Que Horas Ela Volta?
Média
4,5
1833 notas

346 Críticas do usuário

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Ricardo L.
Ricardo L.

63.294 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 10 de março de 2016
Bom filme nacional com a boa atriz Regina Casé, mas não digo o mesmo como apresentadora, esse filme apresenta um roteiro bem feito, com algimas falhas no desenvolvimento, mas termina bem, atuações bacana, principalmente de Regina Casé!
anônimo
Um visitante
3,5
Enviada em 8 de novembro de 2015
Longe de comédias repetidas,o cinema nacional ainda tem um tempinho para mostrar grandes produções.Faz um bom tempo que não assisto um filme tão bem trabalhado no drama,como foi "Que Horas Ela Volta".Um filme que me fez sentir essa mesma sensação foi "Central do Brasil".
Já assisti vários filmes dirigidos pela diretora paulista Anna Muylaert,e posso afirmar que todos mantém o clima dramático sobre os personagens.E aqui,ela aproveita bem Regina Casé.Que vive a empregada doméstica Val.Que há muito tempo trabalha em uma mansão paulista.Cuida de Fabinho,desde que ele era criança,e tratada pelos patrões como se fosse da família.Até então,a vida de todos da casa era uma das mais perfeitas.Até a chegada de Jéssica.A jovem garota desperta muitos sentimentos na casa.Os personagens começam a criar personagens.Barbara se torna a vilã da trama,o marido se torna o bobo ingênuo,e quem fica no fogo cruzado é mesmo Val,que não sabe mais o que fazer.
Além de Casé,temos uma ótima apresentação da jovem Camila Márdila,mostra um desempenho excelente em sua primeira aparição em frente as câmeras.E esse se torna um dos filmes mais ambiciosos de Anna,até o momento.

-Filme assistido em 08 de Novembro de 2015
-Nota 7/10
cinetenisverde
cinetenisverde

29.473 seguidores 1.122 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de janeiro de 2017
"Que Horas Ela Volta" tem a virtude de conseguir se tornar um filme essencial para a discussão contemporânea e ao mesmo tempo se entregar a uma cartilha retrógrada que é usada a cada momento como combustível para uma esquerda brasileira (igualmente retrógrada) com sede de vingança e miopia de caráter.
Daniel Novaes
Daniel Novaes

7.774 seguidores 873 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 19 de setembro de 2015
Filme cru. passa a realidade vivida por milhares de pessoas. forte... comodismo versus atitude... várias situações fortes analisadas e mostradas em universos micro. Grande atuação de Regina Case
Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 2 de setembro de 2015
Meus pais, quando se casaram, ainda jovens, tiveram que deixar para trás a sua cidade (Campina Grande-PB), para firmar residência em Natal-RN, onde eles poderiam ter mais oportunidades nas suas recém-iniciadas trajetórias profissionais. Na viagem, foram acompanhados por Nina, empregada doméstica da família, também paraibana, analfabeta, e que, ao decidir seguir meus pais, deixou também para trás a sua família (mãe, irmãos, um filho). Em Natal, meus pais constituíram família, tiveram três filhas, as quais foram cuidadas e criadas com muito amor e carinho por Nina. Minha mãe, que era bancária e tinha uma rotina de trabalho muito atribulada, não conseguia, muitas vezes, acompanhar tarefas escolares, preparar a farda do colégio, brincar com a gente, conversar... Nina é parte de nossa família. Mas, ao mesmo tempo, Nina sabia que existia um limite que ela nunca deveria ultrapassar.

A história que contei rapidamente aqui é a de Nina. Mas a trajetória dela e a de muitas outras empregadas domésticas anônimas foi retratada de uma maneira emocionante e singela pela diretora e roteirista Anna Muylaert no filme “Que Horas Ela Volta?”. Na estrutura narrativa do filme, é importante ressaltar o paralelismo que existe entre as figuras das mães do filme. Bárbara (Karine Teles), uma profissional de sucesso, que fez da profissão a sua prioridade e que não consegue se aproximar do filho Fabinho (Michel Joelsas); não é muito diferente de Val (Regina Casé), que deixou o Estado de Pernambuco para se mudar para São Paulo, com o objetivo de poder proporcionar melhores condições de vida para sua filha Jéssica (Camila Márdila), o que, obviamente, acabou fazendo com que ela se distanciasse da menina.

Val, assim como Nina, morava integralmente na casa de seus patrões. Por estar sempre ali, presente, acabou se transformando na referência de Fabinho. Por estar sempre ali, presente, provavelmente Val acabou transferindo todo o amor que daria para Jéssica para o filho de seus patrões. Inconscientemente, talvez, mas por amor à sua filha, para se manter fiel ao propósito que a levou à São Paulo, Val aguentava todo e qualquer sacrifício (o quarto minúsculo, apertado, quente, a rotina puxada de trabalho).

Nesse sentido, “Que Horas Ela Volta?” é um filme sobre a mudança cultural e social vista no nosso país em anos recentes. Val é o produto de um Brasil patriarcal, dominado por relações injustas de trabalho, por papeis sociais pré-determinados, por diferenças exacerbadas entre as classes sociais. Isso fica nitidamente explícito quando, treze anos após deixar Pernambuco, Val recebe a notícia de que Jéssica quer vir à São Paulo, assim como ela, em busca de melhores oportunidades, da chance de poder prestar vestibular em uma boa universidade.

