Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Gustavo Alves (Guh Alvxs)
1 crítica
Seguir usuário
3,5
Enviada em 30 de março de 2026
Segunda vez vendo o filme, a primeira o observei quando criança, e tinha medo, acabei não finalizando essa bela obra de ficcção cientifíca, sendo breve, o filme desenvolve sem muitos furos de rotero, a ambientação e qualidade gráfica é impressionante comparado aos CGI's atuais, os seres criados para os enredos são interessantes e diferentes, os personagens atuam de forma dramática e geram impacto em quem assiste, as vezes até sensibilidade, mas o principal é o climax, que absurdo, maravilho, para eu, um amante do universo oculto do espaço, o climax final foi impressionante, tudo fica mais "claro", realmente um bom filme para amantes deste universo, mas, pode não agradar a todos, mas a experiência vale para todos! Uma bela obra! Bom filme a todos! Obrigado pela atenção.
Aconteceu mais uma vez: uma invasão alienígena em algum lugar da Terra. Dessa vez é mais sutil, porém não menos perigosa. Um objeto celeste atingiu um farol e o infectou com algum tipo de matéria exótica, dando origem à cintilação, uma espécie de campo de energia misterioso que ameaça a vida na Terra.
A cintilação não para de se expandir e os efeitos que gera são incrivelmente nefastos, embora basicamente inexplicáveis e provocam um mistério de difícil solução. A protagonista é uma ex-militar (passou 7 anos no exército) especialista em biologia celular, concedendo aulas em uma instituição famosa onde é vista explicando células tumorais em divisão desordenada. É aqui que reside o grande mistério do filme. Segundo a Lina (protagonista), é possível criar um método científico capaz de reverter a senescência (envelhecimento). Ela diz que Deus erra. Seu parceiro, o sargento Kane, discorda, alegando que “a chave da coisa toda da divindade” é a perfeição. Mas, para Lina, deveríamos tentar corrigir a senescência no DNA humano, apesar dos riscos.
Um dos papéis centrais da ficção científica é promover o debate sobre as grandes descobertas científicas do momento, ou as grandes invenções tecnológicas. Já vimos filmes questionarem a clonagem, a inteligência artificial, a engenharia genética (embora em menor frequência) e muitos outros temas essenciais. Dessa vez, Aniquilação põe em xeque as atividades e inovações científicas que planejam acabar com o envelhecimento e garantir, por assim dizer, a “vida eterna”. Isso traria riscos, embora não sejam tão óbvios assim. Poderia resultar em uma catástrofe.
Em Aniquilação, mutações genéticas severas e extremas são vistas por todo o ambiente onde as protagonistas exploram. Como especialista no assunto, Lina não tarda em perceber que a cintilação está provocando algum tipo de distúrbio genético profundo, hibridizações bizarras de espécies distintas, desvios genéticos nunca antes observados e que são assustadores. Os genes daquelas espécies parecem estar se “replicando” o tempo inteiro, se fundindo e gerando distúrbios genéticos extremos.
Com uma direção envolvente e sólida, apresentando imagens muito impactantes, Aniquilação não é uma inovação exótica da ficção científica, mas uma confirmação desse gênero artístico. Propõem que a “juventude eterna” através de edição genética revolucionária pode causar danos terríveis.
Reverter a senescência, que é completamente possível, é no mínimo tema para debate e um procedimento que merece mais esclarecimento. E, dessa maneira, Aniquilação se consolida como uma obra de arte relevante, que se conecta com sua época e público, indo além da mera contemplação, embora seja difícil de ser compreendida. Mas é disso que é feito o cinema. E podemos celebrar.
Eu adoro esse filme. Não sei porque tem tanta crítica morna ou negativa. Alem da ótima atriz, que faz toda a diferença no filme, desde o visual ate o fato de você nunca saber o que esperar, não é um filme obvio ou cansativo, por que você não faz a mínima ideia do que vem a seguir. Traz uma reflexão, é inovador, bem original e te prende. Assistiria de novo (bom, sou bióloga, talvez seja por isso que me interessei tanto).
filme com ótima construção; muito bem estruturado; ótimas atrizes e enredo. A trama tem um desenrolar que nos deixa sem piscar os olhos. Para quem gosta de ficção científica é uma boa pedida, o romance aparece em momentos pontuais e especiais para compor o filme. Em alguns momentos me lembrou o Mickey 17, por exemplo o motivo de audestruição que leva cada um a se tornar um "objeto de teste". Recomendo muitíssimo
Acho que perdi 1h55m do meu tempo vendo isso. Não é querendo falar mal, mas não me pegou de um jeito tão surpreendente quanto eu esperava. Consegui entender a narrativa da história de maneira que o filme se desenvolva bem. Mas o que não caiu bem foi não ter introduzido mais os personagens secundários na história. Talvez estenderia mais o filme? Também tenho outro ponto, a enrolação do filme no começo. Quase nada acontece, não introduz muito as personalidades de tais personagens. spoiler: A minha cena favorita e que me chocou pelo visto foi de quando a Lena, Josie e Anya estão amarradas e então o urso em decomposição aparece e meio que dá um frio na espinha e parece que você está lá. Você prende a respiração e escuta aquele bicho ecoando a voz da Cass pedindo socorro . Essa cena sim, foi surreal pra mim. Outra cena que achei um pouco interessante foi no final, quando a Bióloga vai até o farol e acontece toda aquela ação mística e sobrenatural. Filme bem produzido. Mas só assistira outra vez se estivesse me esquecido do que aconteceria no final.
Alex Garland trouxe uma abordagem distinta da proposta por Jeff VanderMeer em sua obra original, transformando Aniquilação em uma experiência cinematográfica que vai além da mera adaptação. O filme não se limita a uma narrativa linear ou explicativa; ao contrário, mergulha o espectador em um ambiente de mistério e transfiguração que remete ao conto A Cor que Caiu do Céu, de H. P. Lovecraft. No entanto, enquanto Lovecraft trabalha com o horror do desconhecido como algo essencialmente ameaçador, Garland subverte essa noção, apresentando o estranho não como destruição, mas como um processo natural e inevitável. Desde a flora exuberante de DNA misturado até o urso que imita gritos humanos (que roubou noites de sono de muitos espectadores, assim como eu), cada elemento dentro da Cintilação é uma prova de que a transformação não é um castigo, mas uma inevitabilidade. A grandeza de Aniquilação reside justamente nessa abordagem: o filme não busca dar respostas definitivas, mas envolver o espectador em um processo de assimilação e metamorfose, tal como acontece com Lena (Natalie Portman) e seu marido. A cinematografia contribui imensamente para essa imersão. A fotografia de Rob Hardy captura a beleza perturbadora da Área X! Enquanto a trilha sonora de Ben Salisbury e Geoff Barrow amplifica a sensação de estranheza e fascínio. O ápice sonoro do filme, na sequência final, transforma a experiência em algo quase transcendental raramente visto ou sentido no cinema atual.
Garland entrega um espetáculo introspectivo, imersivo e filosófico, que não se contenta em apenas provocar medo ou maravilhamento, mas questiona a própria noção de identidade e mudança. Aniquilação não apenas desafia nossa percepção da realidade, mas nos transforma junto com ele – tal como a Cintilação, que não destrói, mas refaz.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade