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Cleiton O Bom De Guerra
1 crítica
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0,5
Enviada em 21 de dezembro de 2020
Mais um filme que romantiza a relação abusiva, cheia de traição e brigas, sem falar da agressão física e mental.
É preciso ter muita paciência para ver um filme desse, não consigo imaginar que tenha pessoas que achem lindo a forma que o Hugo trata seu marido Andrés, desde o começo do filme o Hugo mente e manipular Andrés, para que ele pense que Hugo está “trabalhando”, quando na realidade está fodendo com o amante, que no final, abandonou ele quando percebeu que Hugo era casado há 10 anos com Andrés, e o mesmo mentia para ambos.
Sinceramente não consigo ver o tal “romance” que todos falam aqui, trata a pessoa que deseja seu bem, com traição e agressão, além de manipulação, não é nada romântico.
São quatro histórias distintas que quase não se cruzam mas cada uma trás uma verdade amarga. A Lua Nova aborda o descobrimento da sexualidade de um pré-adolescente que não sabe como lidar com isso mas tem que aprender de maneira dolorosa. A Lua Crescente aborda o primeiro amor, o amor pleno que cresce à cada dia mas que uma das partes não está pronta pra enfrentar o mundo. A Lua Cheia tratada de um amor feito, vivido mas que vai perdendo seu brilho com o tempo, com o dia a dia. A Lua Descrente aborda o amor não correspondido. Todas as histórias tem em comum o sofrimento que o desejo trás junto com ele: rejeição, traição, submissão.... mas cada uma com seu próprio final. Alguns previsíveis, outros não, alguns felizes e outros nem tanto. O que entendi no filme é que cada um se atrai pelo que é semelhante, pelo que se identifica. Filme sensacional!!
Filme excelente, México sempre me surpreendendo com sua arte, diretores ganhando Oscar, filmes reconhecidos internacionalmente, o México esta numa época de ouro. Espero que a nossa arte nacional também consiga tal projeção.
Um filme que aborda de forma sensível o tema da homossexualidade masculina com um roteiro baseado nas quatro fases da lua para contar as quatro histórias passando desde a homossexualidade descoberta na infância, passando pelo casal que está descobrindo a homossexualidade e outro casal já com uma longa relação até a homossexualidade na terceira idade. O filme trata muito bem o tema sem ser apelativo ou piegas, permeando encontros e desencontros no tema abordado. Filme muito interessante e vale a pena conferir, RECOMENDO.
Decidi assistir num dia de tédio sem esperar muita coisa além de distração. Fui pega de surpresa com uma obra muito bem construída, com um roteiro redondinho, direção impecável e de uma sensibilidade tocante. É impossível não se envolver com a trama que mostra situações reais do cotidiano dos homossexuais - mesmo pessoas não homossexuais vão acabar se identificando com uma ou outra inda e vinda dos personagens- ; algumas revoltantes, outras emocionantes. Cenas de sexo totalmente contextualizadas, de forma alguma gratuitas. Um filme muito honesto que foge do padrão norte- americano de fazer cinema. Vale muito a pena ver!
Emociona e aproxima o espectador da obra Um filme que no começo não prende tanto e pode até parecer chato, mas vale a pena a insistência. Do meio pro fim me peguei quase chorando em diversas cenas. Trata de situações reais (fáceis ou não de lidar) e cotidianas de homossexuais. A trama se passa no México, mas não é difícil se identificar, você acaba se envolvendo com os personagens. O meu conselho é: não morra sem ver esse filme.
Com certeza O MELHOR filme que já assisti sobre a homossexualidade masculina.
Atual e construido partindo de uma perspectiva identitária e engajada, sem as bizarrices pós-modernas e a desmobilização "queer", vemos as fases da vida dos homossexuais masculinos (em analogia com as fases da lua): a infância e a própria auto-descoberta (o rapazinho que deseja explorar o corpo do primo, sendo punido pelo seu desejo), a pós-adolescência e a vivência primeira do amor, na época da Universidade, a idade adulta (o casal que está junto há dez anos e vivencia uma crise) e a terceira idade.
Nossa primeira constatação é a absoluta similaridade da sociedade mexicana em relação à nossa própria, no que refere à homossexualidade masculina: o pai do garoto que inicialmente não o aceita e num momento seguinte o prepara para proteger-se e revidar agressões; a mãe do jovem universitário que inicialmente pede para que ele "não conte aquilo que precisa contar" mas que, num momento seguinte, vendo-o sofrer devido à não aceitação social por parte do namorado, diz que o entende e aceitará qualquer um que ele venha a amar e que seja digno dele; o rapaz adulto bem sucedido que supre o caráter supostamente "afeminado" do seu esposo procurando aventuras em um clube de swing e, finalmente, o senhor idoso que jamais se assumiu socialmente, casado com mulher, com filhos e netos, que procura sexo pago na figura de um garoto de programa, em uma sauna.
A segunda constação é que o relativismo ainda não chegou ao México ou pelo menos não contaminou este cineasta. Mesmo o menino que deseja explorar/conhecer o corpo do primo sabe que é gay, que é homossexual, o que fica claro na sua confissão ao padre. O que existe no filme é a demonstração da homofobia introjetada, na figura de um rapaz que não quer se expor e não quer assumir o seu relacionamento homoafetivo, o homem casado que não lida bem com os traços "afeminados" do cônjuge e o velho que se casou com uma mulher, teve filhos e netos. Ninguém hiper relativiza a sua orientação sexual, como vemos acontecer por aqui.
Em momento algum caricato, o filme mostra pessoas reais, num mundo real, em meio aos dramas reais do cotidiano sendo que a perspectiva, em todos os casos, é extremamente humanizante. Percebemos a naturalização da homossexualidade, mostrando-nos como seres humanos normais, com nossos vícios e virtudes, sucessos e fracassos, alegrias e tristezas.
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