling) está planejando a festa de comemoração de 45 anos de casado até que seu marido Geoff Mercer (Tom Courtenay) recebe uma carta de autoridades Suíça, contendo informações de que encontraram o corpo de seu primeiro amor, morta ao cair numa fenda numa montanha gelada, Geoff se abala com a notícia e cogita ir até la para reconhecer o corpo, Kate fica com ciumes ao perceber que geoff muda todos seus hábitos por lembrar do amor que tinha e com a descoberta de um grande segredo que nunca ele havia lhe contado, filme espetacular para ver num dia de chuva com os pais, filhos e avós, trilha sonora encantadora, atuações esplendidas que pode render a Charlotte Rampling uma indicação de melhor atriz no Oscar 2016.#recomendo
Um filme que mostra a realidade de um casal cheio de complicações e restrições que lhe trazem consequências eternas, mesmo em meio a momentos bons e de trajetória. Elenco muito bom é uma boa direção de arte.
Um drama leve na vida de um casal com quase 70 anos, prestes a completar 45 anos de casados. Bem feito e bem dirigido e com ótimas interpretações por Charlotte Rampling, como Kate Mercer, o centro do filme e Tom Courtenay, no papel do seu marido. Tudo se passa em seis dias da mesma semana, no último dia, sábado, será a festa de 45 anos. O filme é monótono, os diálogos são curtos, próprios da idade dos personagens. O curioso é ver dois idosos casados, de repente, com problemas de insegurança ligados a um antigo e falecido amor do marido. Nessa questão o tempo não passa, os ciúmes acontecem. O ponto alto são as expressões de descontentamento, insegurança, saudade, boas lembranças passadas, principalmente do personagem Kate Mercer, motivo de colocar Charlotte Rampling concorrendo a um Oscar de melhor atriz. Acho que não é suficiente. Vale a pena pela qualidade do filme.
Relacões humanas, frágeis destinos e desafios. A atuação de Charlotte Rampling é impecável, digna de Oscar mesmo. E a história é um soco no estômago e não é mostrada somente nos diálogos, é rica no que não é dito, mas sentido e demonstrado na candência do olhar de Kate. E ao final
spoiler: Yet today, my love has flown away
I am without my love.
Bom, este é mesmo um filme para maiores de 45 anos kkkkkkk, confesso que fiquei muito entediado, em varios momentos do filme, meu pensado foi longe, poderia dar 2 ou 1 estrela, mas darei 3, porque me fez refletir, me fez pensar nas minhas escolhas, em algumas partes o pensamento foi pra longe, bem longe do filme, mas ao todo, esse filme nos faz refletir, para o que queremos nos tornar amh? Será que seremos felizes?...
Charlotte Rampling ( concorrendo ao Oscar 2016 como melhor atriz) e Thomas Daniel Courtenay fazem um casal sensível e memorável. Uma delícia de drama. O enredo é sobre um casal que decide comemorar a festa de 40 anos de casados,mas devido a um problema, decidem postergar para os 45. Uma semana antes, chega uma carta dizendo que a amada anterior fora encontrada, após ter falecido nos alpes suíços, congelada. A carta traz à tona ciúmes e insegurança e eles terão de remanejar os sentimentos que se revelarão durante a festa. Confira. Simplesmente magnífico!
Charlotte Rampling já teve atuações muito mais densas em filme muito mais interessantes, que foram dignas de uma indicação ao Oscar, do que vemos aqui. O roteiro mostra a rotina e a saturação de uma relação de 45 anos entre pessoas maduras, que começam a avaliar se realmente valeu à pena esta convivência. O ciúme da esposa a uma ex-namorada falecida de décadas passadas fica vago demais, faltam elementos para amarrar e dar sentido aos fatos. A passividade do marido é de uma irritação sem medida. Dessa forma o filme é lento e praticamente desinteressante.
