Homem-Aranha no Aranhaverso
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4,5
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anti herói
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5,0
Enviada em 11 de abril de 2022
“Homem-Aranha no Aranhaverso”, de 2016, é apontado como uma das melhores adaptações do cabeça de teia para as telonas, mesmo se tratando de um filme animado lançado em plena época onde as adaptações para live-actions dos super-heróis de quadrinhos está se tornando cada ano mais popular. O maior mérito do filme não é ter sido uma excelente adaptação do Homem-Aranha para as telonas, mas justamente ter sido algo muito maior do que isso: “Homem-Aranha no Aranhaverso” é uma homenagem ao legado e a história do personagem, fazendo constantemente referência ao passado do cabeça de teia não apenas nos quadrinhos, mas em todos os lugares onde o personagem esteve presente (desenhos animados, musicais e até o sorvete temático). Tanto é que a primeira cena do longa é o Peter Parker do universo de Miles Morales contando com poucos detalhes sua trajetória como Homem-Aranha, deduzindo que o público já conhece sua história.

A homenagem ao Homem-Aranha como ícone cultural é construída através do modo como a animação 3D brinca com o formato das histórias em quadrinhos (cujas são a origem do personagem), presente no traçado nas cenas de luta que traz ideia de ação e movimentação e nos balões de pensamento nos momentos de ansiedade de Miles, e a consciência da parte criativa do filme sobre a relevância dos quadrinhos para o desenvolvimento do personagem é um dos principais pontos que explicam o porquê da escolha de realizar uma animação, e não um filme com atores reais. A premissa das adaptações atuais de live-action dos super-heróis da Marvel e DC é mais trazer os personagens dos quadrinhos para um público de cinema que teve pouco ou nenhum contato com o produto original e menos fazer esse mesmo público lembrar que aquela história das telonas veio de uma mídia anterior, não sendo estranho o fato de muitos filmes serem produzidos como roteiros originais. Mas Homem-Aranha no Aranhaverso é diferente: seu objetivo é justamente fazer o público lembrar o legado do cabeça de teia nos quadrinhos e sua importância para a cultura pop norte-americana, e o formato de animação é muito mais eficiente do que uma adaptação de live-action para fazer tal homenagem às HQs.
A principal característica sobre o Homem-Aranha que o Aranhaverso usa para reforçar o legado do personagem e embasar uma referência sólida ao Miles Morales é o fato de que, como nenhum outro personagem dos quadrinhos e da cultura pop norte-americana, o cabeça de teia trabalha o papel da identidade no indivíduo como agente ativo no mundo, o indivíduo como agente propício a afetar e ser afetado pela condição de seu meio social. A criação do personagem por Stan Lee e Steve Ditke na década de 60 foi um ato extremamente revolucionário por quebrar os padrões e estereótipos que existiam até então nos super-heróis de quadrinhos. Até esse período, a principal inspiração para a criação de heróis era a exaltação de algum ideal utópico, algo que representasse um estado existencial que superasse a condição humana, seja o Super-Homem e o Batman representando ideias de perfeição, super força, invencibilidade e resistência corporal, seja o Capitão América e a Capitã Marvel representando ideais de nacionalismo e patriotismo nos períodos históricos entre a segunda guerra mundial e a guerra fria, onde a principal arma dos Estados Unidos e do ocidental era a propaganda ideológica. O Homem-Aranha/Peter Parker, pelo contrário, é um super-herói humanizado, um personagem que não está representando um ideal utópico ou alguma simbologia externa à sua condição de indivíduo; o Homem-Aranha não carrega o peso de representar o desejo humano pela perfeição nem a força do nacionalismo norte-americano, ele (o seu verdadeiro eu, no caso, o Peter Parker), é um adolescente com uma história repleta de perdas e sofrimentos e com problemas como dificuldades financeiras, desilusões amorosas e a conciliação entre as várias personas dentro de si (Peter Parker como super-herói, como estudante, como fotógrafo, como sobrinho, como namorado, etc), problemas que qualquer pessoa na vida real poderia ter. É exatamente por isso que o fato de agora termos um Homem-Aranha que é um jovem negro de descendência latina do Brookyn, outro que é um detetive noir, uma colegial de anime ou personagem do Looney Tunes não descaracteriza o personagem, pois o que caracteriza o cabeça de teia não é o fato de ser o Peter Parker que veste a máscara do aracnídeo, mas em ser esse personagem humanizado que carrega seus traumas e dores por atrás da máscara, e é exatamente isso que ocorre em todas as suas versões do multiverso mostradas no filme. Por causa da abrangência da discussão sobre o identitarismo do personagem, afirmar que o fato de agora termos um Homem-Aranha negro e latino ocorre por causa da representatividade negra ou, em uma análise ainda mais enviesada, de que isso é “influência da eleição de Barack Obama para presidência dos Estados Unidos em 2008” (já que Miles Morales apareceu pela primeira vez nos quadrinhos nesse período), é uma crítica totalmente superficial, já que a trajetória de Miles Morales é muito mais sobre transmitir o legado de Peter Parker em representar a juventude e seus dramas e menos fazer jus a uma representatividade da população negra (um papel que o Pantera Negra se encaixa mais adequadamente). O peso simbólico que o personagem carrega não mudaria se ele fosse um jovem sino-americano ou árabe, por exemplo.