Aí está a principal e notável diferença. Se, no Brasil patriarcal, a mudança vinha por meio do esforço físico, do trabalho duro e dedicado; hoje, o motor principal para a transformação social vem da educação, da instrução, das oportunidades iguais de acesso ao ensino. Jéssica revoluciona, não só o mundo da sua mãe, como também o mundo hipócrita dos patrões dela. Para Jéssica, que teve a sua mente expandida por meio do contato com professores que incutiram nela a necessidade da reflexão do mundo que se encontra à nossa volta, todos somos iguais e somos donos dos nossos próprios destinos.

Entender as nuances desse conflito é compreender a beleza que existe por trás de “Que Horas Ela Volta?”. O longa é um tributo aos avanços sociais vistos nos últimos anos, mas, além disso, é uma homenagem às Val e às Nina desse nosso país que, com seus sacrifícios, abriram as portas para que as Jéssicas do Brasil pudessem ter as oportunidades que têm hoje em dia. O que chama a atenção no trabalho de Anna Muylaert, nesse filme, além de trazer dignidade a essas personagens (que saem do mundo de invisibilidade para o de visibilidade), é que a diretora faz um retrato cultural e social muito particular do nosso país, de uma maneira universal – o que explica o grande sucesso que a obra tem obtido no mundo inteiro.
Carlos Henrique S.
Carlos Henrique S.

13.791 seguidores 809 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 27 de novembro de 2019
O cinema brasileiro nos orgulhando ! Que horas ela volta?,é mais um filme com uma critica social que tem uma mensagem a ser transmitida.O filme tem como foco principal a realidade de muitos nordestinos que deixam sua região em busca de melhores condições, e assim acompanha a personagem da Regina Casé que trabalha por muitos anos em São Paulo na casa de pessoas ricas em busca de melhores condições para a filha com quem ela não vive e mora em Recife,ela vem fazer um vestibular e passar uns dias na casa que a mãe vive,mas acaba mudando a rotina trazendo consequências.A direção do filme é da Anna Muylaert,aqui ela faz seu melhor trabalho,ela passa aquela realidade crua que temos em nosso país,a disparidade econômica entre as classes sociais que é encoberta pela falsidade de muitos ricos por aí.O enredo do filme tem uns momentos cadenciados mas ainda assim te coloca para dentro da história nos envolvendo em meio as personalidades dos atores,o único problema são uma ou outra sub trama que não ajuda nada no enredo e é muito descartável,mas mesmo assim ainda é uma obra acima da média.No elenco temos a espetacular atuação da Regina Casé,a simplicidade e a ingenuidade nos comove e ganha rapidamente sua simpatia,a Camila Márdila também é aquele ponto de equilíbrio pois o filme se movimenta ao seu redor e tem boa atuação e questionamentos enquanto os patrões estão ok com mais destaque para a Karine Teles que é a figura mais vilanesca a falsidade e dissimulação é muito boa.Que Horas Ela Volta?,é um retrato de classes muito bem abordado e tem um tema atual que merece ser debatido.
Alan David
Alan David

17.183 seguidores 685 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de outubro de 2015
Belíssima atuação de Regina Casé, lembra Montenegro em Central do Brasil, quanto ao filme toca em vários assuntos criticando a sociedade, pena que exageram na quantidade e acaba não explorando direito todos, mesmo assim é um grande filme.
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 896 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 12 de outubro de 2024
Apesar de ser bem acolhido, essa obra acabou ficando de fora da premiação do oscar de melhor filme estrangeiro. Uma pena, pois apesar da década de 2010, o tema do poder doméstico ser bastante debatido no cinema sul-americano, esse em especial merecia no mínimo uma indicação. O que faz desse filme de Anna Muylaert especial é ter pego a comédia característica brasileira e jogar bem com a crônica social. Devemos ainda destacar a excepcional atuação de Regina Casé como Val, que interpretou uma emprega que trabalhava há anos para uma mesma família da elite de São Paulo. Val por sua vez, não vê a sua filha, que mora em Recife. há 10 anos e a mesma acaba reencontrando a sua mãe em São Paulo pelo motivo de ir tentar prestar vestibular na mesma cidade Tal encontro transforma numa revolução entre classe dentro do casarão em que Val trabalha. A atuação de Regina foge do estereótipo nordestino e de Camila Márdila (Jéssica, a filha de Val) que foge de uma simples atuação de uma adolescente problemática, e sim para um interiorização da indignação e não aceitação da sua realidade e da a da sua mãe. A direção do filme soube explorar bem os cômodos da casa (quarto, cozinha, piscina etc), além dos diálogos que permite observar com clareza a distinção entre as classe inseridas no filme.
Vitor Araujo
Vitor Araujo

3.873 seguidores 618 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 30 de março de 2016
Doméstica. Patrões. Filha. Classes sociais. Realidade. Envolvente. Engraçado. Vida. Atuação. Diferente.
Cid V
Cid V

271 seguidores 668 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 10 de novembro de 2021
Val (Casé) é empregada na casa da família do casal Bárbara (Teles) e Carlos (Mutarelli), uma mansão no Morumbi. Ela mora com a família desde que o garoto que irá prestar o vestibular, Fabinho (Joelsas), era criança. Certo dia, recebe ligação da filha que não vê a dez anos, Jessica (Márdila), dizendo que está indo para São Paulo prestar vestibular e pretende morar com ela...

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