Normalmente eu não comento.Não consegui assistir nem meia hora de tão péssimo. Ruim mesmo. Um dos piores que já assisti.Ou melhor nesse caso nem perdi meu tempo.
Os primeiros minutos de filme são alucinantes. A parceria de Ansel Elgort e Lily James caiu perfeitamente. A trilha sonora é das mais envolventes. Tirou a cara de "bom moço" de Ansel (principalmente depois de A Culpa das Estrelas) colocando num papel mais "adulto". Fora a participação excepcional de Jamie Foxx, Jon Bernthal e é claro a participação especial de Flea (isso mesmo, mais uma pra carreira desse baixista que ninguém sabia).
É um bom filme de ação, com uma excelente direção, bons cortes e uma excelente mixagem de som. A história porém se sustenta totalmente em clichês e em referências bobas que não me agradam muito. Os atores são bons, mas os personagens são desinteressantes ou previsíveis, o que desanima um pouco. Pra um filme de ação casual é um filme divertido, com um estilo bem único, mas não se alinha muito com meu gosto pessoal.
Existem vários detalhes importantes na construção da personagem principal de "Em Ritmo de Fuga", filme dirigido e escrito por Edgar Wright. Baby (Ansel Egort) trabalha como piloto de fuga para um líder de uma organização criminosa (Kevin Spacey) e, além das extremas habilidades ao volante, ele tem uma peculiaridade: ele passa o dia escutando música, como uma forma de atenuar o zumbido que ele sente nos ouvidos desde que se envolveu em um acidente de trânsito quando era criança.
A música, aliás, ocupa um papel importante na trama de "Em Ritmo de Fuga". É ela quem dita as ações, os sentimentos e as percepções que Baby tem em relação a tudo que está ao seu redor. É ela quem irá definir as relações que Baby estabelece com os outros. É ela quem dita o ritmo em que Baby vai conduzindo a tudo. É ela quem dita a condução da trama desenvolvida por Edgar Wright.
O momento que mais interessa ao filme é aquele que nos coloca diante de um plano que tem tudo para dar errado, não por causa da audácia do crime planejado, mas sim por causa do fator humano, das pessoas que estão envolvidas nele. Também é nesse ato em que as diferenças de Baby para os demais integrantes do mundo do crime ficam ainda mais perceptíveis. Esse mundo não é o dele. Ele não pertence a nada disso.
São nuances como essa que fazem de "Em Ritmo de Fuga" um filme interessante demais. E tudo isso está integrado a um excelente trabalho de edição, de som e de mixagem de som (não à toa, foram as três indicações obtidas pelo filme no Oscar 2018). Destaco também a fotografia do experiente Bill Pope.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade