Dois Caras Legais
Média
3,9
496 notas

47 Críticas do usuário

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Lucas Alcântara
Lucas Alcântara

14 seguidores 49 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 10 de agosto de 2016
Na década de 80, o diretor e roteirista Shane Black revolucinou os filmes de ação nos cinemas através dos roteiros de Máquina Mortífera (1987) e Máquina Mortífera 2 (1989) mesclando com perfeição bons momentos de humor com cenas de ação. Sendo assim desde então Hollywoody bebe da fonte de Black e consequentemente tornou o tema batido. E apesar do sucesso de seu roteiro nos filmes estrelados por Mel Gibson e Danny Glover, Shane Black só veio a dirigir seu primeiro filme em 2005: Beijos e Tiros, estrelado por Robert Downey Jr. E depois de dirigir o frustrado mas bom Homem de Ferro 3 (2013) Black volta para sua zona de conforto para dirigir Dois Caras Legais (The Nice Guys, no título original).

Shane Black conta uma história ambientada em Los Angeles, no ano de 1977. Os protagonistas são Jackson Healy (Russel Crowe) uma espécie de mercenário para adolescentes e o ex-policial e atual investigador particular Holland March (Ryan Grosling), que pegam o mesmo caso e contratados pela Chefe do Departamento de Justiça Judith Kuther (Kim Basinger) começam a investigar o sequestro da sua filha Amelia (Margaret Qualley).

Para início de conversa, são míseros aspectos negativos que norteiam a produção de Black: talvez a atuação de Beau Knapp que faz o coadjuvante Blue Face seja no mínimo exagerada e o chroma key usado numa das cenas seja ruim — apesar desse fator combinar com a atmosfera dos anos 70 do filme. Contudo, um dos únicos erros que precisam ser pontuados é o início meio confuso e bagunçado que Shane Black usa para finalmente chegar a história que quer contar.

E por último aspecto negativo temos a história da esposa do detetive March. Apesar de Grosling dar todo o seu carisma para o personagem não há como se emocionar com a morte da esposa em qualquer ponto que esta seja citada — nem numa das cenas finais quando a "tatuagem" do personagem acaba sendo alterada. Isso se deve ao fato da trama paralela ser completamente descartável e acabar tropeçando no ritmo do filme. Apesar disso, os erros não se tornam tão fritantes e o filme acaba se tornando uma comédia perfeita e cumpre cem por cento o sua premissa.

Sendo assim, partimos direto para os aspectos positivos. A começar pela linguagem usada pelo diretor, que no começo do filme já deixa devidamente claro o que quer mostrar para o público: a primeira imagem do filme mostra traseiro do letreiro de Hollywoody: uma imagem suja e nada parecida com a que é vendida. Sendo assim, Shane Black nos mostra que na verdade a história se trata do lado sujo de Hollywoody, o que acaba se revelando ao desenrolar do longa.

O ponto alto mais gritante é a relação e a dinâmica entre os protagonistas, o detetive Holland March e o brucutu Jackson Healy. Além de ambos os personagens terem um excelente desenvolvimento que melhora ainda mais o desempenho de ambos os atores, Shane Black trabalha como ninguém os dois parceiros completamente opostos, provando que ele domina a área que acabou "criando". O entrosamento dos dois rendem boas cenas de ação e risadas de tirar o fôlego e como se não fosse o suficiente Shane Black dá um acréscimo a mais: Holly March, filha do detetive interpretada pela atriz Angourie Rice, que tem um ótimo desempenho e consegue criar uma personagem tão carismática e cativante quanto os protagonistas e o restante do elenco do filme.

A ambientação e o figurino dos anos setenta estão impecáveis, assim como os diálogos de época e as personalidades de 1977. Além do mais, Black usa de pano de fundo um tema político bastante abordado pelos hippies na época que só serve para enriquecer ainda mais o roteiro — que, no geral, é bem elaborado e desenvolvido e não conta com pontas soltas e acaba contribuindo ainda mais para tornar o longa a ótima experiência que é; as cenas de ação são bem coreografadas e as tiradas de comédia para aliviar a tensão são bastante pontuais e inteligentes.

As atuações estão ótimas na medida do possível. Apesar de Russel Crowe já ter uma carreira extensa e consequentemente nesse filme não oferecer nada de inovador — parecendo mais uma mistura de Maximus (Gladiador - 2000) e John Nash (Uma Mente Brilhante – 2001) — sua atuação permanece impecável e o ator consegue se achar perfeitamente no personagem. Ryan Grosling dá um excelente desempenho como Holland March e contribui para a ótima química que rola entre ele e Crowe durante toda a produção.

Dois Caras Legais marca a volta de Shane Black para a sua zona de conforto e oferece uma das melhores comédias de ação do ano. Deixando explícito uma sequência no futuro, o longa estrelado por Crowe e Grosling, além de ser uma surpresa para grandes fãs da franquia Máquina Mortífera, é uma diversão em alto nível técnico e emocionante.

Nota: 9,5/10
Marcus Vinicius G.
Marcus Vinicius G.

