Não recomendado para menos de 14 anos
Daniel Mantovani (Oscar Martínez), um escritor argentino e vencedor do Prêmio Nobel, radicado há 40 anos na Europa, volta à sua terra natal, ao povoado onde nasceu e que inspirou a maioria de seus livros, para receber o título de Cidadão Ilustre da cidade - um dos únicos prêmios que aceitou receber. No entanto, sua ilustre visita desencadeará uma série de situações complicadas entre ele e o povo local.
4,5
Ótimo
O Cidadão Ilustre
Para que serve a arte?
por Francisco Russo
Se já é lugar comum elogiar a qualidade dos roteiros argentinos, é preciso abrir um capítulo específico para tratar de O Cidadão Ilustre. Exibido no Festival de Veneza 2016, onde saiu com o prêmio de melhor ator, o novo longa-metragem dirigido pela dupla Mariano Cohn e Gastón Duprat (O Homem ao Lado) é, ao mesmo tempo, incômodo, instigante e universal. A começar pela abordagem escancarada da pergunta que dá título a este texto, não apenas através de provocações bem-vindas mas também pela própria estrutura da narrativa, que busca cutucar o espectador a todo instante.
A história começa com o escritor argentino Daniel Mantovani (Oscar Martinez, premiado em Veneza, em ótima atuação) recebendo a maior de todas as láureas: o Nobel de Literatura. Com uma câmera documental registrando o momento, Daniel sobe ao palco e, em seu discurso, agradece dizendo que também lamenta o recebimento do prêmio
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Um filme extraordinário. Um escritor da pequena cidade de Salas na Argentina, muda para a Europa aos 20 anos e lá faz muito sucesso, chegando ao Nobel de Literatura pelos 60 anos, mas ele considera isto como sua morte, pois um escritor deve ter uma visão crítica do mundo e se a academia, os escritores, os críticos e a imprensa o consideravam o melhor, é porque ele teria sido absorvido pelo establishment. A partir dai, ele recusa inúmeros ...
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O Cidadão Ilustre é sobre esse escritor argentino, vencedor do Nobel, que volta para casa, na província, para reencontrar o passado. Sua literatura alimenta-se de suas experiências e ele, de certa forma, faz nos livros o que não deixa de ser uma caricatura da humanidade, concentrada, ou expressa, na população de Salas, o ‘pueblo’, o que produz ressentimentos.
o filme argentino simplesmente sensacional com história que prende do ...
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Obra-prima. Os diretores argentinos acertaram de ponta a ponta: construção de roteiro perfeita, argumento consistente, tensão crível, humor ácido e inteligente, e atuação impecável do excelente protagonista Oscar Martínez. Brilhante.
É uma obra muito bonita, muito leve, mas profunda. É um retrato, de como temos portas fechadas, que são muito dificil de serem.abertas, e quão drástica podem causar.
Festivais
Representante argentino no Oscar 2016 na categoria de Filme Estrangeiro, o longa também participou do Festival de Toronto 2016 e do Festival do Rio 2016.
Nacionalidade
Argentina
Distribuidor
Cineart Filmes
Ano de produção
2016
Tipo de filme
longa-metragem
Curiosidades
1 curiosidade
Orçamento
-
Idiomas
Espanhol
Formato de produção
-
Cor
Colorido
Formato de áudio
-
Formato de projeção
-
Número Visa
-
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