(...) o importante é que a narrativa nunca trai o espectador, nem se torna repetitiva ou enfadonha. Sempre estamos desejando saber o que acontece depois, o que é algo extremamente positivo vindo de um trabalho cheio de predecessores. É sempre bom saber que existem cineastas dispostos a pegar trabalhos mal-feitos e reelaborar em torno de experiências mais bem-sucedidas, ainda que igualmente esquecíveis.
O filme é feito como muitos do gênero, utilizando como base o Found Footage, porém ao contrário de muitos, a trama se desenvolve e não fica a cargo de uma porta batendo a cada 20 minutos ou uma sombra aparecendo e desparecendo em instantes, em "A Possessão do Mal" o telespectador se sente tenso e despreparado para as cenas de susto, já que as mesmas não são tão previsíveis.
Ao decorrer da trama um elemento que vale ressaltar é justamente a questão do choque emocional que Michael sofre após os eventos começarem, de um completo convencido, arrogante e sarcástico para alguém abatido e desesperado (afinal tem alguma coisa atrás dele), também é interessante a forma que esse choque e as ações sobrenaturais deixam Michael fragilizado fisicamente. O modo como o diretor David Jung transforma a casa do personagem em um ambiente sombrio, tendo em vista que a filha de Michael ainda mora com ele e insinuando que a garota pode morrer a qualquer momento, acrescenta ainda uma tensão a mais.
Os problemas de The Possession of The Michael King começam na segunda metade do filme, quando parece que a trama já explorou tudo o que tinha a oferecer, apostando em clichês e tornando um filme imprevisível até o momento, em previsível. Os sons de estática também aparecem bastante como forma de susto para o espectador, porém ao invés de cumprir com sua função ele acaba incomodando aos ouvidos.
Ao se tratar se espíritos existem ou não, se existem aqueles que fazem mal ou eles se apossam de pessoas vivas para fazer o mal, seja a pergunta que for sobre isso, se sabes ou não, na dúvida? Fique na dúvida..... Esta ai um gênero que faz as luzes ficarem ligadas as noites, terror que envolve espíritos, "av marys"..... Sendo ele ruim ou não (ok, têm uns que nem dá medo). Este filme do diretor David Jung do qual dirigiu e fez o roteiro (e seu primeiro e único trabalho para os cinemas até o momento) foi filmado ao estilo found-footage (gênero surgido nos anos 1980. Trata-se de um filme se passando por um documentário filmado com uma simples filmadora, só que neste caso, por várias) e produzido com o claro intuito de dar sustos e vou dizer meus caros facespectadores, ele dá! O roteiro já digo que é muito, mas muito falho, com erros que são froid não reparar, como por exemplos: só faltava existir câmeras nas partes íntimas dos personagens e como disse um site (ADOROCINEMA), parecia que tinha um fantasminha cinematográfico (e que não era o Gasparzinho) ajudando ao protagonista a documentar tudo; ou como ele na rua em perseguição, não repararam que ele estava com a faca e sangrando? Bom, me pareceu que Jung não estava interessado no que acontecia aos redores e sim exclusivamente em Michael King, o personagem principal da história. Aí sim, vamos de ruim pra caramba para uma boa película. Que atuação espetacular do ator Shane Johnson (meio desconhecido, possui apenas 5 filmes em seu currículo e um deles é o famoso O RESGATE DO SOLDADO RYAN de 1998, mas não me lembro dele). Eu diria que Johnson carrega sozinho toda a narrativa (literalmente, pois 90%, é apenas ele interpretando) e que para este tipo de entretenimento dar certo (ou no mínimo chamar a atenção, que nem é este caso), precisa de uma boa atuação. Ele, com suas "caras e bocas" ,fez com que o enredo falho, ficasse tenso, mas tenso mesmo e consegue nos deixar na dúvida (até parte do meio da obra) se existe mesmo a possessão ou seria um delírio pelo abuso de drogas. É nítido uma loucura que transparece por seus olhos com as famosas vozes na cabeça. Jung trabalha bem as filmagens que você tem que ficar esperto, enxergar todo o plano que ele revela coisas, e até sombrias. O mais interessante é que Jung trabalha muito Johnson na possessão de seu personagem, evitando certos clichês (não que não exista alguns). Um trabalho realmente perturbador. Pena, mas pena mesmo que o script seja bem ruim. E por que será que alteram o título? Poxa, faz muito mais sentido "A Possessão de Michael King" do que este escolhido, ou será que existe alguma possessão que é boa? Mesmo assim, a conta de luz este mês virá mais alta...
O terror atual se estabelece como uma repetição exaustiva da fórmula da Bruxa de Blair (de 99) "refinado" por seus trabalhos mais caseiros no estilo Atividade Paranormal (de 2007). Tudo que gira em torno desse micro-cosmos são pequenas variações do mesmo tema. Sempre foi assim e sempre será. De vez em quando temos uma surpresa, mas geralmente ela demora a chegar.
Sinceramente,o filme me decepcionou,com uma história que não prende ninguém,pouco terror em si,e umas cenas bem nada haver mesmo,esperava mais desse fime,mas fazer o que...
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