A Bruxa
Média
3,3
1805 notas

280 Críticas do usuário

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Jônathas A.
Jônathas A.

20 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 13 de junho de 2016
A história se passa na América Inglesa, num contexto em que o puritanismo e a religiosidade extremos guiam a vida do homem médio. Basicamente, uma família é expulsa de um aldeamento religioso, por motivos ignorados no longa, e passa a viver num casebre à beira duma grande floresta. E é nesse contexto de exclusão social que a história se desenrola. O enredo brinca com o temor exagerado do mal, a hipocrisia religiosa e os conflitos familiares que surgem. spoiler: E sobre o fim, que posso dizer? Foi como deveria ser! A história se encerra, e bem, inclusive. Virar bruxa de fato, ir aos céus, é uma situação perfeitamente comparável à da mulher num contexto de negação de direitos.
A conquista de reconhecimento, de humanidade, de posso e orgulho do próprio corpo. O filme é repleto dum ar sombrio, envolvente, com cores escuras. Assistam e não se arrependerão.
Yves L
Yves L

19 seguidores 5 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 18 de outubro de 2024
Uma cena ou outra dá aquela tensãozinha ou medo (tipo a dos gêmeos brincando com o bode e o aparecimento da bruxa). Sem falar do destino dos personagens onde nem crianças são polpadas. O filme é um pouco arrastado sim, e esse quesito não combina em nada com o tipo de marketing que se propuseram a fazer: mal direcionado, tentando atrair o velho e conhecido público tradicional aos cinemas, sendo que A Bruxa é para um público altamente seletivo. Não é um filme ruim, de fato, e sim uma produção rica que faz referência a vários elementos da época, como o pecado, a sexualidade, a libertação feminina, a crítica à família e a religião... Porém, esse burburinho todo diante do mesmo como um dos melhores filmes de terror deste século por muitos, achei exagero!!!
Joyce H.
Joyce H.

18 seguidores 9 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 21 de janeiro de 2020
Filme no começo é muito ruim... e no final, parece que tá no começo. Péssimo. Não tem nada de bom, filme parado, não acontece nada. Real perda de tempo.
Victor M
Victor M

17 seguidores 5 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 9 de março de 2016
A BRUXA : FUI COM TANTA EXPECTATIVA E NA HORA FOI BROxANTE !
UM DOS PIORES FILME DE TERROR QUE EU JÁ VI. .. OLHA QUE EU ADORO FILME DE TERROR.
MAS ESSE FILME FOI UMA GRANDE DECEPÇÃO. . . sai com a sensação de : " quero meu dinheiro de volta " ; "perdi alguns minutos da minha vida vendo isso "
AndréIsaque
AndréIsaque

17 seguidores 62 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 29 de março de 2016
Focado no terror psicológico, o filme trás uma proposta interessante, diferente da maioria de seu gênero, ao indicar que o mal está entre o preconceito e pensamentos da época, bem retratado pelo figurino e fotografia característica do século XVII. As atuações são convincentes e também merecem destaque. Porém esse tipo de terror não funciona em "a bruxa", e o longa se resume a um jogo de acusações e desconfiança de todos e a descoberta do verdadeiro mal é decepcionante, não compreende a expectativa. Para piorar, termina de maneira desagradável e melancólica
Vinícius C.
Vinícius C.

16 seguidores 27 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 11 de outubro de 2016
"A Bruxa" foi vendido como um filme que seria a volta ás origens do Terror clássico, ou seja, um filme com cenas surpresa, impactantes e com uma trilha sonora tensa, como em "Psicose". Eu esperei sair a versão digital em HD do filme para assistir, já que a maioria dos críticos dizia que o filme não devia ser assistido em cinema. Vi o filme no meu quarto, sozinho e com as luzes apagadas. Não direi que fiquei decepcionado, pois estaria mentindo. O filme possui uma bela fotografia, excelentes atuações (principalmente das crianças) e uma boa história como base. Mas não foi bem o que eu esperava. Trilha sonora bem ao estilo Hitchcock sendo usadas em cenas onde nada acontece, muito lenga-lenga da mãe (mais parece filme de drama), no final quando você pensa que finalmente tudo vai ser explicado e a moça vai tomar alguma atitude, acontece exatamente o contrário. Sabe quando absolutamente tudo se encaixa no final do filme? Pois é, aqui não acontece. spoiler: O fato dela se tornar uma bruxa no final e ter várias na floresta é rídiculo.
Há cenas assustadoras sim, spoiler: as cenas do corvo bicando a mãe, do filho maior antes de morrer, e principalmente a da revelação de que o bode Black Phillip realmente falava com os dois pestinhas são muito fod*s.
Não assista com grandes expectativas como eu fiz.
Henrique R.
Henrique R.

16 seguidores 2 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 8 de março de 2016
Achei bem fraco! A história promete, vai esquentando no decorrer do filme, mas o final é a decepção! Sem sentido nenhum. Muito mal planejado e contado !
Jhonatan L
Jhonatan L

14 seguidores 20 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 10 de março de 2016
Sessão lotada, tudo mundo ansioso querendo “se cagar” de medo vendo o filme A Bruxa e o que me trouxe foi a sessão mais estressante da minha vida, mas não por causa do filme e sim das pessoas.
Algo que me irritou bastante quando estava assistindo ao filme foi o excesso de comentários e risada ao meio do filme dizendo “Era melhor ter visto o filme do Pelé” “Que filme lixo” “Não acredito que paguei por isso” “cadê o susto” que eu fui impulsionado em responder essas pessoas que saíssem da sala já que não estava gostando ou que fizesse silencio por que estava atrapalhando, o que me privou de aproveitar totalmente o filme.
Mas eu gostei da atmosfera obscura, gostei da temática e gostei de como o filme retratou como era viver na idade média onde na época temiam a bruxaria, ser deixado de fora da comunidade cristã, sem a proteção da igreja, viver completamente fora da proteção de Deus, completamente entregue ao diabo, A Bruxa está muito mais proposto a insinuar a maldade através de acontecimentos bizarros do que assustar o espectador. A pessoa precisa ter certa bagagem e sensibilidade para captar o horror e o mal retratado no filme. O espectador que se diverte com sustos gratuitos e clichês não vai conseguir dialogar com o filme e consequentemente, irá achar chato, engraçado e ruim como aconteceu hoje, mas entendo a decepção de muita gente, o problema deste filme foi o marketing: vender um filme de terror como “o mais assustador” que não é o que vemos na tela; o filme mais “instala” o medo em você e para entender temos que adentrar no universo do filme.
Gostei do filme, mas na verdade é muito mais um drama/suspense, que discute no seu plano de fundo o fanatismo religioso e nisso ele é competente!
Não vá pela opinião dos outros. Assista ao filme
Lucas Alcântara
Lucas Alcântara

14 seguidores 49 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 20 de julho de 2016
A Bruxa, filme de terror psicológico dirigido por Robert Eggers chega prometendo e consegue cumprir.

Após o casal William (Ralph Ineson) e Katherine (Kate Dickie) serem expulsos de uma aldeia católica por conta de divergências religiosas, vão morar com seus filhos na selva próxima dali, mas as coisas não andam bem como esperavam: após Samuel, o filho mais novo e ainda bebê desaparecer misteriosamente, um clima pesado adorna a casa e acontecimentos estranhos ameaçam a família.

Antes de mais nada, é preciso dizer que são poucos erros no longa de Robert Eggers. Talvez o mais gritante deles — apesar do final bastante explícito que não condiz com o resto da trama em aberto —, seja o tempo. O filme, com apenas uma hora e vinte minutos de tela, chega a se apressar, levando o núcleo de personagens diretamente à "ação". A bruxa também aparece logo no início, tirando uma das vantagens do longa sobre o público, que seria o medo do desconhecido.

Por outro lado, Eggers consegue compensar o pouco tempo que tem, deixando claro que mais seria desnecessário. Invertendo o que a maioria dos filmes de terror costumam mostrar, como o Exorcista ou até mesmo Invocação do Mal, onde apresentam o bem estar e o convívio da família até o elemento terror entrar em ação, Robert joga a família diretamente para o sobrenatural, e trabalha toda a sua relação durante o clima de terror bastante perceptível, não poupando o macabro, e isso funciona muito bem — mesmo a trama se tornando lenta e arrastada em alguns momentos.

A bruxa pode aparecer no início, talvez tirando o fator medo do desconhecido, mas essa rápida aparição traz consigo o fator suspense. Ao longo que a trama vai crescendo, começamos a desconfiar de todos os familiares, pois é neles que o fator terror é centrado: as canções e encenações macabras dos gêmeos; a severidade do pai; os acontecimentos que giram em torno de Thomasin (Anya Taylor Joy), fazendo um terror no qual não tememos monstros, mas sim os próprios humanos, e deixando bem claro aqui que a bruxa que aparece no início não é o centro de atenção do longa.

Outro fator positivo é o "o quê". Mesmo com a revelação da bruxa, desconfiança cresce dentro da família, deixando muito sugestivo e aberto o que a perturba: mais ou menos a mesma técnica usada em Exorcista, onde não temos certeza se fora o tabuleiro de Ouija que possuíra Regan ou o demônio que o padre Merrin vinha investigando. Toda essa atmosfera contribui para que fiquemos à par do filme, tentando ligar todos os pontos até o grand finalle.

Cresce também a atmosfera de terror nos cenários e em animais. Os bosques, a casa, a fazenda, o coelho que aparece em algumas cenas e o bode misterioso, que acabam se tornando o desconhecido que tememos, por conta de seus respectivos acontecimentos.

Atores, como resto da trama, são impecáveis. Anya Taylor Joy e Harvey (Caleb), voltam a provar que as crianças hollywoodianas têm talento. Kate Dickie e Ralph Ineson fazem o bastante e contribuem para a instigação do público quanto ao filme.

E, fazendo novamente o inverso de filmes de terror, nos quais tratam da falta de fé e como tal é importante em acontecimentos como estes, Eggers faz exatamente ao contrário: ele trata como o excesso de fé pode chegar a nos cegar em assuntos importantes, e a época na qual o filme é sitiada contribui para a mensagem: a Inglaterra Cristã, onde qualquer fato era associado à fé, ou a falta desta.

A Bruxa, definitivamente, se torna o melhor filme de terror do ano — clássico, só o tempo irá dizer. Cercado de simbolismo tanto religioso e miticismo, Robert mescla bons elementos e constrói um bom terror. Não espere bons sustos, mas com certeza ao acabar de ver você vai sair com os acontecimentos martelando na cabeça — o bom é velho terror psicológico.

Nota: 9/10
Cássia Adriane L
Cássia Adriane L

13 seguidores 31 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 14 de abril de 2019
A Bruxa não é um terror que busca assustar o espectador quando ele menos espera, a narrativa não segue em nada as narrativas padrões da maioria dos filmes de terror, talvez por isso muitos são críticos ferrenhos do filme.

O filme faz você refletir sobre a questão da religiosidade, nos provoca a pensar todas as normas impostas principalmente pela igreja católica. Sem dúvida o diretor do filme soube trabalhar o gênero terror de uma forma inteligente e inesperada, o que pode ser uma boa saída para os já tão conhecidos clichês das narrativas do gênero.
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