Que Horas Ela Volta?
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4,5
1833 notas

346 Críticas do usuário

5
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alyssOnLine
alyssOnLine

7 seguidores 11 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 10 de janeiro de 2016
No meio de tantas porcarias (especialmente as comédias) produzidas recentemente pelo cinema nacional, é um prazer ver longas tão bacanas como este. O filme apresenta sua história com sensibilidade e bom humor transformando uma trama simples num interessante estudo sobre as relações de entre patrões e empregados e principalmente entre pais e filhos. Regina Casé está ótima no papel, fazendo o público rir e se emocionar. O filme ficou de fora dos finalistas ao Oscar deste ano. Mas tinha tudo para ganhar por ser um dos melhores filmes brasileiros dos últimos anos.
Gustavo M.
Gustavo M.

7 seguidores 54 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de maio de 2017
Filme muito interessante, mostra a dura realidade onde pessoas com poder aquisitivo maior se julgam melhores que os outros... Quando o pobre se dá bem na vida vem a inveja... Muito bom o filme..
Franklim Alves
Franklim Alves

5 seguidores 29 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 31 de março de 2019
Achei o filme muito bom, em que pese o final um tanto simples. Seria legal ver ela num novo emprego e cuidando do neto. Sobre a família rica, foi tudo dentro do esperado, com o destaque pra troca da água da piscina, é incrível o quanto o dinheiro faz as pessoas se acharem melhor que as outras.
anônimo
Um visitante
5,0
Enviada em 15 de setembro de 2015
“Que Horas Ela Volta” tem a virtude de conseguir se tornar um filme essencial para a discussão contemporânea e ao mesmo tempo se entregar a uma cartilha retrógrada que é usada a cada momento como combustível para uma esquerda brasileira (igualmente retrógrada) com sede de vingança e miopia de caráter.
Felipe Pedrosa
Felipe Pedrosa

46 seguidores 1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 28 de setembro de 2015
“Que Horas Ela Volta?”

A classe média alta, deitada sobre o suor dos seus antepassados e brincando de ser fashionista, vai questionar incessantemente quando a classe C voltará a ser inferior — vivendo em um quartinho de empregada, alimentando de produtos de baixa qualidade, sentando do lado oposto dos empregadores e sucumbindo a todas as vontades do detentor do contracheque. A feliz notícia, neste 2015 de crise econômica, é que os “menos favorecidos” partiram. E, ao contrário do que vimos há 17 anos, com o premiado “Central do Brasil”, partiram de avião, segundo retratado no filme “Que Horas Ela Volta?”, da diretora e roteirista Anna Muylaert.

O quartinho de empregada, onde Val (Regina Casé) foi inconscientemente escravizada por 13 anos, não serve mais. Ela, agora, é capaz de pagar um aluguel e até mesmo comprar uma unidade dos empreendimentos financiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

O sorvete de chocolate com amêndoas — ou qualquer outro produto alimentício destinado ao público A — não é mais uma regalia do playboy Fabinho (Michel Joelsas). A pernambucana Jéssica (Camila Márdila), afastada da matriarca que foi trabalhar em São Paulo para lhe dar melhores condições de vida, atualmente, pode degustar o mesmo sorvete, beber Chandon e frequentar a baladinha top da zona Sul. Basta ela querer viver essa ostentação!

E, se os modos de outrora determinavam que empregado não sentava-se na mesma mesa que o empregador, a madame fashion Bárbara (Karine Teles) teve que engolir o fato da filha da empregada não ter sido domesticada no seu universo preconceituoso, em que os “menos favorecidos” são cruelmente comparados a ratos. A classe C, quando a pseudo-nata da sociedade menos esperava, ocupou uma cadeira universitária, tomando o lugar que seria do filho da burguesia, nadou de braçada na piscina da vaidade e, ao perceber a pirraça dos batedores de panelas, virou as costas e caminhou sem olhar para trás — quem está na chuva é para se molhar!

A classe C de fato pediu conta do lugar de submissão. E, enquanto os herdeiros da nobreza fecham os olhos para essa nova realidade, tentando inclusive deslegitimar as conquistas da classe C, Val (o povo brasileiro) toma café no jogo de xícaras que havia dado para os patrões, mas que foi tomado de volta após ter sido desprezado. Assim como seu lugar na sociedade!
Vinicius L.
Vinicius L.

4 seguidores 10 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 26 de dezembro de 2015
Filme filmado no estilo brasileiro de ser, traz com sigo uma crítica modesta à sociedade e que se mostra bem eficaz dentro do contexto. Regina Casé está ótima no papel bem como Camila Mardila. Merece com certeza ser aplaudido de pé e torna se umas das poucas pérolas encontradas no Cinema Br.
Igor S
Igor S

4 seguidores 29 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de julho de 2017
Direto, tocante, real. O que poderia ser um filme muito chato é um verdadeiro clássico que merece ser visto várias vezes.
Robson M.
Robson M.

