O Experimento de Aprisionamento de Stanford: Críticas
O Experimento de Aprisionamento de Stanford
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Júnior S.
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2,5
Enviada em 5 de agosto de 2017
Apesar de conceitualmente interessante, os problemas entre os componentes do estudo foram demonstrados como casos isolados, e perde-se a relevância como estudo do comportamento humano. Funcionaria como thriller, mas aí cairia no lugar-comum. É uma pena que, salvo raras exceções, o filme não consiga distinguir os personagens.
Um filme baseado num experimento feito em 1971, saliento que há uma versão cinematográfica Alemã de 2001 para este acontecimento: "A Experiência" que pretendo assistir. O enredo do filme é sobre um experimento que professores realizaram em Standford, no qual consiste na observação de um grupo de jovens estudantes voluntários, que representam a convivência num presídio. Os jovens se dividem entre guardas e outros em prisioneiros, embarcado nesses 'personagens', o grupo vai incorporando suas posições de forma drástica, chegando a ser bem perturbador e angustiante, pois o que está em cheque é a mente humana e sua reação no relacionamento social, mas as coisas acabam assumindo uma tônica surpreendente. Vale muito a pena assistir, mesmo não sendo uma super produção.
O mundo está cheios de pessoas com boas vontades, querendo um mundo melhor e para isso, fazem testes e mais testes sobre suas teorias, brigam por sua opinião, oprimem, obrigam e usam o medo para construir um lugar utópico, na visão deles.....sim, o mundo está cheio dessas pessoas que acham estar fazendo o bem, como assim achou Adolf Hitler..... E em 1971, nos EUA, um psicólogo pensou a mesma coisa. O professor e doutor Phil Zimbardo tinha como objetivo constatar “como indivíduos se adaptam a situações em que estão relativamente impotentes”. Para isso, ele escolheu simular uma prisão, construindo uma no porão do prédio de psicologia da Universidade de Stanford. Então, 21 estudantes foram escolhidos a partir de uma lista de 70 alunos voluntários e divididos aleatoriamente em dois grupos: 11 fariam o papel de guardas e 10 de prisioneiros. Nem é necessário dizer que as coisas não saíram do jeito que se esperava. Baseados nestes fatos reais, que o diretor Kyle Patrick Alvarez e os roteiristas Tim Talbott, Christopher McQuarrie, P.W. Hopsidor nos trazem um ótimo filme retratando o que aconteceu neste experimento. E a produção nem deve ter tido tanto esforço, pois o talento do elenco faz desta película, algo digno de se estar na sua coleção de DVDs ou Blu Ray. Contamos com a presença da nova geração de bons atores e aqui mostram o porquê! Temos Ezra Miller (o futuro The Flash dos cinemas..... esse cara é bom, mas para interpretar o Flash? Sei não.....), Tye Sheridan (o novo Ciclope dos mundo cinematográfico dos X-Men), Michael Angarano (este é o melhor em cena. Lembro dele de O REINO PROIBIDO de 2008), Thomas Mann (do EU, VOCÊ E A GAROTA QUE VAI MORRER de 2015 - comentários no NP), Johnny Simmons (AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL de 2012 - comentários no NP), Ki Hong Lee (da trilogia a ser finalizada, MAZE RUNNER), Nicholas Braun (primeiro trabalho que eu vejo ele, sem que seja uma comédia besta, e mandou bem!), Logan Miller (COMO SOBREVIVER A UM ATAQUE ZUMBI de 2015 - comentários no NP) entre outros! Fora que temos o experiente Billy Crudup (o dr. Manhattan cinematográfico do WATCHMEN: O FILME de 2009, o cara todo azulão que ficava com a "bigorna" livre, leve e solta.....que desnecessário isso, mas.....) interpretando o dr. Zimbardo (de roupa e sem bigorna, para o bem de nossos olhos). Este personagem que achei que ficou um pouco meio nas sombras, assim como sua vontade de fazer o projeto e da mesma maneira como quis terminar (ok, sabemos que são as mulheres que mandam e botam juízo em nossa cabecinha, mas......). Mesmo assim, todos fazem o enredo ser espetacular com uma trama tensa, violenta, traumatizante e que dá valor ao famoso ditado: "se queres conhecer alguém de verdade, é só lhe dar poder!". O curioso é que TODOS os voluntários escolhidos, na hora de se decidir em ser um prisioneiro ou um guarda, escolheram ser os criminosos..... A história ao mesmo tempo que é froid, é triste, pois mostra como um ser humano gosta e sente prazer em fazer outro sofrer com abuso de poder, de autoridade, de ser superior. Enquanto uns ditam, outros por medo se silenciam e o que é mostrado infelizmente não é apenas uma fantasia e sim uma realidade...
Durante a apresentação do filme, não dá pra evitar o sentimento de agonia. Me lembrou muito o sentimento ao ver Alpha Dog, de ver até que ponto as coisas chegam quando ninguém tenta diminuir os problemas. Apesar de angustiante, é uma história/documentário que reflete bem o caráter humano. Interessante ver o filme ou ler sobre a história para termos mais compreensão da nossa realidade.
O filme é muito fiel à realidade e antes de terminar eu já estava na internet pesquisando sobre o que tinha acontecido. A atuação torna o filme angustiante e parece que estamos fazendo parte dele.
Roteiro adaptado de uma história real, traz elementos de graves infrações éticas em pesquisa com seres humanos e explicita comportamentos humanos doentios.
Filme agoniante, daqueles que a gente assiste e fica um tempo lembrando dos personagens e a humilhação e tortura que eles passam. Não assisto nunca mais.
Apesar do experimento de Stanford possuir outras produções cinematográficas, esta versão de 2015 é a mais próxima em roteiro da realidade ocorrido nos porões da universidade de Stanford em 1971. O filme possui elenco, roteiro e direção memorável e consegue transmitir sensação de raiva, repulsa, angústia e demais sentimentos pertinentes e coerentes com as cenas mostradas, o que é um ponto extremamente positivo. Em diversas cenas, o filme consegue construir uma ponte entre o imaginário dos telespectadores e a realidade apresentada na tela, o que gera sentimentos de empatia e te faz sentir cúmplice da experiência. O filme cumpre seu papel e vale ser assistido!
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