Filme rápido, dinâmico e na sua medida divertido. Em Ritmo de Fuga possui diversos clichês de filmes em um só, como o rapaz que comete crimes, mas está tentando se redimir, paixão pela garçonete, falta da presença materna, perseguição policial. Baby Driver/Em Ritmo de Fuga é um estranho caso de um filme sem um bom roteiro, sem boas atuações, sem qualquer inovação, mas bem divertido.
Já faz algum tempo que a música voltou a ter destaque na 7ª arte. Não digo apenas uma boa trilha sonora mas a música como quase um personagem no filme.
Se não me engano quem explodiu essa tendência foi o primeiro Guardiões da Galáxia (James Gunn, 2014) com a maravilhosa Awesome Mix Tape Vol. 1! Depois disso todos os blockbusters/filmes de ação inserem a música de alguma forma nos filmes e principalmente nos trailers!
Aqui Em Ritmo de Fuga (Baby Driver) de Edgard Wright a música é o melhor personagem do filme! O diretor sincroniza cada ação do filme com o ritmo da música. Algo incrível e surreal!!
O protagonista Baby (Ansel Elgort) que, após um acidente de infância, sempre utiliza a música o tempo todo para silenciar o zumbido constante em sua cabeça. Baby é um piloto de fuga, obrigado a participar de violentos assaltos orquestrados pelo Doc (Kevin Spacey) e sua quadrilha Griff (John Bernthal), Bats (Jamie Foxx) e Buddy (John Hamm). Uma boa química com o par romântico Debora (Lily James), mas todos com atuações medianas sem muito destaque.
A música constante é uma excelente combinação para as cenas de perseguição, que são ótimas, e lembram o Carga Explosiva (The Transporter, 2002) do com Jason Statham, mas o bacana mesmo é ver também a música perneando até as cenas onde não tem ação (cena da lavanderia, por exemplo).
Pela incrível sincronização de musicas com as cenas Vale o ingresso!! Nota 7,0
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