2 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 21 de julho de 2016
A dupla Ryan Gosling e Russel Crowe funciona muito bem, eles tem uma química muito boa. O mistério do filme é bem desenvolvido, e interessante. As piadas são boas e as cenas de ação são muito divertidas, assim como todo filme, que é cheio de ótimas referencias aos anos 70.
Yanko Rodrigues
Yanko Rodrigues

369 seguidores 254 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 2 de janeiro de 2020
Dois Caras Legais é um filme extremamente divertido. A dupla de atores Ryan Gosling e Russel Crowe, tem uma ótima química. As piadas são boas e as cenas de ação são muito divertidas.
Nelson J
Nelson J

51.036 seguidores 1.978 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de julho de 2016
Filme surpreendente pela grande química entre Crowe e Gosling nesta estória dos anos 70, com músicas e ambientação perfeitas, até um pouco hippie. Ambos são detetives e sse envolvem com um caso de corrupção na indústria automobilística, para evitar onerar os veículos com catalizadores, que melhorariam a poluição. A garota que faz aa filha de Gosling é demais. Comédia.
Felipe F.
Felipe F.

3.725 seguidores 758 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de janeiro de 2017
Com um título ambíguo, este longa dirigido por Shane Black nos traz um ótimo entretenimento, que nos faz dar ótimas risadas e com boas cenas de ação.
Vários filmes de comédia com ação já foram lançados e sempre com boas duplas: Channing Tatum e Jonah Hill em Anjos da lei e Anjos da Lei 2, Mark Walbherg e Will Ferrell em Os outros caras e Mel Gibson e Danny Glover em Máquina Mortífera, com roteiro do próprio Shanne Black. E sempre as duplas tem uma química muito boa.
Neste não é diferente, a dupla da vez é Russel Crowe e Ryan Gosling. Crowe faz um cara mais durão e Gosling um atrapalhado (lendo a sinopse já dá vontade de ver o filme).
O longa é passado no final dos anos 70, e traz todo o charme da época, e tem várias referências aos dias atuais.
As piadas do filme são ótimas assim como as cenas de ação.
Para quem procura dar boas risadas ou quem procura ver tiroteios e brigas o filme vai agradar muito.
Artur V.
Artur V.

32 seguidores 168 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 18 de fevereiro de 2020
Um dos filmes mais engraçados que assisti ultimamente. Vale muito a pena, apesar de ter ficado um pouco confuso em certos momentos.
Ricardo M.
Ricardo M.

13.444 seguidores 697 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 7 de agosto de 2016
Inspiração Anos 70.

Responsável por renovar o cinema de ação nos anos 80 com o divertido Máquina Mortífera, Shane Black é um diretor repleto de inventividade em suas linhas quando escreve um roteiro. Sua habilidade em contar uma história mesclando bom humor e ação podem ser percebidas até mesmo em seu primeiro trabalho como diretor: o ótimo Beijos e Tiros. Neste Dois Caras Legais ele se renova trazendo certo frescor e diversão de sobra.

Situado em 1977, o enredo do filme é encabeçado por Jackson Healy (Russell Crowe), uma espécie de investigador/defensor que assume qualquer trabalho para cessar as ações de algum desajustado, desde que paguem bem. Apos ser contratado para investigar o sumiço da filha de uma importante figura do governo, ele pede ajuda ao desajeitado Holland March (Ryan Gosling), algo que fará render à narrativa situações bem curiosas e repletas de bom humor.

Um dos grandes méritos do filme reside justamente no fato de tratar o politicamente incorreto da época em que se passa de forma tão natural e corriqueira, criando situações em que a presença da dupla recebe auxílio, se posso dizer assim, de Holly March (Angourie Rice), a filha de Healy, sendo ela capaz de uma naturalidade em cena que salta aos olhos.

Brincadeiras com a pornografia que começava a ganhar corpo no final dos anos 70, conglomerados empresariais que abusam de lobismo para se acertarem economicamente entre outros itens são dinamicamente costurados ao roteiro de Black, cuja investigação jamais soa confusa ou desajeitada. Aliado a isso, também fica notável a ambientação de época, desde jargões, roupas, móveis, veículos e tudo o que os olhos sejam capazes de perceber.

Contando com uma dupla de protagonistas entrosadíssima, uma direção afinada e muito bom humor, DOIS CARAS LEGAIS surge como aperitivo surpresa repleto de conteúdo.
Alan
Alan

16 seguidores 361 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de março de 2024
O filme proporciona um entretenimento razoável, contando com boas cenas de ação e humor que no geral agrada.
Julio Davila
Julio Davila

17 seguidores 64 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 16 de agosto de 2016
É tanto muito engraçado quanto é bem filmado, bem escrito e conta com duas performances excelentes dos dois protagonistas (só a performance de Margaret Qualley é bem ruim, chega a desconcentrar). A trilha sonora é excelente e o cenário é muito bem montado e ressaltado pela bela cinematografia
Infelizmente fez pouco sucesso de bilheteria no Brasil, mas foi, por duas semanas, o melhor filme disponível nos cinemas.
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 11 de outubro de 2019
Uma sátira que preza pela nostalgia, misturando elementos de filmes policiais das décadas de 1970 e 1980, encontrando em Ryan Gosling e Russell Crowe uma dupla pra lá de inspirada. O ritmo de Black é quase milagrosamente Hawksiano, e há um maravilhamento, um encanto quase feiticeiro nos anos 70 e que se desmembra no que a década guarda de festivo, de fortuito e informal, de groovy. Entretenimento, nostalgia, reflexão. É pra isso que o cinema existe. Mas a trama demora a engrenar e, quando o faz, não se apresenta tão interessante quanto aparentara ser. Também jamais consegue ser especialmente excitante, as cenas de ação são bem feitas, mas nunca empolgam. Enfim, vale pelo clima matinê e o resgate do gênero Budy Cop. NOTA : 7.0 / 10
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