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Chicago Sun-Times
O filme não é sobre surdez per se tanto quanto é sobre um mundo fechado, sobre como as gangues têm sua própria língua e seu código, inescrutável para os forasteiros. O som é mais um personagem no filme, bem como as tomadas frequentes em steadicam, que dão ao filme uma perversa elegância e energia.
Cinemascope
A direção segura do ucraniano Myroslav Slaboshpytskiy torna a trama mais ambiciosa a cada instante e o enredo, que tinha tudo para permanecer no lugar comum, apresenta uma crescente evolução aliada às cenas inquietantes e envolventes.
Cineplayers
Pode-se dizer, arriscando a superficialidade, que a narrativa no cinema e fora dele tradicionalmente busca uma boa maneira de se contar uma história. Nesse sentido, "A Gangue" é virtuoso pela originalidade, cuidado e força. Daí para obra-prima talvez seja só uma questão de tempo.
The Hollywood Reporter
O uso da linguagem de sinais, surdez e o próprio silêncio acrescenta vários novos ingredientes inebriantes para a premissa básica da história, criando algo organicamente rico, estranho e muito original.
Variety
Ações, emoções e impulsos desesperados falam muito mais alto do que palavras em "A Gangue", uma proeza cinematográfica audaciosa, marcando uma primeira experiência magnífica para o diretor estreante Myroslav Slaboshpytskiy.
CineClick
Mesmo sem qualquer linguagem verbal, o gestual que os personagens usam para a comunicação acaba criando uma tensão crescente, nos colocando na função de voyeurs desse mundo tão cru.
Folha de São Paulo
Totalmente interpretado por linguagem de sinais, sem qualquer narração ou legendas [...], mas o diretor consegue conduzir bem a narrativa sem deixar que a trama fique confusa ou incompreesnsível. Toda essa atmosfera dramática proporciona uma crueza à história e combina com seu clima violento.
Screen International
A ambiciosa estreia de Myroslav Slaboshpytskiy é um filme estranhamente imersivo, que exige grande esforço do público, mas acaba trazendo como recompensa algo raro e original.
The Guardian
Talvez o filme possa ser acusado de excesso de gestos, mas ele é inegavelmente fascinante. Não consigo parar de pensar nele. Este é um filme sombrio, empolgante, explícito e violento, e também um filme silencioso.
Télérama
Um filme audacioso, extravagante, perturbador [...] Rapidamente, os barulhos, os passos, os ruídos das cadeiras, as portas batendo tornam-se tão agressivos quanto esta violência invisível que aumenta até a explosão final...
Veja
O fascínio de Slaboshpytskiy pela linguagem de sinais não o faz olhar para os surdos-mudos com piedade. São apenas meninos que, de uma maneira ou de outra, se comunicam, se expressam, sentem medo, desejo, são delinquentes ou não. Meninos como os outros.
Papo de Cinema
"A Gangue" exige de sua audiência a dedicação e a paciência necessária frente a uma forma de se expressar não tão comum. Evidentemente, não entenderemos cada interação e muito será perdido pelo caminho. Mas o ganho está no contexto maior, e é aí em que deve estar nosso foco.
Critikat.com
Assim como seus personagens bestiais e seu ambiente cinzento e desesperançoso, "A Gangue" é um filme desagradável do início ao fim. E às vezes insuportável, inclusive por sua duração excessiva, de mais de duas horas.
Cineweb
Slaboshpitsky não tem pudores em mostrar a violência – especialmente perto do final – como a única saída para suas personagens. É o refúgio deles, é uma espécie de última forma de expressão que encontraram.
Télérama
O diretor filma os comportamentos sexuais, venais e violentos sem um pingo de empatia [...] Ele parece desprezar o que dizem. Nada de legendas, como se a linguagem de sinais, para ele, não fosse uma linguagem.