Que Horas Ela Volta?
Média
4,5
1833 notas

346 Críticas do usuário

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Diácono Marcio C.
Diácono Marcio C.

20 seguidores 54 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 30 de dezembro de 2015
Ótima atuação da Regina Bom roteiro Todos os personagens tem o seu drama Bom filme mas não o suficiente para o Oscar
AndréIsaque
AndréIsaque

17 seguidores 62 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 29 de março de 2016
EXCELENTE !!! A história é comovente e mexe com toda a sociedade. Esse filme é uma OBRA PRIMA DO CINEMA BRASILEIRO, que precisa de mais filmes assim e menos comedia, sentimos como a vida de Val e sua filha são descriminadas e como todos nós contribuímos para toda essa situação
Carlos Henrique S.
Carlos Henrique S.

13.791 seguidores 809 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 27 de novembro de 2019
O cinema brasileiro nos orgulhando ! Que horas ela volta?,é mais um filme com uma critica social que tem uma mensagem a ser transmitida.O filme tem como foco principal a realidade de muitos nordestinos que deixam sua região em busca de melhores condições, e assim acompanha a personagem da Regina Casé que trabalha por muitos anos em São Paulo na casa de pessoas ricas em busca de melhores condições para a filha com quem ela não vive e mora em Recife,ela vem fazer um vestibular e passar uns dias na casa que a mãe vive,mas acaba mudando a rotina trazendo consequências.A direção do filme é da Anna Muylaert,aqui ela faz seu melhor trabalho,ela passa aquela realidade crua que temos em nosso país,a disparidade econômica entre as classes sociais que é encoberta pela falsidade de muitos ricos por aí.O enredo do filme tem uns momentos cadenciados mas ainda assim te coloca para dentro da história nos envolvendo em meio as personalidades dos atores,o único problema são uma ou outra sub trama que não ajuda nada no enredo e é muito descartável,mas mesmo assim ainda é uma obra acima da média.No elenco temos a espetacular atuação da Regina Casé,a simplicidade e a ingenuidade nos comove e ganha rapidamente sua simpatia,a Camila Márdila também é aquele ponto de equilíbrio pois o filme se movimenta ao seu redor e tem boa atuação e questionamentos enquanto os patrões estão ok com mais destaque para a Karine Teles que é a figura mais vilanesca a falsidade e dissimulação é muito boa.Que Horas Ela Volta?,é um retrato de classes muito bem abordado e tem um tema atual que merece ser debatido.
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 26 de setembro de 2015
O filme tem boas atuações, um bom roteiro, e uma grande mensagem. Nenhuma cena do filme foi colocado à toa, e sim tendo o objetivo de montar a história ou de fazer uma crítica social. Essas críticas, aliás, é deixa o filme interessante e que lhe prende do início ao fim. Regina Casé está ótima como Val porque logo faz nos identificarmos com ela.

