Sicario: Terra de Ninguém
Média
4,0
818 notas

53 Críticas do usuário

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Kamila A.
Kamila A.

7.940 seguidores 816 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de dezembro de 2015
A parte mais importante de Sicario – Terra de Ninguém, filme dirigido por Denis Villeneuve, se passa na fronteira entre os Estados Unidos e o México. Um local em que os limites se confundem, em que a lei não existe, em que se tem um clima inóspito e propício para a violência – qualidades reforçadas pela excelente direção de fotografia do longa. Em resumo, um lugar em que tudo pode acontecer. O roteiro escrito por Taylor Sheridan tem como foco principal uma história em que as autoridades norte-americanas tentam encontrar uma maneira de vencer um grande cartel mexicano de tráfico internacional de drogas.

A história nos é contada pelo olhar de Kate Macer (Emily Blunt), uma agente do FBI que trabalha diretamente na linha de fogo contra os grandes cartéis. Por mais que seu trabalho dedicado consiga ir exterminando com alguns pontos de vendas de drogas, Macer dificilmente chegará até o topo da cadeia de comando. É a sua curiosidade e a sua vontade em chegar até o final desse ciclo que a leva a aceitar o convite para trabalhar com a força-tarefa liderada por Matt Graver (Josh Brolin).

O objetivo de Graver é claro: acabar com o cartel mexicano! E para conseguir isso de uma forma eloquente, é preciso misturar um pouco os limites entre o que é legal e o que é ilegal. É a partir desse momento que Sicario – Terra de Ninguém se torna ainda mais interessante, pois ele trabalha com o contraste e com a tensão advinda entre a ética de trabalho de Macer e a forma própria de resolver os problemas que Alejandro (Benicio del Toro), um dos membros da força-tarefa de Graver, possui.

No início de Sicario – Terra de Ninguém, ficamos sabendo que este é um termo que faz referência a um assassino que é contratado para cometer qualquer espécie de crime. Neste sentido, na visão de Denis Villeneuve, Alejandro não é muito diferente do policial corrupto que ajuda o cartel ou do chefão do crime mexicano que ordena crimes da sua própria casa. Para todos eles, os fins justificam os meios. O que impressiona nesse cenário é que as Kate Macers que cruzam os caminhos deles, com sua inclinação ética forte, pouco podem fazer. A mensagem do filme é clara: os tempos são outros. Para enfrentar de igual para igual uma organização criminosa, é preciso deixar de lado qualquer livro de regras que o diga o que fazer e, principalmente, não confiar em ninguém!
Alvaro S.
Alvaro S.

2.259 seguidores 349 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de janeiro de 2016
Cheguei hoje de viagem do Chile e ainda me sinto meio zonzo pelo cansaço.
Dito isso, a impressão final sobre esse thriller de ação sobre uma agente do FBI que é designada a integrar uma operação especial para liquidar um quartel no México, reside nos atores Emily Blunt, que dá vida a agente do FBI e no Benício Del Toro, o sicário do título.
Se filmes que tratam sobre tráfico de drogas e suas consequências pessoais, mortes brutais, etc... melhor buscar outra produção, mas se te interessa ver boas atuações, este filme pode te surpreender. A cena final ilustra muito bem o trabalho dos atores, Blunt e Del Toro.
Curiosidade. A produção, após sua exibição no Festival de Cinema de Cannes figurou nas diversas listas como possível indicado ao Oscar nas principais categorias, mas só conseguiu em 3 categorias técnicas, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora e Melhor Edição de Som.
Nota do público: 7.8 (IMDB)
Nota dos críticos: 93%(Rotten Tomatoes)
Bilheterias
EUA - $46 milhões
Mundo - $80 milhões
Acesse o blog 365filmesem365dias.com.br para ler sobre outros filmes.
Júnior S.
Júnior S.

1.193 seguidores 269 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 18 de julho de 2016
Sicario é uma espécie de versão 2.0 de Craffic, no entanto, a diferença central entre os dois filmes é que este aborda o espinhoso tema do tráfico de drogas nas fronteiras com muito mais maturidade e menos demagogia. É um retrato seco da realidade, é devastador e ao mesmo tempo libertador, a forma como o longa destrincha o tema, mostrando ao público que não há saída fácil para a violência incessante que o tráfico provoca. Embora a personagem principal(uma agente da SWAT, vivida com talento por Emily Blunt) se mostre passiva e inconstante demais, destoando das personagens femininas fortes do cinema recente, incomode, a profundidade com que o excelente roteiro a desenvolve nos faz relevar este equívoco. O resto do elenco é tudo muito inspirado, se Josh Brolin surpreende investindo em um papel pequeno, mas extremamente eficiente, é Benício Del Toro que rouba o filme com seu ambíguo e intenso Alejandro. O talentoso ator encontra o tom perfeito para o personagem, introspectivo, mas explosivo, sutil, mas brutal. Tecnicamente irrepreensível, Sicario surpreende com uma fotografia e direção de arte que praticamente se tornam personagens à parte, nos deixando ainda mais imersos na trama. O mesmo não pode ser dito da trilha sonara óbvia e nem um pouco empolgante, a direção de Villeneuve também não sai do lugar comum, se salva graças a excelente edição e fotografia inspirada de Roger Deakins. De resto, o plot já é de fato bastante batido, e tem longas que abordam o mesmo tema com tanto ou mais profundidade que este. Mas uns e outros probleminhas não tiram os(vários) méritos deste filme, que mesmo sem as qualidades citadas mais acima, se salvaria graças a trama instigante e elenco talentoso, que carregariam o filme por si só. Ótimo!
Marcos G.
Marcos G.