4 seguidores 20 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de janeiro de 2016
Que filme é esse?
Sem palavras para o filme e para a atuação de regina Casé!
Perfeito! Perfeito!
Merece todos os prêmios nacionais e internacionais.
Daniella L.
Daniella L.

4 seguidores 6 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 6 de junho de 2016
“Que horas que ela volta?”. O questionamento pressupõe a partida de alguém que, talvez, nunca esteve em presença de fato, mas cuja espera de seu retorno, por quem fora abandonado, é sustentada sempre pela fantasia da ilusão.
A proposta compreende o que a película fílmica, de Anna Muylaert, propõe, como uma metáfora: “Que horas que ela volta?”, questiona o filho da patroa de Val, “Que horas que ela volta?”, questionava a filha da empregada de Beatriz. Os personagens questinadores se aproximam pelo compartilhamento da experiência do desamparo, mesmo entre a evidente diferença sociocultural que tende a afastá-los. Essas são questões muito bem construídas e desenvolvidas em seu roteiro, na disposição dos diálogos, nos ângulos e planos de câmera, sempre sugestivos, na construção dos personagens pelos atores em cena, em vezes caricaturados, mas contraditoriamente desenvolvidos sobre uma suprema autenticidade quase que neo-realista. As temáticas sobre essas problemáticas abarcam conflitos de ordem pública, irrompem com as conjunturas canônicas do setor privado: o privativo ambiente familiar, que na atualidade, repassaria a competência de “cuidar” para outro, seja este qual for, sempre quando externo as delimitações de seu entendimento de prole. Os filhos desamparados, como Fabinho e Jessica, buscam os próprios escapes dessa realidade difusa, sem “pai”, quando possíveis dentro de suas experiências, vivências. É quando conhecemos Val, a empregada que desenvolve um vínculo afetivo materno com Fabinho, o filho da patroa Beatriz, mas que em contrapartida também é figura ausente da vida de sua filha, Jessica, residente em outra cidade. Em determinado momento, Jessica vai morar um tempo com Val, na casa dos seus patrões, o que acaba provocando algumas alterações nesse cenário. A proposta vai além dos discursos das diferenças financeiras e sociais, trazendo também para o centro da discussão uma problemática que está aproximando cada vez mais as conjunturas familiares brasileiras: a ideia de eximição da responsabilidade para com o cuidado de seus filhos. Dessa forma, suas crianças, buscam um lugar para guardar seus sonhos, desejos, fantasias, um imaginário corrompido pela imaturidade para lhe dar com as adversidades da vida, sustentado na carência de afeto e na ausência da lei. Nesse percurso encontramos estruturas familiares aleijadas, em que o “pai ” não tem lugar enquanto patriarca, e a “mãe” é apenas a trabalhadora atualizada, aprisionada pelos limites do mercado de trabalho e da sociedade de consumo. Nesse cenário, surge a incapacidade que seus personagens têm em se relacionar com o outro, providos de ações mecânicas, simuladas, quando sujeitados, alienados, alheios de si e de certa sensibilidade, aprisionados aos seus medos mais primitivos, em prol de uma ordem social que reverbera sucesso/ retorno profissional enquanto ordem primeira.
Com isso, a função da personagem de Jessica é central no desenvolvimento dessa temática: ela olha por cima, como metaforiza o ângulo da câmera subjetiva, “nivela” as suas condições sociais, enquanto simbólicas, representativas. Em uma avaliação da relação de sua mãe com os seus patrões, ela afirma: “eles não são os meus patrões”. Isso como uma referência não apenas das diferenças, mas das semelhanças dessas famílias que teimam em delimitar suas diferenças sociais, culturais e econômicas, em relação as outras, mas que nunca foram tão parecidas como nos tempos atuais, quando consideradas em sua estrutura sentimental. Jessica desvia a narrativa desse previsível discurso das diferenças socioculturais, dando espaço à discussão de suas semelhanças: um novo padrão de relacionamentos familiares.
Dessa forma, o filme expressa com maestria as questões dessas famílias, que esqueceram de amparar seus filhos, tendo como foco central o papel das mães da atualidade: trabalhadoras exemplares que esqueceram da sensibilidade, que se fazem esquecer, que nunca voltam, mesmo que sempre aguardadas.
Maria C.
Maria C.

3 seguidores 25 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de julho de 2016
Raramente assisto a filmes brasileiros, mas
Regina Casé me prendeu a atenção quando eu estava procurando um filme para assistir na TV . Não consegui parar de ver e fui até o fim e confesso que gostei. Ela está ótima, enquanto que os outros atores são fraquinhos, mas deu para aguentar... legal...
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