Que Horas Ela Volta?
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4,5
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346 Críticas do usuário

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Ricardo L.
Ricardo L.

63.294 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 10 de março de 2016
Bom filme nacional com a boa atriz Regina Casé, mas não digo o mesmo como apresentadora, esse filme apresenta um roteiro bem feito, com algimas falhas no desenvolvimento, mas termina bem, atuações bacana, principalmente de Regina Casé!
cinetenisverde
cinetenisverde

29.473 seguidores 1.122 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de janeiro de 2017
"Que Horas Ela Volta" tem a virtude de conseguir se tornar um filme essencial para a discussão contemporânea e ao mesmo tempo se entregar a uma cartilha retrógrada que é usada a cada momento como combustível para uma esquerda brasileira (igualmente retrógrada) com sede de vingança e miopia de caráter.
Alan David
Alan David

17.183 seguidores 685 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de outubro de 2015
Belíssima atuação de Regina Casé, lembra Montenegro em Central do Brasil, quanto ao filme toca em vários assuntos criticando a sociedade, pena que exageram na quantidade e acaba não explorando direito todos, mesmo assim é um grande filme.
Carlos Henrique S.
Carlos Henrique S.

13.791 seguidores 809 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 27 de novembro de 2019
O cinema brasileiro nos orgulhando ! Que horas ela volta?,é mais um filme com uma critica social que tem uma mensagem a ser transmitida.O filme tem como foco principal a realidade de muitos nordestinos que deixam sua região em busca de melhores condições, e assim acompanha a personagem da Regina Casé que trabalha por muitos anos em São Paulo na casa de pessoas ricas em busca de melhores condições para a filha com quem ela não vive e mora em Recife,ela vem fazer um vestibular e passar uns dias na casa que a mãe vive,mas acaba mudando a rotina trazendo consequências.A direção do filme é da Anna Muylaert,aqui ela faz seu melhor trabalho,ela passa aquela realidade crua que temos em nosso país,a disparidade econômica entre as classes sociais que é encoberta pela falsidade de muitos ricos por aí.O enredo do filme tem uns momentos cadenciados mas ainda assim te coloca para dentro da história nos envolvendo em meio as personalidades dos atores,o único problema são uma ou outra sub trama que não ajuda nada no enredo e é muito descartável,mas mesmo assim ainda é uma obra acima da média.No elenco temos a espetacular atuação da Regina Casé,a simplicidade e a ingenuidade nos comove e ganha rapidamente sua simpatia,a Camila Márdila também é aquele ponto de equilíbrio pois o filme se movimenta ao seu redor e tem boa atuação e questionamentos enquanto os patrões estão ok com mais destaque para a Karine Teles que é a figura mais vilanesca a falsidade e dissimulação é muito boa.Que Horas Ela Volta?,é um retrato de classes muito bem abordado e tem um tema atual que merece ser debatido.
Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 2 de setembro de 2015
Meus pais, quando se casaram, ainda jovens, tiveram que deixar para trás a sua cidade (Campina Grande-PB), para firmar residência em Natal-RN, onde eles poderiam ter mais oportunidades nas suas recém-iniciadas trajetórias profissionais. Na viagem, foram acompanhados por Nina, empregada doméstica da família, também paraibana, analfabeta, e que, ao decidir seguir meus pais, deixou também para trás a sua família (mãe, irmãos, um filho). Em Natal, meus pais constituíram família, tiveram três filhas, as quais foram cuidadas e criadas com muito amor e carinho por Nina. Minha mãe, que era bancária e tinha uma rotina de trabalho muito atribulada, não conseguia, muitas vezes, acompanhar tarefas escolares, preparar a farda do colégio, brincar com a gente, conversar... Nina é parte de nossa família. Mas, ao mesmo tempo, Nina sabia que existia um limite que ela nunca deveria ultrapassar.

A história que contei rapidamente aqui é a de Nina. Mas a trajetória dela e a de muitas outras empregadas domésticas anônimas foi retratada de uma maneira emocionante e singela pela diretora e roteirista Anna Muylaert no filme “Que Horas Ela Volta?”. Na estrutura narrativa do filme, é importante ressaltar o paralelismo que existe entre as figuras das mães do filme. Bárbara (Karine Teles), uma profissional de sucesso, que fez da profissão a sua prioridade e que não consegue se aproximar do filho Fabinho (Michel Joelsas); não é muito diferente de Val (Regina Casé), que deixou o Estado de Pernambuco para se mudar para São Paulo, com o objetivo de poder proporcionar melhores condições de vida para sua filha Jéssica (Camila Márdila), o que, obviamente, acabou fazendo com que ela se distanciasse da menina.

Val, assim como Nina, morava integralmente na casa de seus patrões. Por estar sempre ali, presente, acabou se transformando na referência de Fabinho. Por estar sempre ali, presente, provavelmente Val acabou transferindo todo o amor que daria para Jéssica para o filho de seus patrões. Inconscientemente, talvez, mas por amor à sua filha, para se manter fiel ao propósito que a levou à São Paulo, Val aguentava todo e qualquer sacrifício (o quarto minúsculo, apertado, quente, a rotina puxada de trabalho).