Leiam a minha resenha completa no link abaixo:
Luiz Cappellano
Luiz Cappellano

62 seguidores 103 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 31 de março de 2016
O Brasil sendo o Brasil! Nosso país poderia ser resumido na frase que Giuseppe Tomasi di Lampedusa coloca na boca do príncipe de Falconeri em seu romance O Leopardo (1956): "Algo deve mudar para que tudo continue como está." No Sudeste do país aos escravos negros sucederam-se os imigrantes (principalmente italianos) e, a estes, as empregadas domésticas nordestinas. Se pensarmos em gravuras de Debret ou fotografias do século XIX, veremos as "mães negras", que deixavam de amamentar e criar os próprios filhos para se dedicarem à criação dos filhos das "sinhás" a quem serviam. "Val" é o equivalente contemporâneo da "mãe negra", que reside num pequeno quartinho (equivalente à Senzala) nos fundos da casa da sua "sinhá", dona Bárbara. Fabinho, desde a primeira cena, é acompanhado, mimado e educado por "Val" e, desta maneira, é com ela que desenvolve laços e vínculos afetivos. A mãe é absolutamente ausente, a própria imagem da "grande dama" paulistana, bem sucedida no trabalho e mal sucedida como esposa e mãe. Quando surge Jéssica, a filha de "Val", bem preparada e politizada, pretendendo disputar vaga na Universidade e que se faz hospedar não no quartinho de sua mãe mas no quarto de hóspedes, as relações são subvertidas dentro da casa e tanto o patrão quanto seu filho tentam reproduzir com a moça as relações imbrincadas de submissão social e sexual - inclusive mediante presentes e favores - a que estavam expostas tradicionalmente as jovens escravizadas.Uma outra reprodução está em curso: Jéssica, a exemplo do que fizera "Val" com ela própria, também deixou um filho em Pernambuco. O ciclo só irá se quebrar quando primeiro a filha e depois a mãe deixarem a mansão senhorial e forem buscar uma vida mais real e mais livre na periferia e "Val" reivindicar que Jéssica traga seu neto para que ela o crie. Uma única ressalva seria que, como bem colocou a revista Carta Capital, no artigo O retrato incompleto de "Que Horas Ela Volta?" (por Matheus Pichonelli — publicado 17/10/2015 14h13) "O filme acerta ao provocar desconfortos, mas perde força quando se apoia em estereótipos e reduz as assimetrias ricos e pobres a uma questão de mérito". Finalizamos da mesma maneira que iniciamos, ou seja, afirmando que o filme mostra o Brasil sendo o Brasil! Recomendo que todos assistam.
Ludmila T.
Ludmila T.

23 seguidores 7 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 16 de junho de 2016
“Que horas ela volta?” é um tapa de luva em cada um dos espectadores. Ana Muylaert não recorre a clichês e obviedades. Constrói a narrativa com sutileza precisa, que mostra de forma natural e transparente o “apartheid” nosso de cada dia.
Um filme atualíssimo e necessário, que com simplicidade genuína, apresenta uma trama socialmente complexa, que nos faz refletir sobre diversos temas, desde as relações entre mães e filhos, até questões de cunho sociopolítico, como o feminismo, a imigração, os direitos sociais e a tão propalada meritocracia. Pequenos fatos cotidianos, aparentemente sem importância, constroem uma narrativa rica, com diversos símbolos pinçados de forma certeira, que reforçam as diferenças e agudizam a distância entre as classes sociais ali retratadas.
Todo o elenco está de parabéns, com personagens coerentes em termos dramatúrgicos, enriquecidos pela linguagem, sotaques e gestuais assertivos, que reforçam o caráter realista do filme.
Regina Casé surpreende positivamente. Não há qualquer associação entre Val e Regina. Na tela, o que se assiste é Valdirene de corpo e alma.
“Val” é a figura central da história e isso por si só já é uma quebra de paradigma: um roteiro idealmente pensado para que uma empregada doméstica seja de fato a protagonista. Ela não rouba a cena, como acontece em algumas obras. Aqui a cena é dela, do início ao fim.
Quem rouba a cena em alguns momentos é sua filha Jéssica (brilhantemente interpretada por Camila Márdila) que, ao contrário da mãe resignada, trata todos de igual para igual e, curiosa e crítica, questiona tudo o que vê pela frente.
Com uma postura tida como incomum para uma jovem de origem humilde, a chegada de Jéssica quebra a suposta harmonia da casa, fazendo com que todos encarem as contradições e hipocrisias que sustentam as relações.
Porém, o filme não faz pensar apenas sobre a história ali retratada, e sim sobre como as disparidades sociais e a hipocrisia nas relações interpessoais estão em nós normalizadas e internalizadas ao ponto de convivermos com isso diariamente, sem dar-nos conta ou questionar as injustiças e incoerências praticadas cotidianamente, por agentes diversos e próximos e até mesmo por cada um de nós.
Ingenuidade, saudade, carinho, conformidade, invisibilidade, preconceito, hipocrisia, independência, libertação e, sobretudo, reflexão e questionamento é o que nos traz “Que horas ela volta?”, que já se configura como um dos títulos indispensáveis da cinematografia brasileira.
Celso M.
Celso M.

