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MUNDO CÃO é uma grata surpresa. O diretor (Marcos Jorge) já tinha mostrado excelente trabalho em ESTÔMAGO e este filme, apesar de menor, é surpreendente. Uma das coisas de que sempre nos queixamos é que produções nacionais têm roteiro fraco, cheio de furos e situações forçadas. Em MUNDO CÃO tudo se encaixa. Como dizem os críticos: o roteiro é redondinho.
Lázaro Ramos como o psicopata, dono do cachorro sacrificado pela Divisão de Zoonoses está fantástico, desde a primeira cena. Babu Santana como o funcionário que ajudou a sacrificar o cão e, ao mesmo tempo, é um exímio pai de família, passa toda a credibilidade que se espera de um ser que se torna dúbio. Adriana Esteves surpreendeu-me (nunca fui muito seu fã) como a suburbana evangélica, mãe e esposa. As crianças estão em interpretações seguras e os cães colaboram para uma atmosfera que vai nos angustiando até o final - meio redentor e meio sarcástico. Aliás, o filme parece mostrar que o mundo nas grandes cidades está à margem das leis. E que psicopatas podem brotar em nosso cotidiano com uma naturalidade assustadora.
Lázaro Ramos como o psicopata, dono do cachorro sacrificado pela Divisão de Zoonoses está fantástico, desde a primeira cena. Babu Santana como o funcionário que ajudou a sacrificar o cão e, ao mesmo tempo, é um exímio pai de família, passa toda a credibilidade que se espera de um ser que se torna dúbio. Adriana Esteves surpreendeu-me (nunca fui muito seu fã) como a suburbana evangélica, mãe e esposa. As crianças estão em interpretações seguras e os cães colaboram para uma atmosfera que vai nos angustiando até o final - meio redentor e meio sarcástico. Aliás, o filme parece mostrar que o mundo nas grandes cidades está à margem das leis. E que psicopatas podem brotar em nosso cotidiano com uma naturalidade assustadora.
Uma história simples, com um diálogo simples , uma boa fotografia, e ótimo elenco. No geral eh um filme que dá pra assistir...
Novo longa de Marcos Jorge traz a presenção entre a justiça e a vingança, além de competentes performances de seu elenco, em especial, Adriana Esteves. Se era pra ser um filme de suspense e drama, acaba que Mundo Cão parece ser uma comédia superior às demais contemporâneas.
Lázaro está sensacional neste trabalho. Boa influência do cinema europeu tirando a previsibilidade da conclusão da trama. Muito Bom.
No filme Mundo Cão, o público gosta dos cachorros, mas se decepciona com os homens. Nenê, interpretado por Lázaro Ramos, era um bandido desalmado e arrogante, que com uma arma na mão se julgava dono do mundo. Babu Santana é o caçador de cães abandonados. A estória tem seus altos e baixos. Um ônibus em alta velocidade na avenida causa um susto. A vibração baixa e o desinteresse dos órgãos públicos desanimam. A corrupção é um ingrediente na vida acomodada focada nas necessidades básicas, cuja distração vai do cigarro ao futebol e televisão. O linguajar é baixaria. Mas quem trata os outros como cachorro, também acaba tendo vida de cão. Mundo cão é o nosso mundo, com todas as deficiências produzidas pelos seres humanos, sem beleza, sem aspirações mais elevadas. As pessoas nascem, crescem sem compreender a vida, sem se preocupar com a melhora da qualidade humana e vão vivendo até que alguma desgraça as despertem, então querem fazer justiça com as próprias mãos, mas aí a consciência pode aparecer e impedir as atitudes de absoluta frieza. Com o passar do tempo as coisas se ajeitam, mas os traumas ficam adormecidos porque não há o saber e respeito às leis da Criação que é um dever do ser humano, e os mais fortes e astutos querem se sobrepor, gerando ódios e insatisfação, e o mundo se torna “cão”, áspero e inóspito, sem visão de melhor futuro, pois tudo converge para o sufocamento da alma, e o ser humano sem a participação da alma, vira coisa.
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