Sabe aquele romance típico, onde a vida conspira para que duas pessoas acabem juntas e embaladas pelo amor mútuo? Bom, se depender do filme Como eu era antes de você, boas surpresas podem surgir nesse caminho, fugindo da previsibilidade do gênero... Eis um romance realista, baseado no livro de sucesso de Jojo Moyes. O filme explora a história de Louisa Clark, uma divertida e animada jovem que luta pra encontrar seu lugar no mundo, e William Traynor, um bem sucedido homem de sucesso, atleta e esportista, que acaba sofrendo um grande golpe do destino. Unidos pelas coincidências da vida, ambos desfrutarão de situações que vão da alegria a tristeza, do amor ao desafio de enfrentar a vida a dois. Os atores principais são o ponto forte do filme: Emilia Clarke (A musa loira de Game of Thrones) interpreta a cativante Louisa Clark, com seus trejeitos divertidos que provocam risos e fortes emoções na platéia, durante todo o filme. Nos momentos felizes, ela ri e faz rir. Na tristeza, ela chora, e faz chorar com grande competência e profissionalismo. Já Sam Claflin (O Finnick de Jogos Vorazes) interpreta rico e rabugento William, em um papel totalmente oposto de Louisa. Juntos, o par romântico atua com boa química em cena, trazendo um vasto leque de emoções ao público. E como todo bom romance sempre vem embalado por uma boa música, a trilha sonora também é excelente: Imagine Dragons, Ed Sheeran e outras bandas com músicas que tocam o coração dos espectadores, complementando as emoções em cena.
Os cenários são lindíssimos, a fotografia perfeita. E as quase duas horas de filme passam tão rápidas e fortes quanto o romance dos protagonistas, em um filme sem tempo parado. Tudo acontece na hora certa, no momento certo. Eis um filme de qualidade, que faz jus ao sucesso em livro, e merece ser visto e admirado por todos que amam um bom romance dramático.
Eu li o livro.Já imaginava que seria diferente.Entendo que deva ser complicado colocar todas as nuances do livro em um único filme.A coisa que mais me incomodou foi a atuação dos principais que me pareceu,exagerasa sei lá e o Will do livro é depressivo e problemático.No filme ele pareceu mais covarde pq a vida dele não parecia tão ruim quanto a do livro.Mas eu ri em alguns momentos da Louisa da Emília Clark .Ela ficou caracterizada assim como eu imaginava a personagem.É bom filme,sem comparar com o livro.Quem leu a dica é ir de coração aberto sem esperar uma cópia do livro.
Excelente escolha para a personagem Louisa Clark. A atriz Emilia Clarke pareceu muito a vontade no filme, gesticulando bastante, dando um show de interpretação, nem parecia que estivesse atuando. Escolha acertada também para o personagem Will, que inicialmente o papel seria de Tom Hiddleston (o Loki do filme Thor), acredito que não cairia muito bem a ele esse papel. Quanto ao filme, as melhores partes são as divertidas e hilárias interpretadas por Clarke. O roteiro, como segue o livro, não há muito o que comentar, mas vejo um final nada romântico ou o pessoal não entendeu bem o final. spoiler: Will na verdade nunca amou Clarke, pois sempre preferiu ter sua vida antiga de volta, e tanto é verdade que decidiu morrer e trazer mais sofrimento para as poucas pessoas de seu convivio. Foi egoísta ao ponto de não se permitir amar e aceitar sua condição.
Sem final feliz, mas a garota consegue dar mais qualidade de vida e amor aos seis meses finais de vida do jovem que decidiu morrer devido a doença. Triste, mas ele não conseguiu de desapegar da sua vida atlética e saudável, mesmo com muito dinheiro para ter conforto e uma vida com todo o apoio e até o amor de uma mulher.
Foram reproduzidos os principais acontecimentos do livro, fiéis aos seus desdobramentos, gostei muito! As cenas finais considerei de vital importância, já que é de grande responsabilidade, os atores conseguirem transmitir a devida emoção compatível com a cena retratada, e digo com satisfação que sim, meus olhos encheram de lágrimas com facilidade, na cena em que Will revela a Louisa a sua real decisão. Claro que a atriz continuava com suas caretas, mas procurei não focar muito nisso para não acabar dando risada rs.
Filmes sobre livros geralmente se saem muito bem e esse filme não foge disso, a historia é bem triste nem sei cabe como um romance, mas é um ótimo filme.
Outra cultura, outros paradigmas, outras formas de se relacionar e de encarar a vida, o amor e a morte... Deixando de lado o fato da beleza contundente das locações, figurinos e até dos protagonistas, diria que o filme me trouxe perplexidade e um grande incômodo. Me trouxe perplexidade porque a única personagem que toca - e ainda assim tangencialmente - as evidentes questões éticas e morais que envolvem a eutanásia assistida (no caso até caberia melhor "suicídio assistido") é a mãe de Luiza, até porque é retratada como sendo ingênua. Os próprios pais de Will, que seriam naturalmente os maiores interessados em mantê-lo vivo, em momento algum retomam com ele a questão de uma perspectiva da espiritualidade ou mesmo da filosofia da essência. Parece que é apenas um tênue vínculo afetivo o que os une, mais nada! Me trouxe incômodo porque, deixando de lado a historinha surreal da Cinderela, o que temos é um retrato da face mais cruel do capitalismo: de um lado está uma mocinha em situação de vulnerabilidade e que por isso mesmo não está em condições de escolher absolutamente NADA em sua vida, quer sejam roupas, emprego ou namorado. Ela apenas se conforma, no sentido mais estreito, de adaptar-se à forma, quer seja ao terninho da mãe ou ao emprego que ela inicialmente odeia. Ao mesmo tempo, fica evidente que ela é "encaminhada" ao envolvimento/namoro com Will quase como se fosse uma decorrência "natural" das suas obrigações profissionais para com ele. Devido a esta conjuntura, lida bem com a frustração e a limitação. Do outro lado, temos um rapaz excepcionalmente lindo, que de tão rico jamais soube o que era frustração ou limitação e, em assim sendo não se conforma a nada que lhe seja adverso, não escolhido ou não premeditado. Ele é tão arrogante e prepotente que, fazendo uso da sua situação privilegiada, pode escolher até mesmo o momento e as condições em que deseja morrer! Um filme irritantemente lindo e poeticamente injusto e desigual no final das contas!
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