Eu confesso que só assisti esse filme pela indicação da Charlotte ao Oscar... E eu sinceramente esperava bem mais, é um filme muito cansativo com um ritmo lento demais que só melhora na conclusão do drama. Enquanto a Charlotte, ela até atuou bem, porém não merecia a indicação! Principalmente por quem estava na disputando uma vaga com ela!
O filme em si é simples, tem um ritmo lento, mas deixa sua marca em nós, além de visualmente ter uma fotografia maravilhosa. Tom Courtenay está ótima, mas o grande destaque vai mesmo para a atuação excepcional de Charlotte Rampling, que demonstra todas as emoções da personagem através do olhar (e o ponto alto, é a cena final) e consegue nos emocionar. Sim, é uma atuação digna de Oscar e seria ótimo vê-la ganhando, até por toda a trajetória na carreira; mas infelizmente a Academia nem sempre faz as melhores opções e provavelmente quem ganhará vai ser a Brie Larson (que diga-se de passagem, também está ótima em "O Quarto de Jack", mas ainda não alcança a profundidade da atuação de Rampling).
Incrível a fragilidade de um casamento... uma notícia uma semana antes da comemoração de um casamento de 45 anos pode tirar do eixo a certeza de ser realmente amada. O drama parece ser dela, mas tive a impressão que o drama maior é dele. O drama implícito é o filho que ele não teve, e isso fica bem claro quando ele fica enfurecido com o discurso de seu amigo que se orgulhava do neto banqueiro. Acho que o drama de uma paternidade abortada, por um acidente irreparável, do qual ele "deveria ter previsto, se não tivesse confiado no Guia Alemão que a fazia rir de suas piadas. Ele narrou que Guia que falava alemão melhor do que ele; ficou claro o ciúmes do Guia - que foi tão incapaz quanto ele em proteger a sua namorada grávida. Ele narrou à esposa que momentos antes do acidente, a namorada ria muito das piadas que o Guia contava, isso momentos antes dele ter ouvido o seu grito final, um grito narrado como `gutural'. Descreveu a expressão do Guia que nada pode fazer. Ele se estava afastado do Guia e da namorada, enquanto faziam a trilha, instantes antes da tragédia. Talvez a culpa, remorso, um desejo inconsciente de reparação tenha feito com que ele tenha reproduzido os gostos dela: a memória da ex-futura mãe de seu ex-futuro filho de um ex-futuro neto. Uma homenagem singela? O remorso ou a sensação de ter falhado como Pai, Homem, e sua frustração masculina é bem demarcada quando ele se frustra sexualmente com a esposa. O impacto da descoberta do corpo, que abrigava o embrião-feto, tenha se transmutado não em uma simples saudade da ex-namorada ou talvez `mais do que uma saudade romântica no auge de sua juventude', mas no reavivamento de um remorso pelo ciúmes que tirou a sua atenção do foco principal: proteger a mulher grávida, grávida de seu primeiro filho. Talvez se tivesse `deixado o ciúmes de lado` e a acompanhado, ignorando o Guia Pavão - ele tivesse percebido a fenda e salvo a vida do ex-futuro-filho. A namorada morreu por distração de dois homens: um pavão e um enciumado. Teria sim casado com ela, por ela estar grávida dele. Isso na década de 60 era algo óbvio. Ele tinha 25 anos, a namorada 27 anos; a esposa tinha 20 anos quando se apaixonou por ela. Eles não tiveram filhos. Não ficou claro o motivo. O filme conseguiu expressar algo que é muito difícil: o conflito emocional masculino, e como é difícil lidar com isso. O final é mesmo sutil e surpreendente, mas não por um simples ciúmes feminino. Ela também precisou se reajustar a descoberta, porém ele não sabia que ela havia descoberto a gravidez da namorada. Ele omitiu a gravidez! Para os Europeus, mais do que a fidelidade sexual de possessividade juvenil, o respeito à privacidade do parceiro(a) é algo sagrado! E isso estava sendo rompido, principalmente por ela.
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