Notas dos Filmes
Meu AdoroCinema
    A Viagem de Meu Pai
    Média
    3,3
    15 notas e 5 críticas
    distribuição de 5 críticas por nota
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    5 críticas do leitor

    Hugo D.
    Hugo D.

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    3,5
    Enviada em 15 de agosto de 2016
    Um drama angustiante e muito bom, que te prende na frente da tela e faz pensar o que vai acontecer na próxima cena e principalmente te faz refletir sobre como é ser responsável por cuidar de um familiar com uma doença grave e sem cura. Até que ponto você abdica da sua vida pela de uma pessoa ama. Jean Rochefort está impecável cria uma boa empatia com o público, já Sandrine Kimberlain prova mais uma vez que é uma ótima atriz dramática.
    Mário Sérgio P.Vitor
    Mário Sérgio P.Vitor

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    3,5
    Enviada em 25 de junho de 2017
    A VIAGEM DE MEU PAI (FLORIDE no original) é uma comédia dramática francesa de 2015 que trata de um tema difícil: a senilidade no avançar dos anos. Embora excessivo no uso de 'flashbacks' e na galeria das personagens, possui momentos de grande ternura e outros de risos inevitáveis. O elenco é um show, a fotografia caprichadíssima e há diálogos crus intercalando-se à leveza de outros. Percebe-se o cuidado dos realizadores de não tornar o filme piegas, embora altamente reflexivo. Apesar dos deslizes (pequenos), é um filme imperdível.
    Nelson J
    Nelson J

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    4,0
    Enviada em 16 de agosto de 2016
    Filme apresenta a demência de forma didática, mostrando as ligações imperfeitas, perdas, distorções e as dificuldades com a família.
    cinetenisverde
    cinetenisverde

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    4,0
    Enviada em 17 de janeiro de 2017
    O diretor Philippe Le Guay, com quem já trabalhou com Jérôme Tonnerre em As Mulheres do Sexto Andar e aqui roteirizam uma peça de Florian Zeller, sabe contar uma história do ponto de vista do espectador. Ao quebrar o tempo em fragmentos de passado, futuro e um presente incerto, ele nos transporta para as sensações do velhinho Claude Lherminier, que interpretado por Jean Rochefort de maneira irrestrita, nos entrega um filme sobre como é perder a memória aos poucos, e como pode ser desagradável não saber nem do que você não sabe.
    Ygor M.
    Ygor M.

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    3,0
    Enviada em 11 de agosto de 2016
    Dirigido por Philippe Le Guay (Pedalando com Molière), A Viagem de Meu Pai fala de assuntos difíceis como a morte e a velhice. Mesmo que opte por um caminho mais fácil, o que filme não se torna leviano por isso. Claude Lherminier (Jean Rochefort) é um simpático, mas também desordeiro, senhor de 81 anos de idade que adora manter sua vida e seus pequenos afazeres ao redor de sua linda casa. No entanto, ele não gosta nada da companhia forçada que cerca sua vida, já que não possui total controle de suas emoções, memória ou mesmo o discernimento mais claro na hora de tomar decisões. Sua filha, Carole (Sandrine Kiberlain), embora bastante carinhosa e afetiva, já não pode dispor de todo o tempo para os cuidados com o pai. Ela tenta a todo custo levar sua vida, tocar a empresa onde precisou substituí-lo às pressas na direção, e encontrar alguém que cuide e suporte a rebeldia do pai. Em meio a esses dramas cotidianos, Carole inicia um novo relacionamento com Thomas, enquanto o pai se contorce incomodado com questões do passado, e sofre com a ausência da filha mais nova, que não o visita há mais de dez anos. A Viagem de Meu Pai não se impõe como um pesado drama e se equilibra muito bem com um tom de humor que não diminui a importância da história, muito menos o sofrimento dos personagens e do público. Jean Rochefort e Sandrine Kiberlain, têm seus trabalhos em destaque no longa. Com Carole, Sandrine tem ainda mais êxito nesta posição, pois seu personagem, é o tipo de pessoa que sofre sem demonstrar e permanece num constante conflito interno. A atriz consegue encontrar o tom certo para transmitir essa tensão silenciosa. Diferente da atuação de Jean Rochefort, que pode parecer mais fácil com o engraçado e rabugento Claude. A maioria de seus movimentos e sentimentos são externos, explícitos, mas nem por isso há qualquer exagero na interpretação do ator. O roteiro, adaptado pelo próprio diretor e Jérôme Tonnerre da peça de Florian Zeller, de início apresenta um caminho interessante: existem cortes abruptos, paralelos à história, que revelam a passagem do tempo sem que Claude tenha percebido. Um bom exemplo é a sequência em que se vê o velhinho dentro de um avião rumo à Flórida, sem saber se seria mais um devaneio. Com o passar do tempo, porém, o uso de flashbacks se torna repetitivo e a resolução de histórias paralelas à trama principal fica abaixo da expectativa. Se Le Guay acerta nos momentos em que narra uma história com base no vazio, nos espaços em brancos deixados pela deficiência do personagem, ele perde um pouco o controle no passo seguinte, repetindo formulas básicas e pouco criativas. A Viagem de Meu Pai trata de temas pesados, mas com uma abordagem mais leve, o que, no entanto, não causa qualquer tipo de decréscimo. A julgar por essa opção, parece bastante razoável não ter no longa nenhum tipo de julgamento sobre os personagens, o que reafirma a leveza do filme e deixa a cargo do público as possibilidade – ou não – de maior profundidade nas reflexões. Não é um filme ousado, mas por não ser covarde, é arriscado.
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