51 seguidores 7 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 18 de novembro de 2023
nao tem muito o que dizer sobre esse filme mas e daqueles que te prende do inicio ao fim com um excelente entreterimento
Rodrigo Gomes
Rodrigo Gomes

6.170 seguidores 969 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 3 de julho de 2016
Mesmo com uma ótima atuação, faltou o ápice de Emily Blunt. Esperamos todo o tempo uma reviravolta na história, mas a mesma permanece previsível e fiel ao roteiro, sem oportunidade de sua explosão. Um bom longa, mas não acontece.
F. V. Fraga
F. V. Fraga

108 seguidores 64 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 24 de fevereiro de 2016
[[[PARÁGRAFO]]]
O diretor canadense Denis Villeneuve já escolhia argumentos “pesados” para seus filmes, antes mesmo de produzir seus longas-metragens em Hollywood. Foi assim com ‘Polytechnique’ (2009), que retratava o massacre da Escola Politécnica de Montreal que ocorreu em 6 de dezembro de 1989 (o Columbine canadense, ainda que tenha ocorrido dez anos antes), filme tão bom e cruel quanto o do consagrado cineasta Gus Van Sant, ‘Elephant’ (2003). O longa-metragem ‘Incêndios’ (2010) que o destacou internacionalmente, rendendo até indicação no Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2011, também não poupava o espectador, com seu “plot twist”, que causava dois sentimentos sobre a obra, ou você a amava ou a odiava. Sua abordagem narrativa poderia ser considerada, um tanto sádica, não fosse à vida real muito mais trágica do que a ficção.
[[[PARÁGRAFO]]]
Seu curta ‘Next Floor’ (2008) já demostrava que sua intenção era literalmente “embrulhar o estomago” de quem assiste seus audiovisuais. Seu primeiro trabalho nos Estados Unidos ‘Os Suspeitos’ (2013) gerou o mesmo desconforto, com sua temática e sua eficácia em nos causar aflição ao ver a aparência dos machucados infligidos por Hug Jackman em Paul Dano. E por trás de toda a violência gráfica que ele nos apresenta, sempre existem diversas camadas de significados simbólicos e críticos. Isso ficou ainda mais evidente com sua adaptação do livro de José Saramago (O Homem Duplicado), ‘Enemy’ (2014), que é seu longa-metragem mais metafórico e abstrato, mas não menos crítico, tenso e com um suspense que desafia o público.
[[[PARÁGRAFO]]]
‘Sicário - Terra de Ninguém’ segue a mesma linha, de não proporcionar um alívio para quem o assiste, pois você não tem como sair alegre e indiferente da sessão. É realista e deixa bem claro que não existem heróis na guerra entre governos e o tráfico de drogas. Indicado ao Oscar 2016 de Melhor Fotografia, Melhor Edição de Som e de Melhor Trilha Sonora é provável que o público mais alienado sobre o tema, o julgue surreal após assisti-lo. No entanto, quem assistir, também, a outro concorrente ao Academy Awards deste ano, só que na categoria de Melhor Documentário, ‘Cartel Land’ (2015), vai descobrir que ‘Sicário’ é apenas um recorte de uma realidade muito pior.
[[[PARÁGRAFO]]]
As referências/inspirações em ‘Traffic: Ninguém Sai Limpo’ (2000), podem ser consideradas até explícitas, principalmente por causa da presença de Benício Del Toro, quase que numa continuação do seu personagem do filme de Steven Soderbergh. Aliás, o elenco e as atuações são alguns dos pontos fortes do longa. Além de Del Toro, que é responsável por representar o personagem misterioso, com um passado trágico em busca de vingança. Emily Blunt encarna satisfatoriamente a policial jovem e competente, mas que não faz ideia da brutalidade do mundo com o qual está se envolvendo, onde ela é o elo para que o espectador entenda o que está acontecendo na história, pois vemos a sua perplexidade e desconhecimento diante dos fatos que está investigando. E Josh Brolyn transmite toda a sensação de quem já convive há tanto tempo com a violência, que já sente prazer com ela.
[[[PARÁGRAFO]]]
A fotografia do experiente Roger Deakins (‘Os Suspeitos’ e ‘007 - Operação Skyfall’) é composta de uma palheta, por vezes tomada de sombras, em outros por tons amarelados em contraste com outras cores, refletindo a atmosfera de um mundo árido, que aliado às tomadas de câmera das cidades quentes e secas do México, na fronteira com os Estados Unidos, nos passa a sensação de que nada de “bom” pode “florescer” naquele ambiente. A saturação das imagens chega a causar uma “náusea visual”, que aliada aos outros recursos narrativos, nunca nos deixam ficar confortáveis. Toda a violência gráfica constrói um mundo opressor onírico, que mais se parece com um pesadelo, no qual somos inseridos logo de início.
[[[PARÁGRAFO]]]
A edição de som foi pensada com muita competência, fazendo com que as cenas de ação funcionem muito bem, nos transportando para o meio dos tiroteios, numa simulada tensão de guerra urbana. Quando a personagem principal passa por ambientes claustrofóbicos e de alta carga emocional, nós também compartilhamos suas sensações, embalados por diferentes imagens e áudios detalhadamente escolhidos. Os zunidos das balas atingindo os alvos, as respirações ofegantes, as batidas das portas dos carros, os coturnos nos pisos, nenhum som passa despercebido, mesmo para o espectador mais desatento.
[[[PARÁGRAFO]]]
A trilha sonora de Jóhann Jóhannsson (compositor do já citado ‘Os Suspeitos’ e de ‘A Teoria de Tudo’, entre outros) também foi criada de forma opressiva e claustrofóbica, dando um ritmo frenético, que por vezes nos faz desejar que as cenas tensas acabem logo. As descargas de violência são embaladas por tons graves e incomodativos, que chegam a ser quase doloridos, por culpa de sua habilidade em nos causar aflição. E quando é necessário um hiato sonoro para que o suspense funcione, a trilha se faz notar ainda mais, quando retorna bruscamente para acabar com nossa espera e nos proporcionar mais uma descarga de adrenalina.
[[[PARÁGRAFO]]]
E não é apenas de sensações que este mais recente longa de Villeneuve é feito, como em todo filme seu, há sempre muito mais nas entrelinhas e nas camadas que não estão explícitas no roteiro. Ainda que não mostre o ponto de vista dos traficantes, não é uma visão estritamente unilateral do tráfico, pois as críticas não recaem apenas sobre a brutalidade dos cartéis, mas também sobre as questionáveis intenções da intervenção norte-americana, ainda que ele pegue muito leve para o lado dos EUA (paradoxalmente um dos maiores consumidores de drogas ilícitas do mundo), o que já é esperado para um filme produzido em Hollywood. No decorrer dos conflitos, as diferenças entre “mocinhos e bandidos” se embaralham e já não temos para quem torcer e ficamos tão confusos sobre as intensões do “sistema”, quanto a personagem de Emile Blunt.
[[[PARÁGRAFO]]]
‘Sicário’ é um filme capaz de angustiar os espectadores mais “sensíveis” e que geralmente vão ao cinema pelo entretenimento escapista, fazendo-os desgostar do mesmo, dependendo de seu maior ou menor senso crítico. Porém, para os cinéfilos mais experientes, não há como não gostar de toda a sua competência técnica. Seu final é moralmente dúbio, exigindo que o expectador complete-o com sua própria opinião, o que para alguns vai parecer uma falha, para outros é o verdadeiro papel do cinema como forma de arte. Como um de seus próximos projetos, Denis Villeneuve terá o desafio de dirigir a refilmagem/continuação do “clássico” de Ridley Scott ‘Blade Runner’ e sua filmografia até o momento nos deixa, no mínimo, curiosos e esperançosos pelo resultado.
Neto S.
Neto S.

