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Crismika
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510 críticas
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4,5
Enviada em 3 de agosto de 2022
E quem um dia irá dizer que uma música com seus 4 minutos, do grande filósofo e poeta Renato Russo pudesse se transformar em um filme tão surpreendente de 2 horas de duração. O diretor foi espetacular na ambientação dos anos 80 juntamente com um roteiro bem traçado e conciso que interpreta a história do casal na música de forma magistral, enfim Eduardo e Mônica nos aquece o coração de forma sensível e mágica. A trilha sonora então dispensa comentários, permeando por sucessos da época. Os personagens tem uma química exata para interpretar as grandes diferenças que os une de forma tão antagônica. O final surpreende de forma magnífica, enchendo os olhos do expectador de ternura, amor, cultura e arte. Superou todas minhas expectativas, uma delícia de filme principalmente para quem viveu a música na sua juventude. SUPER RECOMENDO.
Boas interpretações dos protagonistas e enredo fiel à essência da composição do Legião Urbana. Filme leve, bem feito, muito agradável de assistir. Foi um breve retorno aos anos 80, que estão bem caracterizados no filme. Gostei muito e me surpreendi positivamente.
Filme gostoso de assistir, Alice Braga e Gabriel Leone estão com a química perfeita. O filme nos remete ao delicioso e louco anos 80 com uma trilha sonora fantástica.
Eduardo e Mônica são o suspiro artístico/musical que carece no mercado nacional de filmes, saturado por comédias e dramas. É lindo, poético e inspirador na canção icônica imortalizada por Renato Russo. Um excelente trabalho de direção que usa a música pontualmente sem ser pedante ou perder a mão. Veja, ouça e abra o coração pra viver esse conto de fadas moderno e capitalizado... quem um dia irá dizer? Ah, a trilha sonora? Nem preciso comentar.
Minha opinião: Assisti a este filme por ser fã @legiaourbana @renatorusso eles fizeram parte de minha adolescência. Legião, Titãs, Cazuza, Palaramas,..... entre vários outras bandas, músicos,.... e claro cada um vai puxar a sardinha para seu lado. Mas para mim como a década de 80, não existiu. Quando vi que Eduardo e Monica estava em cartaz, eu tinha de estar lá. A grande sacada do filme para mim, foi ela se passar na década de 80. Amei isso. Ver e relembrar, o #walkiman #fitak7 #orelhao #discodevinil #roupas #musicas #carros nossa foi uma volta ao passado. Muita emoção, lembranças e recordações. Cursinho, Vestibular e estudar muito. O filme trás tudo isso com maestria. A química de Eduardo e Mônica no filme foi fantástico, a melhor atuação de Alice Braga e o Gabriel manda bem tb. O filme não foge da letra da música e constrói o filme. Em sua época com as limitações de #fichas de orelhão. Quem na época não passou por isso. E quando era interurbano o orelhão era um dragão de comer fichas. Mas o roteiro poderia ter trabalhado melhor o roteiro. O filme beira a linha do light, parece que tinha uma linha que eles não queriam passar. E para mim faltou isso, mais ruído no filme. Tipo feito para a “Sessão da Tarde” e no para o “Cine Especial”. Mas #superrecomendo para quem viveu nos anos 80 tanto a sua adolescência e faze adulta. Vai curtir muito. E para quem não conheceu os anos 80 é uma super oportunidade. Pena as salas não estarem cheias. Roteiro: faltou trabalhar nela. Música: Top de mais. Vale apena pagar o ingresso? Sim com certeza. Nota: 8,75
O filme em si é muito bom. Em comparativo com a letra da música, até metade do filme é bem fiel, faltando poucos detalhes, mas completamente aceitáveis, porém o final deixou um pouco a desejar, como um fã da Legião Urbana e da música, spoiler: gostaria de ver as coisas acontecendo e não apenas sendo verbalizadas pelos personagens. De toda forma o filme e as interpretação dos dois são excelentes, vale muito assistir.
O que falar do filme. É de 2020, porém sou chegou agora, o que tem haver com pandemia, crise econômica e por aí vai... Tem inspiração na letra de música da Legião Urbana. Foi um grande rit, desde sua estreia em 1986 e na década de noventa. O filme é leve e intenso, já estou na década dos 40... (re)vivi aquilo tudo... até chapada... recomendo!
"Eduardo e Mônica" não poderia ser mais oportuno para o Brasil dos tempos que correm. Os algoritmos das atuais plataformas das redes sociais jamais aproximariam os dois personagens principais, pertencentes a tribos radicalmente distintas. Mas eles se encontram e constroem um canal de comunicação. Há uma virtude em reconhecer um grão de verdade no argumento do adversário ou conseguir enxergar o mundo com as lentes do outro. Ou até mesmo reconhecer o valor do guerreiro inimigo abatido no campo de batalha e beber seu sangue para herdar sua coragem. Esta capacidade de dialogar, interagir e construir com o outro está na base não apenas das relações amorosas, mas do conjunto das relações humanas e da construção democrática. O personagem Eduardo tem esta capacidade maravilhosa de fechar os olhos e se colocar na posição do outro. Tem uma outra virtude admirável de fruir uma canção de Bonnie Tyler sem se preocupar com o que o resto da tribo vai dizer. É uma postura madura, curiosamente encontrável na espontaneidade ingênua das crianças e adolescentes que ainda não foram travados pelos códigos castradores de tribos adultas. O filme também mostra uma Brasília desconhecida dos brasileiros em uma fase intensa do país em meio ao início da redemocratização. Era o limiar da Nova República que ainda não superou direito as sequelas de vinte anos de regime autoritário e carrega consigo vícios de mais de quinhentos anos de história pós-colombiana. Para além do contexto político, "Eduardo e Mônica" capta uma Brasília culturalmente efervescente, pelo menos para uma parcela minoritária da população que pode pensar para além da sobrevivência cotidiana. O espectador também é apresentado a uma Brasília mágica, envolta por um céu espetacular e bem capturado em uma das cenas do filme. Confesso que senti falta da sonoplastia das cigarras, cujo canto ensurdecedor anuncia a esperada chegada das chuvas que mudam subitamente a cor da cidade. Com o fim da estiagem a cor de Brasília passa do marrom para o verde com a mesma velocidade com que são gestadas as crises políticas; ou na qual vira o humor da cativante personagem Mônica! Enfim, sai de casa para ver um filminho gostoso e fui brindado com uma obra tão robusta quanto oportuna no Brasil de 2022.
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