A Bruxa
Média
3,3
1805 notas

280 Críticas do usuário

5
54 críticas
4
66 críticas
3
34 críticas
2
29 críticas
1
38 críticas
0
59 críticas
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
SilméiaVieira
SilméiaVieira

6 seguidores 55 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de abril de 2020
O que mais impressiona em A Bruxa é a fotografia. O cenário isolado, sombrio e arcaico combina com a história dramática e assustadora do filme. A trilha sonora também é ótima e me fez ficar com medo em alguns momentos. Algumas cenas são muito perturbadoras, não vou descrevê-las para não dar spoiler.
Contudo este filme não passa uma boa mensagem ao espectador. O mesmo quer mostrar indiretamente que Deus não ajuda o homem, que não adianta as pessoas se esforçarem para serví-lo, pois Ele não atende as suas orações. E que o Mal é melhor do que o Bem. Quem anda no caminho certo vai morrer, quem é "esperto" e se uno ao Mal vai ser feliz. Mas isso é mentira! O demônio tem como único objetivo destruir o homem, e é iludindo-o que ele consegue este fim.
Andiroba da Amazônia
Andiroba da Amazônia

6 seguidores 47 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 19 de agosto de 2020
Com jeitão de filme alternativo e de baixo orçamento a trama se desenvolve sobre a saga de uma família de pioneiros ingleses que vai ocupar o interior, ou o oeste em direção à costa do oceano pacífico americano, reunindo relatos de processos que ocorreram de fato e estão registrados nos tribunais, o que, ao mesmo tempo que oferece um sentido diferente ao filme deixa vários pontos sem explicação e são esses fios desencapados que enfraquecem a narrativa, parecendo uma colcha de retalhos sobre o sentido da bruxaria na visão dos puritanos ingleses. Roteiro enxuto e com imagens de paisagens montanhosas de extrema beleza e sensibilidade, embora se observe algum comprometimento na montagem com um certo exagero psicodélico. Excelente entretenimento para uma produção com pouca expectativa e sem pretensão. Direção muito profissional que supera as falhas de roteiro e o baixo orçamento.
JOAO C.
JOAO C.

6 seguidores 21 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 25 de janeiro de 2024
Na minha opnião, é um filme bom com um final ruim.
Eu consegui assistir o filme inteiro tranquilamente, houve uma história bem desenvolvida, consegui sentir o que cada personagem pensava e sentia. Gostei do início e do meio do filme.
Mas no final me pareceu muito rápido, não houve muita explicação.
Enfim, acho que faltou deixar o final mais sólido. Ficou muitas pontas soltas e não foi bom nem para criar teorias.
Alex A.
Alex A.

7 seguidores 4 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 14 de março de 2016
Sob um atmosfera cinzenta, macabra e melancólica, o filme apresenta um desenrolar de eventos tensos, totalmente imprevisíveis através de uma trama bem construída, o que prende bastante a atenção do telespectador do começo ao fim... fugindo dos filmes de gritinhos e sustos a cada 20 minutos ou finais mais do que manjados.
A percepção dos fatos e a auto sugestão dos eventos subentendidos, torna o filme singular dentro do gênero: Suspense/Terror, uma vez que trabalha bastante com a inteligência e psicológico do telespectador.
Eis um dos poucos filmes que vale a pena conferir, se vc ainda não assistiu.
Victor de Oliveira
Victor de Oliveira

6 seguidores 2 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 26 de março de 2016
Na Inglaterra, século XVII, o fanatismo religioso era predominante e muito rigoroso entre as diversas classes sociais, de tal modo que qualquer um que cometesse crimes de heresia seria expulso das comunidades, exilado para vales distantes. Sem comércio, sem médicos, basicamente entregue à própria sorte, vivendo da subsistência. É nesse embalo que “A Bruxa” traz seu desenrolar, contando a história de uma família que após cometer tal crime (pregando uma religião diferente da situada), é exilada para uma clareira nos extremos da região, próxima à uma sombria e tenebrosa floresta, que se torna o principal palco da trama, já que a mesma abriga um ser sobrenatural, explicando o principal ditado do filme: “O mal está na floresta”.

De cara pode-se notar o clima que o filme está pretenso a passar, com cenários obscuros e ambientações pesadas, buscando terror em elementos simples como a família rodeando uma fogueira em meio à noite, ou o próprio anoitecer, que vêm acompanhados de uma trilha sonora abaladora e arrepiante, forçando o espectador a ficar mais alerta, a esperar algum fenômeno, mas infelizmente nessas cenas o filme não passa disso, criando apenas um suspense barato, o que deixa muito a desejar, uma vez que altas doses de terror não são impregnadas com frequência no filme; Algo que desanima o espectador antes mesmo de que a narrativa chegue em seu ápice, o que somente acontece após muito decaimento. O diretor cria um clima que embora sombrio, é bem parado, desviando muito a atenção do espectador já que a trama não consegue prendê-la por completo.

O filme também aposta em elementos satânicos, fazendo muitas referências ao tema e usando figuras sobrenaturais durante o mesmo para que fique cada vez mais claro ao espectador a real mensagem que o filme quer passar: algo totalmente sobrenatural, que contrasta com a religião dos personagens, criando o típico clima de uma guerra religiosa desde seu início, de uma maneira furtiva, porém muito intensificada, deixando o clima do filme ainda mais pesado; Isso só toma sua real forma no final, um verdadeiro retrocesso, uma vez que a trama é mal dividida nestes quesitos, tornando a mesma desbalanceada. Por outro lado, o marketing foi bastante eficaz, com frases que se tornavam uma verdadeira incitação para que o espectador assistisse a obra, como: “Um pesadelo que irá gelar seu sangue”; “Da a impressão de que não deveríamos estar vendo”; “De abalar a alma”; “Perturbador” [...] Junto a um trailer que se mostrou muito mais amedrontador e movimentado do que todo o filme. E o que se diz das cenas de susto do mesmo, deixam muito a desejar...

