História real belíssima. Glória a Deus não foi desperdiçada sendo filmada por um diretor sem sensibilidade artística. Não há o menor sinal de sensacionalismo, de exploração da condição doente da personagem. O que mostra é uma mulher doce, inteligente, prática. E, embora a personagem não resmungue, em absolutamente nenhum momento, de sua condição, o filme não cai na armadilha de querer diminuir sua real fragilidade física. Pelo contrário, mostra bastante isso, mas como um fator coadjuvante perto da grandeza de sua determinação calma de seguir em frente. A caracterização e interpretação pessoal de Sally Hawkins estão estupendos. Hawke também está ótimo. Dosagem perfeita nos diálogos, nas reações, sem fakes, sem cenas teatrais estapafúrdias. Filme encantador e envolvente do começo ao fim.
Filme delicado, singelo e de uma perfeição sem igual . A escolha dos atores também é covardia... Sally e Ethan são tão bons, fora da curva. Eu estou realmente tocada com o filme e principalmente como Maudie conseguia cativar os que rodeavam ela.
O filme “Maudie: Sua Vida e Arte”, dirigido por Aisling Walsh, é uma cinebiografia sobre a artista plástica canadense Maud Lewis (Sally Hawkins), que, por boa parte de sua vida, viveu numa situação de extrema pobreza, até que seu trabalho foi descoberto, nos anos 60.
O roteiro escrito por Sherry White nos mostra que a revelação de Maud como a grande pintora que ela foi veio quase que por acaso, uma vez que ela vivia uma vida regrada, quase que em confinamento, ao lado do marido Everett (Ethan Hawke), numa pequena casa localizada no meio de uma estrada.
Isso é sintomático de quem Maud foi: uma mulher que passou a vida sofrendo com os efeitos da artrite reumatoide e que teve a sua própria vontade relegada, por boa parte do tempo, pelo cuidado excessivo e hipocrisia de seus familiares. Até mesmo seu casamento foi marcado por muita turbulência.
Por isso mesmo, o despertar artístico de Maud vem ao mesmo tempo em que ela e Everett encontram uma forma de fazer o relacionamento deles funcionar, do jeito deles, com respeito, tolerância e, por quê não, amor. Acompanhar essas transformações é um dos pontos positivos de “Maudie: Sua Vida e Arte”. As ótimas atuações de Sally Hawkins e Ethan Hawke são um bônus!
É um filme de muitas sutilezas. Nele vemos conversões, transformações, evoluções, trocas. Vemos a proximidade gerar a atração, como já concluiu a Psicologia Social. Vemos o serviço se tornar cuidado. Vemos que a mão que bateu foi a mesma mão que afagou. Vemos o silêncio e a aparente subserviência darem as cartas. Vemos a cumplicidade feminina. Vemos quanto o ser humano pode ser mau, mas também quanto pode ser mau. Vemos a plenitude apesar das contingências. Um filme lindíssimo pela história, pela produção, pela atuação.
Considerando que o filme ocorre no ano de 1935, é até compreensível , porém jamais aceitável, o machismo da época e o jeito ogro, pra não dizer bruto, do então marido de Maudi, que só por realmente ser uma artista, e num momento tão triste de sua vida, permitiu-se tal experiência na convivência ... Compreensível quando o lugar de fala é o de uma artista, que "só" queria paz para então pintar... E se sentia feliz em perceber que a pessoa com quem convivia respeitava sua arte e o então alívio de suas dores, para além da artrose... Maudi teve a sorte de nascer em uma familia tão pobre de afeto...Que mulher incrível que conseguia ver a vida colorida, apesar de....Só esperava que o filme retratasse mais seu reconhecimento e validação por sua arte, ainda que esse não fosse o intuito da artista, mas pelo menos pra que a arte e seu amor pela mesma fosse exaltado, justamente em um mundo que nao valoriza o "ser humano", artistas e sua riqueza de sensibilidade...
Um filme espetacularmente bem feito com uma bela fotografia, trilha sonora, figurino, direção e atuação impecável dos atores principais Ethan Hawke,e Sally Hawkins, contando uma história de forma sutil e delicada. Enfim, um filme imperdível para quem gosta de ARTE!!! Recomendo.
Comovente, belíssimo. Maudie inspira os sentimentos mais nobres da existência humana frente às adversidades da vida. Atores excelentes, direção impecável, cenários incrivelmente bucólicos e belos, figurinos convincentes e , a trilha sonora, por vezes, rouba a cena, nos transportando a memórias e sensações provindas de nossas próprias experiências.
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