De todos os super-heróis que foram adaptados para o cinema na última década, o Homem-Aranha foi o que mais se adaptou a abordagem do multiverso como forma de contar histórias, e isso aconteceu pois, mais do que qualquer outro personagem, o cabeça de teia é menos um “personagem de ideais” e mais um “personagem de possibilidades”, já que o jovem e o adolescente também têm múltiplas possibilidades de escolhas. O mesmo conceito do “multiverso” trabalhado com outros heróis renomados como Super-Homem, Batman e Capitão América não teria o mesmo impacto que tem com o Homem-Aranha exatamente pelo fato desses personagens, como dito anteriormente, representarem ideias utópicos que não precisam de versões paralelos, afinal, esses já representam ideias de perfeição e patriotismo completas por si próprio e que não precisam de versões alternativas. O Homem-Aranha contem suas variantes porque o ser humano também as contem. O que Peter Parker entrega nas mãos de Miles Morales, sendo o jovem do Brooklyn mais uma dessas variantes, não é um objeto físico e concreto como o manto do Homem-Aranha ou qualquer outra coisa que remeta a seu mestre (como o Midoriya recebendo o fio de cabelo do All Might em Boku no Hero Academia), mas o seu legado simbólico como forte ícone cultural, afinal, até o uniforme e os superpoderes de Miles são completamente diferentes do Peter Parker, pois, mesmo existindo a admiração por aqueles que vieram antes, é preciso sempre buscar o próprio caminho e a própria identidade.
LeandroTP
LeandroTP

10 seguidores 60 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 2 de março de 2022
Excelente animação.
Roteiro muito bem desenvolvido pelos diretores, com as histórias de cada homem-aranha de outros universos se juntando a de Miles e, todos, buscando salvar o mundo.
O filme tem uma animação bem foda, bem legal mesmo a parte visual, no mesmo padrão do enredo.
Gostei bastante dos diálogos e das cenas de luta, que foram muito bem desenhadas e animadas.
Em suma, recomendo demais. Excelente filme.
ANDRWESA
ANDRWESA

5 seguidores 5 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 1 de janeiro de 2022
Divertido, atrapalhado, viajado e engraçado. Miles tem seu carisma, e essa animação tem seu charme no conjunto dos personagens. Músicas insanas e que elenco viu!? Parabéns a equipe que fez esse filme totalmente para os fãs. Vale a pena.
Dennys R
Dennys R

45 seguidores 198 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 22 de agosto de 2021
Um trabalho artístico excelente como nunca visto antes.
Tem um ótimo roteiro e trilha sonora, além de ótimos personagens, só faltou um aprofundamento maior deles... Mas ainda assim, é um grande filme!
Leandro Gonçalves
Leandro Gonçalves

3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 14 de julho de 2021
essa é uma animação muito interessente e bem feita pra falar a verdade, o jeito que a história desenrola e vc ver como o miles passa de um simples adolescente ao um novo amigo da vizinhança.Personagens bem desenvolvidos e incriveis, com um roteiro impecavel que eu não consegui achar nada de ruim nele e as cenas de lutas bem animadas.Recomendo muito quem é fã do cabeça de teia e principalmente dos quadrinhos e quer ver mais sobre esse multiverso do Aranha.
Rômulo L
Rômulo L

249 seguidores 261 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de junho de 2021
Eu cresci lendo HQ do Homem Aranha do Peter Parker e no cinema estou sendo representado por Miles Morales. Na animação produzido pela Sony, Miles Morales ganha mais espaço em vez de explorar outro personagem que são interessante. Morales tem conteúdo para apresentar ao mundo atual com questão que vai de racismo, comunidade latina e Bullings escolar. Para mim visual do filme é fantástico e a história é forte e a animação muita boa.
DANIEL BARRAL
DANIEL BARRAL

27 seguidores 235 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de junho de 2023
Filme espetacular. Muito mais do que espetacular. Melhor filme que assisti em toda minha vida. Esse filme possui um estilo de animação nunca visto antes, e possui um tema e história excelente. Parabéns aos criadores.
Criticcount
Criticcount

9 seguidores 75 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 12 de junho de 2022
Eu vou ter que dizer ... eu não estava nem um pouco ansioso para esse filme mesmo sendo um grande fan do cabeça de teia , decidir ir com minha família ver e... que filme bom cara , ótimas cenas ao som de sunflower


Filme bom !!!

Nota:9/10
Área 52
Área 52

1 crítica Seguir usuário

2,0
Enviada em 6 de março de 2021
Pra começar esse filme é sim muito bem feito e tem uma trilha sonora muito boa,mas tenho sérios problemas com esse filme, principalmente o fato dos vilões serem altamente descaracterizados,como por exemplo o Scorpion que parece que o pecado teve um filho com o caos e nasceu isso,a Olívia Octavius não tem motivo do porque existir e parece ter sido feita só pra ter mais personagem feminina no filme,o Porco Aranha é um personagem totalmente secundário igual a Aranha Anime que nem Mulher Aranha é direito,o Miles é atrapalhado que chega a ser chato,o Peter não tem nada de Peter e a Gwen é insuportável,as cenas mais sentido são as cenas onde a Olívia Octavius é morta por um CAMINHÃO que eu considero o personagem mais forte do filme e quando a tia May espanca o Tombstone(que tem q textura de uma rocha) com um taco de baseball.
Franc Moura
Franc Moura

8 seguidores 80 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de janeiro de 2021
Logo quando começamos a assistir o filme já conseguimos perceber o traço diferente da animação, aqui temos a sensação de estar assistindo a uma HQ animada, fora essa inovação a história é muito boa, um enredo bem amarrado e a reunião dos vários Homens Aranha aqui dá o tom de excelência desse filmaço, o Oscar de melhor animação não poderia estar em melhores mãos.
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