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Almanaque Virtual
Mais que a linguagem, o filme ainda consegue alfinetar algumas convenções sociais, seja de beleza, seja do vazio da produções comerciais, seja da pretensão das produções artísticas.
Critikat.com
Abandonando todas as tentativas de explicação mais ou menos realistas para mergulhar nos processos demiúrgicos do artista (pictural, cinematográfico ou literário), Pedro Morelli liberta seu cinema e adentra territórios fascinantes.
Cineplayers
O bacana é que o diretor deixa claro que tudo isso é uma grande brincadeira de alfinetar o cinema, a arte, a exploração da imagem pessoal, as questões atreladas ao ser e ao ter, repleta de metalinguagem e quebras de quarta parede.
Cinepop
[O diretor] Pedro Morelli merece créditos pela ousadia e eficiência, demonstrando um talento de veterano no comando da obra e de atores de nome. Se a direção é digna de elogios, o mesmo não pode ser dito do roteiro de Matt Hansen...
Estado de São Paulo
O resultado é engenhoso, mas com cara de exercício. [...] Alguém dira que o filme, metalinguístico, é superficial e até vazio. O diretor é jovem, está achando o seu caminho.
O Globo
Artistas em crise [...], narrativas que se interligam e se confundem, e técnicas de animação que não são exatamente novidade se misturam nessa comédia dramática com ficha técnica multinacional, cujo roteiro se pretende mais esperto do que propriamente inteligente.
Rolling Stone
Essa brincadeira metalinguística mistura o culto à beleza e ao sexo em uma trama de pegada jovem. Repleta de referências pop e musicais, esta fita ágil [...] tem potencial cult.
The Hollywood Reporter
Não é possível que essa história termine de uma maneira que não seja absurda. No entanto, a leveza do toque de Pedro Morelli na direção garante, na maior parte do tempo, que todos os absurdos não se tornem cansativos, especialmente com a ajuda da trilha sonora de Kid Koala.
Télérama
Em seu primeiro filme, Pedro Morelli diverte-se com as várias relações entre realidade e virtualidade, ficção e fetiche. Ele brinca com os elementos ridículos da nossa época: os seios grandes das mulheres e seu equivalente masculino, com um super pênis...
Papo de Cinema
Se o roteiro de Matt Hansen se perde entre seus exageros [...], existem momentos de completa lucidez como a atuação de Alison Pill, a mistura de live-action com animação e, ainda, as críticas sobre a busca incansável por um ambiente e corpo perfeitos...
Omelete
Se na forma é interessante, "Zoom" se perde no conteúdo. [O filme] emprega esse elenco multicultural com resultado irregular. O segmento de Alisson Pill é mediano, o de Gael Garcia Bernal é bom e o de Mariana Ximenes, ainda que a atriz se esforce, é difícil de ver em alguns momentos.
Variety
Quando "Zoom" funciona, o filme é como um truque elaborado, manejando seus elementos narrativos simplesmente porque tem a habilidade de fazer isso e não porque tem algo substancial a dizer sobre o processo narrativo.