Nesse sentido, “Que Horas Ela Volta?” é um filme sobre a mudança cultural e social vista no nosso país em anos recentes. Val é o produto de um Brasil patriarcal, dominado por relações injustas de trabalho, por papeis sociais pré-determinados, por diferenças exacerbadas entre as classes sociais. Isso fica nitidamente explícito quando, treze anos após deixar Pernambuco, Val recebe a notícia de que Jéssica quer vir à São Paulo, assim como ela, em busca de melhores oportunidades, da chance de poder prestar vestibular em uma boa universidade.

Aí está a principal e notável diferença. Se, no Brasil patriarcal, a mudança vinha por meio do esforço físico, do trabalho duro e dedicado; hoje, o motor principal para a transformação social vem da educação, da instrução, das oportunidades iguais de acesso ao ensino. Jéssica revoluciona, não só o mundo da sua mãe, como também o mundo hipócrita dos patrões dela. Para Jéssica, que teve a sua mente expandida por meio do contato com professores que incutiram nela a necessidade da reflexão do mundo que se encontra à nossa volta, todos somos iguais e somos donos dos nossos próprios destinos.

Entender as nuances desse conflito é compreender a beleza que existe por trás de “Que Horas Ela Volta?”. O longa é um tributo aos avanços sociais vistos nos últimos anos, mas, além disso, é uma homenagem às Val e às Nina desse nosso país que, com seus sacrifícios, abriram as portas para que as Jéssicas do Brasil pudessem ter as oportunidades que têm hoje em dia. O que chama a atenção no trabalho de Anna Muylaert, nesse filme, além de trazer dignidade a essas personagens (que saem do mundo de invisibilidade para o de visibilidade), é que a diretora faz um retrato cultural e social muito particular do nosso país, de uma maneira universal – o que explica o grande sucesso que a obra tem obtido no mundo inteiro.
Daniel Novaes
Daniel Novaes

7.774 seguidores 873 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 19 de setembro de 2015
Filme cru. passa a realidade vivida por milhares de pessoas. forte... comodismo versus atitude... várias situações fortes analisadas e mostradas em universos micro. Grande atuação de Regina Case
Vitor Araujo
Vitor Araujo

3.873 seguidores 618 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 30 de março de 2016
Doméstica. Patrões. Filha. Classes sociais. Realidade. Envolvente. Engraçado. Vida. Atuação. Diferente.
Vilmar O.
Vilmar O.

2.033 seguidores 357 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 26 de janeiro de 2016
Filmaço 100% família, o qual demonstra um relação distante, digamos até que meio omissa de pai e filho, mãe e filho, além de mãe e filha. Outras pessoas fazendo o papel de pai e mãe, porém com os pais ainda vivos, mas as coisas funcionando, mesmo que possa ser visto como distorcido para alguns.

Além de tudo vemos uma forte relação de empregado e patrão, com uma espécie de devoção, algo muito mais difícil hoje em dia, pois vivemos numa sociedade do descolamento, ninguém mais se apega a nada, tudo é efêmero, o presente praticamente não existe mais, ninguém se importa, só olha-se para o passado e pensa-se no futuro.

Confiram esta obra-prima do cinema nacional que deveria estar entre as finalistas do Oscar 2016. Injustiça. :(
Hugo D.
Hugo D.

1.892 seguidores 318 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 2 de outubro de 2015
Um filme que retrata o que acontece em mais da metade das famílias de classe média no Brasil. A relação família e empregada é muito bem abordada no longa e a atuação de Regina Casé está impecável, ela é muito melhor atriz do que apresentadora. A proximidade da empregada com o filho da patroa e a distância dela com sua própria filha é mostrada, graças as atuações de todos, de forma perfeita.
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 482 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de abril de 2018
"Onde já se viu a filha da empregada sentar na mesa dos patrões? Você perdeu o juízo?"
QUE HORAS ELA VOLTA? (fora do país o filme ganhou o título de "The Second Mother"

O longa escrito e dirigido por Anna Muylaert (não conhecia seus trabalhos) coloca o dedo na ferida de vários problemas brasileiros. Anna Muylaert dá uma verdadeira aula com seu roteiro que expõe a dura realidade que muitos nordestinos enfrentam quando deixam a sua terra natal pra tentar a vida em São Paulo. Uma verdadeira crítica ácida, um verdadeiro soco no estômago, uma verdadeira escancarada nas grandes diferenças sociais que o Brasil sempre enfrentou, ainda enfrenta e continuará enfrentando por muitos anos.