346 seguidores 178 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 20 de dezembro de 2015
Aplausos! Aplausos! Aplausos!
O filme é realista ao extremo. Tece o paralelo entre um ponto e outro, sendo um o lado servil e o outro o lado de ser servido. Regina Casé com sua personagem " Val", eletriza em suas atuações tão realistas que chega a espantar. Um primor de capacidade e concentração. Uma atriz simplesmente adorável! O filme é delicioso e flui como o dia a dia comum de nós mesmos, com todos os elementos da vida. Infelizmente ficou de fora do Oscar 2016, mas Regina ganhou como melhor atriz no festival de Sundance e pode sim também ser indicada ao Oscar 2016. Não perca por nada. O filme enobrece e merece sempre aplausos. Regina Casé em sua realidade é pobre como apresentadora e nobre perfeita como atriz. Confira!
Geovanne R
Geovanne R

81 seguidores 113 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 1 de setembro de 2015
Sem dúvida um dos melhores filmes que já vi, e de uma perfeição sem igual, bastante tenso e sem deixar de ser engraçado,
Que horas ela volta? E surreal retrata com exata perfeição a desigualdade social, com certeza muitas pessoas vão se identificar com essa história. Com cenas realmente belas, com perfeitas atuações, todos os personagens são bem complexos, mais tudo fui com muita naturalidade.
O único ponto mesmo que não gostei foi o fato da Val pedir demissão, era só entrar num acordo, de todos os dias dormir em casa ou coisa assim.
E também em nenhum momento a história deixa clara o desejo da Val sair, se tivesse apresentado um sonho dela bem no começo talvez aí sim justificaria sua saída.
Mais enfim que horas ela volta? E magnífico primoroso lúdico realmente muito bom!
Ficar na torcida pro orcas de melhor filme estrangeiro
Mário Sérgio P.Vitor
Mário Sérgio P.Vitor

96 seguidores 138 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 3 de setembro de 2015
Depois de muito ouvir e ler a respeito de QUE HORAS ELA VOLTA?, o mais recente filme da diretora Anna Muylaert, finalmente pude vê-lo no cinema. Eu já admirava a diretora pela sua obra-prima DURVAL DISCOS. Mas, DURVAL é uma tragédia que vai se anunciando mansamente, enquanto este recente filme traz uma luminosidade rara para uma obra que discute relações sociais arraigadas. A empregada que deixou a filha no Nordeste, sob cuidados de terceiros, para batalhar no Sudeste, recebe a notícia de que a filha prestará vestibular em São Paulo. Quase implora (e obtém) a permissão dos patrões para acolher a filha em seu quarto minúsculo numa mansão do Morumbi. A chegada da filha, questionando a subserviência da mãe, fará toda a diferença no cotidiano da empregada. Sua insolência rivaliza com a aceitação tácita da mãe a tudo o que lhe é imposto.
Eu não conhecia a excelente atriz que representa a filha da empregada. Mas, o filme é Regina Casé!!!! A construção de sua personagem é de uma sutileza brilhante. Acostumados a vê-la em atrações popularescas na Globo, somos surpreendidos com a dignidade e a grandeza que ela endereça à personagem. Vida longa à Anna Muylaert, à Regina Casé e ao brilhantismo das singelezas bem realizadas!
Fellipe Kauê
Fellipe Kauê

37 seguidores 57 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 29 de janeiro de 2016
História simples como a rotina. Mostrada de uma maneira mais simples ainda. Planos de câmera bem abertos e, firmes como a qualidade deste longa, despertam na simplicidade do dia-dia de uma casa, a vontade insaciável de terminá-lo. Porquê afinal, todos queremos ver um final no mínimo feliz e, pelo menos um pouco de justiça. Um mundo tão comum para as domésticas, onde a dura batalha semanal é limpar sem ser visto, arrumar sem quebrar nada. Todos os dias. A vida de uma empregada da "família" contada numa genialidade sem igual. A pureza das cenas são tão bem manuseadas que mal percebe-se que não é um documentário real. Atuações belíssimas. Destaque para protagonista (Regina Casé), claro. Uma atuação sem comparação.
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