30.586 seguidores 773 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 21 de janeiro de 2016
A CIA está preparando uma audaciosa operação para deter o grande líder de um cartel de drogas mexicano. Kate Macy (Emily Blunt), policial do FBI, decide participar da ação, mas logo descobre que terá de testar todos os seus limites morais e éticos nesta missão.Muito Bom, filme muito tenso, com excelente elenco, Emily Blunt e Benicio Del Toro estao otimos , filme tem uma boa trilha sonora, e uma bela fotografia,Dennis Villeneuve faz uma otima direçao, Recomendo. Nota 9.0
Daniel Novaes
Daniel Novaes

7.774 seguidores 873 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 1 de março de 2016
Um filme cuja temática meio "padrão" em enredos policiais pode te levar a alguns enganos... não é uma obra-prima, mas é um bom enredo com excelentes atuações. Vale assistir!
Juarez Vilaca
Juarez Vilaca

2.918 seguidores 393 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de outubro de 2015
Um excelente filme. Uma história bem atual da guerra ao tráfico na fronteira entre os Estados Unidos e o México. Um ótimo enredo e direção de primeira, sem contar o elenco, Emily Blunt dando um show. Não tem muita ação nem batalhas e trocas de tiros ou perseguições de carro, lances que já estão cansando. O filme é tenso e com muito suspense. Lembra muito o filme a hora mais escura. Dessa vez não tem heróis. Nesse final de ano começaram a aparecer filmes concorrentes ao Oscar. Esse é um deles. Vale a pena.
Melissa V
Melissa V

44 seguidores 12 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 31 de outubro de 2015
Tecnicamente bem feito, bem interpretado e bem dirigido e com certeza levará Benicio Del Toro a concorrer ao Oscar ☺
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