Esta é a dura realidade de Val (Regina Casé). Uma pernambucana que se mudou para São Paulo há mais de 10 anos na tentativa de conseguir um emprego e uma vida melhor para ajudar na criação (mesmo de longe) de Jéssica (Camila Márdila). Uma filha que ela deixou no Pernambuco, e agora ela está vindo para São Paulo tentar o vestibular. O que de certa forma parecia como uma vida normal na realidade de Val, poderá estar mudando drasticamente.

O roteiro de "QUE HORAS ELA VOLTA?" é o verdadeiro ponto em questão, o que faz toda a diferença no longa. É muito inteligente e genial a forma como o roteiro nos leva até a vida de Val, nos apresentando uma empregada doméstica que trabalha para uma família de classe média alta no bairro do Morumbi. Todas as frases que as empregadas estão acostumadas a ouvirem de seus patrões como, "ela é praticamente da família", "essa casa também é dela", por ter se doado durante anos na criação dos filhos dos patrões. Tudo não passa de uma grande fachada, até porque a empregada tem que viver nos quartinhos dos fundos e fazer as suas refeições em locais separados e, jamais cogitar a possibilidade de utilizar os objetos e locais de seus patrões (como no caso da piscina que Val nunca tocou).

Essa é a realidade que se instalou na cabeça de Val, porém tudo começará a mudar com a chegada de Jéssica. A filha de Val é o oposto da mãe, uma garota que chega pra mudar a rotina da casa, pra expor os problemas que a própria Val acostumou a aceitar durante todos esses anos. É interessante notar como a chegada de Jéssica começa a incomodar a patroa de Val, que se dizia sua amiga e a considerava da família. A garota por outro lado é a grande causadora de toda turbulência, por não aceitar as condições imposta pela mãe e as condições que a mãe se acostumou a aceitar de seus patrões (exatamente a realidade das domésticas quando decidem trazerem os seus filhos pra passar um tempo no quartinho dos fundos da casa dos seus patrões).

É interessante notar o verdadeiro caráter de cada membro da família. Como no caso de Bárbara (Karine Teles), a patroa de Val, que se mostra de uma forma e exibe a sua máscara de ser humano bondoso, que aceita a pobre da empregada como alguém de sua família unicamente por ter passado anos de sua vida em sua presença. Mas essa máscara cai quando ela começa a ser confrontada pela filha da empregada, mostrando o seu verdadeiro lado prepotente e preconceituoso, que aceita (como uma obrigação de bom ser humano) um mero presente de aniversário da empregada, mas se recusa a utilizá-lo em uma ocasião especial, como ela mesmo disse (porque a ocasião requer objetos comprados na Suécia e não presentes da empregada).

José Carlos (Lourenço Mutarelli) é o chefe da família que também carrega os seus desejos e suas frustrações, a própria atitude dele com a Jéssica mostra isso. Em querer logo estabelecer uma boa relação com ela, em querer tratá-la igualmente como um membro de sua família, em querer conquistá-la com sua atenção de boa pessoa (a cena do abraço já define essa parte com bastante curiosidade, e até a cena engraçada do abrupto pedido de casamento). Por outro lado temos Fabinho (Michel Joelsas), que se mostra uma pessoa perdida tentando se descobrir em meio a sua difícil família. Ele tenta buscar uma namorada, ele tenta passar no vestibular, ou até mesmo perder a sua virgindade, mas no fundo ele se mostra uma pessoa bastante frustrada. Ele mostra um grande apego por Val, até por uma falta de carinho e atenção de mãe, o que se encaixa perfeitamente no título do filme fora do país "The Second Mother".

Regina Casé nos surpreende (positivamente) e nos mostra um trabalho completamente fantástico. Com uma atuação grandiosa, ela soube nos passar a sua realidade de vida e nos imergir em seu mundo - aplausos! Camila Márdila também entrega um trabalho muito bem apresentável e muito bem atuado, ela souber encaixar a sua personagem direitinho na trama. Ela é a grande responsável pelas grandes reviravoltas na família, conseguindo fazer a sua mãe enxergar o seu verdadeiro local na sociedade. Karine Teles e Lourenço Mutarelli completam muito bem com o casal de classe média alta.

O longa ainda possui uma bela direção, com um belo trabalho de câmeras, onde os focos mais fechados em ângulos menores me surpreendeu (como nas cenas que a câmera foca em um único local, muitas das vezes mostrando algo, ou alguma coisa que vai acontecer, ou somente as diversas reações de Val - fantástico). O trabalho de fotografia também é bem notável! Assim como "Bingo: O Rei das Manhãs" estava cotado pra receber uma indicação ao Oscar desse ano na categoria de Filme Estrangeiro, o trabalho de Anna Muylaert também esteve cotado pra receber uma indicação no Oscar de 2016, mas infelizmente nenhum dos dois conseguiu a indicação. Porém, o longa foi muito bem lembrado e aclamado em outras premiações.

QUE HORAS ELA VOLTA? nos entrega mais um belo trabalho do cinema nacional. Vale muito a pena conferir [22/04/2018]
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