Para compensar as falhas que temos na direção, é inegável que os quesitos técnicos foram muito bem aplicados, principalmente a fotografia, com seus ótimos ângulos e iluminação muito bem regulada, quase que nos transportando para o local em que algumas cenas ocorrem, junto a uma mixagem de som perfeita, o que dá ainda mais tensão em determinados momentos. Outro detalhe que não passa em branco é o figurino, que é fiel ao da época e muito bem produzido. E o que dizer dos cenários, que são esplêndidos e mórbidos, perfeitos para o desenrolar do filme. As atuações não deixam nem um pouco a desejar, principalmente a de Kate Dickie, que faz o papel da mãe de Thomasim (Anya Taylor, a principal personagem), mostrando uma incrível adaptação, provavelmente devido ao contato com um papel medieval após atuar em Game Of Thrones. Ela tornou-se uma atriz perfeita para o papel. Se poucos botavam fé em Anya Taylor para representar a jovem personagem Thomasim, certamente se surpreenderam com sua singela e dramática atuação.

Mesmo tendo todo o necessário para criar uma boa e bem desenvolvida trama, Eggers deixa muito a desejar com um filme que embora seja sempre sombrio, tem um clima parado, não é frenético, é o básico filme de terror cult, assim como “O Bebê de Rosemarie” e “The Babadook”, onde o papel artístico do filme vale muito mais do que a obra em si (somente para o diretor, é claro). Outro ponto negativo é que alguns elementos no filme só podem ser compreendidos por algumas pessoas que têm conhecimentos mais amplos sobre o assunto, mas para a maior parte do público não faz o menor sentido, tornando-se um total floop, o que pesa muito nas críticas, pois mesmo tendo uma média acima do considerado “bom”, estão chovendo, ou melhor, desabando comentários negativos sobre o filme, o que faz sua futura bilheteria e recepção serem prejudicadas ainda mais. Outro furo ainda maior foi deixar tudo para o final, criando uma cadeia acelerada de acontecimentos para cobrir a lentidão que foi predominante no meio do filme e que ainda assim, como já citado, não foi bem compreendida por boa parte do público. Boa história, bons cenários, bons atores, bom tema, péssimo desenvolvimento.

The Witch (título original) não faz jus ao gênero em que está categorizado, apresentando uma trama convencional, lenta e mal desenvolvida. Muito longe da grandeza apresentada no marketing, não ganhando o destaque esperado e tornando-se apenas mais um terror cult, e, assim como a do que vos fala, acarretado de críticas negativas.
anônimo
Um visitante
2,5
Enviada em 16 de abril de 2017
O enredo e a atuação foram ótimos, mas o filme deixou a desejar na história. Antes de chegar ao ápice do filme passamos por muito tédio.
Gabriella M.
Gabriella M.

6 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de julho de 2018
Filme de terror inteligente, daqueles que não precisam de susto ou uma bonitona morta nas primeiras cenas para mostrar à que veio. Crítica interessante à religião e à opressão que ela provoca. O grande vilão é a CULPA carregada pelas personagens e a naturalidade do enredo e do desfecho surpreende positivamente. A fotografia é linda, e dá o clima ideal. Gostei muito.
Victor M.
Victor M.

5 seguidores 28 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 20 de abril de 2016
Pense num filme fraco, lento, com diálogos cansativos e com pouca inspiração. Pronto, esse é A Bruxa. Se eu pudesse desver esse filme não teria nenhuma dúvida, o faria de bom grado, porém, infelizmente não é possível. Então fui ao banheiro vomitar quando essa obra de arte chegou ao fim. Os reis da sétima arte, diferentões e formadores de opiniões sobre os mais instigantes filmes da tchecoslováquia que me desculpem, mas era melhor ter assistido ao filme do Pelé...
LeloMigueis .
LeloMigueis .

5 seguidores 29 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 4 de novembro de 2019
Baita filme! Filmagem fantástica e o contexto de época perfeito, parece que nos leva para aqueles tempos de ignorância, superstições e temor da religião.
Um filme literalmente amaldiçoado.
No entanto, se você é do tipo que quer levar susto, e gosta daquele terror com cabeças rolando, muito catchup e monstros bizarros de cinema americano, esquece. Esse filme não é prá você.
Arthur
Arthur

5 seguidores 85 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 22 de fevereiro de 2022
Em uma meados do século 17, Um agricultor junto de sua família mudam-se para um terreno remoto sob ameaça de excomunhão da igreja, lá uma histeria religiosa toma conta de todos após o desaparecimento de seu filho ainda bebê, junto também de diversas outras coisas estranhas que começam a acontecer nesse terreno que faz divisa com uma floresta onde, de acordo com os mitos, mora um mal inominável.

Em 'A Bruxa' o diretor Robert Eggers apresenta um longo estudo sobre fé cega, fanatismo religioso e opressão social contra os demais (especialmente mulheres) tudo isso em seu primeiro longa-metragem, além de nos dar uma aula de como transmitir medo e angústia sem o uso de sustos. E ainda contando com a excepcional trilha do Mark Korven, que é fácil uma das trilhas mais atmosféricas e intensas que tive o prazer de escutar em um bom tempo. 'A Bruxa' é um filme estranho, perturbador e bizarramente realista.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa