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Adriano Côrtes Santos
1.010 seguidores
1.229 críticas
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2,0
Enviada em 4 de dezembro de 2024
"A Libertação", de Lee Daniels, é uma tentativa frustrada de combinar o drama familiar com o terror sobrenatural, resultando em um filme pouco convincente e desinteressante. O longa ecoa muitos elementos de Preciosa, outro trabalho do diretor, com uma estética semelhante: uma fotografia soturna e opressiva, personagens marcados por abusos e sofrimento, e uma narrativa que insiste em explorar o desconforto e a claustrofobia. No entanto, enquanto Preciosa se destacava pela profundidade emocional e autenticidade de seus personagens, A Libertação não consegue atingir o mesmo impacto, tropeçando em seus próprios excessos e escolhas narrativas.
Inspirado por uma história real de 2014, o filme acompanha Ebony (Andra Day), que se muda com sua mãe Alberta (Glenn Close) e seus três filhos para uma nova casa, apenas para enfrentar uma série de eventos inexplicáveis que envolvem suspeitas de possessão demoníaca. Embora o ponto de partida seja promissor, o roteiro simplifica a abordagem do tema religioso, reduzindo-o a uma metáfora básica e repetitiva: "sem Deus, o demônio entra; com Deus, ele vai embora". A tentativa de introduzir elementos de terror e exorcismo é falha, entregando cenas genéricas, previsíveis e pouco assustadoras. A maquiagem e os efeitos visuais são especialmente desastrosos, parecendo algo saído diretamente dos anos 80, com toques involuntariamente cômicos que remetem ao clipe de Thriller, de Michael Jackson.
O elenco, embora talentoso, está preso a personagens mal desenvolvidos. Andra Day, como Ebony, passa o filme inteiro gritando, o que torna a personagem irritante e dificulta qualquer empatia do público. Glenn Close, apesar de ser uma atriz excepcional, sofre com uma caracterização grotesca e uma personagem ingrata. Uma de suas cenas mais criticadas, em que aparece com dentes que lembram vampiros, expõe a fragilidade do design de produção e do tom inconsistente da obra. Mo'Nique, vencedora do Oscar por Preciosa, é desperdiçada como uma assistente social cujas aparições são pouco memoráveis.
No geral, A Libertação é um filme longo, cansativo e que parece se perder entre o drama e o horror, sem nunca entregar plenamente nenhum dos dois. A falta de sutileza no tratamento dos temas religiosos, as escolhas visuais equivocadas e o roteiro arrastado tornam esta produção uma experiência frustrante, especialmente considerando o histórico de Daniels em explorar histórias intensas e humanas com mais sensibilidade.
Sinceramente, que produção péssima! Eui fui pela obs que cita Oscar ... Olha, sinceramente.. qualidade ruim de imagem, parece que foi filmado com uma câmera amadora, um possessão com uma pastora que não passa credibilidade nenhuma? Um filme que tem mais palavrões que não sei o que? Do meio pro fim eu ja tava rindo com e pensando como que produzem uma porcaria dessas e a Netflix coloca como se fosse O Filme!
Um dos usuários fez uma crítica que resume tudo: culto da universal. O filme.poderia ser bom, mas é cheio de clichês rasos e superficiais. Não vale a pena. Tempo perdido.
Ao nos deparamos com o filme a libertação em seu primeiro ato, temos a impressão de ser uma boa história, pois possui uma trama familiar bastante interessante e tudo leva a crer que vamos assistir algum drama. Ainda assim, temos um grande desenvolvimento da personagem principal Ebony Jackson diante de todos os elementos do filme: mãe negra, periférica, com 3 filhos e uma mãe com câncer. Além do seu problema financeiro, seu vício com o álcool e seus problemas com a guarda dos filhos. O grande problema do filme é usar o terror com válvula de escape para solucionar tais problemas encontrados na trama. O problema não está nem em usar o terror no filme, e sim como foi usado: de maneira caricata, com efeitos ruins e usando a religião de uma forma muito clichê e sem graça. Some isso tudo os diálogos terríveis durante as cenas de possessões. Em resumo, não encontramos nenhuma atmosfera favorável para as principais cenas de terror do filme causar o devido impacto, não há base e nem justificativa plausível para essa escolha. No fim a mistura de drama com terror não conseguiu satisfazer nenhuma das duas medidas.
Amei esse filme, ele é um bom filme de terror merecia mais comentários positivos e um fandom, lembrando que é a minha opinião mais se tem gente que achou ruim tudo bem é a sua opinião.
Mais um filme que a Netflix defeca quando chega os “defeitos especiais” exagerados. Estragaram o filme, uma pena. Estava ótimo. Não sei porque ainda dou chances para as produções toscas da Netflix.
O filme tenta nos empurrar um conflito familiar que ao decorrer do roteiro acaba sendo chato e totalmente previsível. De fato, o início é um tanto quanto interessante,mas, acaba se repetindo e deixando perguntas que não são respondidas. Agora, o lado do terror é fraco e na minha visão é muito genérico… corpos pegando fogo, se quebrando e lá vai. Por abordar um fato real, seria interessante deixar o filme mais “pé no chão”.
Começa muito bem, com um drama de família desestruturada no estilo Monster Ball, ótimas atuações de Andra Day e Glenn Close, infelizmente da metade para o fim o filme se perde completamente em clichês baratos meramente substituindo os personagens homens brancos católicos de O Exorcista, por mulheres negras evangélicas. Isso não seria problema se eu não tivesse ficado com a impressão que esse era o único objetivo do filme, já que ficou realmente parecendo uma cópia barata do Exorcista, minhas suspeitas se reforçaram com a cena do garoto andando como uma aranha de membros invertidos pelas paredes do hospital ou então com o coisa ruim apelando emocionalmente para os sentimentos maternais e medos internos da personagem Ebony
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