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Fábio R.
23 seguidores
85 críticas
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3,5
Enviada em 23 de abril de 2016
O filme merecia até uma nota melhor, mais a personagem Kate foi um erro no filme, completamente desnecessária sua presença. Sendo apenas uma agente de campo do FBI, pior ainda foi ver Kate questionando ordens superiores.
Um filme forte! O roteiro é um tanto confuso., um tanto .. previsível em vários aspectos e com uma trama de difícil compreensão.., e cheio de estereótipos. O grande destaque desse filme é a atuação de Benicio Del Toro! Incrível como ele encarna o personagem rude , com sede de vingança!. A fotografia também é fantástica! O final é também um dos destaques!, bem pesado, mas fiel ao roteiro, que não é leve.
A guerra paralela que acontece contra o tráfico de drogas em nossa sociedade é o que move o filme Sicario – Terra de Ninguém. O diretor Denis Villeneuve, o mesmo de Os Suspeitos estrelado por Hugh Jackman e Jake Gyllenhaal, tenta nos entrega uma trama policial envolta de suspense e ação.
Com várias cenas de plano aberto é possível perceber uma fotografia arenosa e que, por mais que não pareça, toda – ou quase toda – se passa dentro do território estadunidense, é interesse ver que existe um Estados Unidos sujo e com problemas sociais e estes aspectos são sentidos pelo contexto da estória.
O roteiro pertence à Taylor Sheridan, ator pouco conhecido do grande público e com participações em séries televisivas norte-americanas, os registros online indicam que esta é a primeira vez que um roteiro de Sheridan é produzido, sendo compreensivo alguns furos encontrados no decorrer da trama.
Na cena inicial, a personagem de Emily Blunt é apresentada como uma agente tática do FBI em uma missão onde cadáveres são encontrados na parede de uma casa, referência clara ao que os cartéis de drogas são capazes de fazer, no entanto, a cena de corpos decapitados e mutilados na cidade de Juarez parece mais um caso de violência gratuita, feita para chocar o público.
A sequência com visão noturna, talvez uma tentativa de imergir a audiência na ação, tenha ficado melhor no papel do que foi na execução. O revezamento entre uma iluminação esverdeada e acinzentada é cansativa dando a impressão que a cena ficou mais longa do que deveria.
O filme tem um bom equilíbrio até o terceiro ato, quando o personagem de Benicio Del Toro deixar de ser mais um agente a caça de um traficante para se tornar uma espécie de vigilante. Questionamentos como os fins justificam os meios e passar por cima de procedimentos burocráticos perdem espaço para a vingança pessoal, resultando no objetivo traçado no início do filme.
Em contrapartida, as interpretações de Benício Del Toro e, principalmente, de Emily Blunt são expressivas. Enquanto o primeiro entrega a performance sólida de um agente experiente com o objetivo de executar a “missão”, Emily Blunt interpreta uma agente tática extremamente estressada e exausta da função que executa, envolvida em uma missão sem precedentes éticos, a personagem busca procedimentos burocráticos para estabelecer normalidade em um contexto que ela não pode controlar e perante ao cenário que se encontra, nós conseguimos simpatizar com a personagem e seus anseios. Em alguns momentos do filme há indícios de tentativas de aprofundar a relação entre os dois personagens, mas a concretização não acontece tornando a relação superficial, a dinâmica entre os atores torna as cenas confortável e sem embaraços.
Sicario é uma trama simples de um bom roteiro com atuações boas e sem muitas pretensões para entregar algo de novo.
O filme é tenso, tem uma boa ambientação e atuações muito boas, você emerge naquela história, só que para o final o longa perde muita qualidade e acaba deixando as coisas muito simplórias, mas no geral é uma história boa mesmo.
Roteiros que abordam uma temática mais voltada ao realismo requerem uma produção mais caprichada do ponto de vista estético e de elenco, justamente para funcionar de forma verossímil, como é o caso deste interessante Sicario.
Logo de cara somos apresentados a protagonista Kate Macer (Emily Blunt), uma estrategista de campo capaz de invasões arriscadas em ambientes inóspitos, sendo este o tipo de local em que a equipe dela deflagra um cemitério repleto de corpos "aprisionados" nas paredes do ambiente. Soa assustador, o que de fato é devido à qualidade visual da cena, mas já serve para pontuar o que veremos no restante da produção. Contemplada por seu superiores, Macer é convocada para uma força tarefa da CIA, nada menos que caçar uma dos mais importantes líderes do narco-tráfico mexicano, mal sabia ela das artimanhas e audácias que seriam usadas nesta busca.
O filme prima por seu realismo visual, desde a belíssima fotografia em ambientes quentes e devastadores como os encontrados na fronteira do Texas com o México até a maneira como o diretor Denis Villeneuve aborda as ações violentas dos cartéis. Isso sem deixar de mencionar a tensão provocada por algumas situações de cair o queixo pela ousadia de seus participantes.
Quanto ao elenco, além de Blunt, temos os excelentes Josh Brolin como Matt Graver e Benicio Del Toro como Alejandro, ambos agentes da CIA que fazem uso de recursos plenamente questionáveis mas funcionais, algo que certamente traria orgulho ao capitão Nascimento.
SICARIO - TERRA DE NINGUÉM é um filme pesado, contendo uma trama de pouca complexidade, mas que prima pelo seu realismo contextual. Possui um rol de intérpretes acima da média, inclusive com personagens e motivações pessoais que nos fazem torcer por eles, mesmo nas circunstâncias apontadas. É uma produção interessante e voltada ao público adulto, tecnicamente funcional e que entretém plenamente.
Um bom filme policial que mostra os bastidores do FBI e como eles usam de práticas "obscuras" perante a lei para conseguir o que querem, neste caso acabar com um chefe do tráfico de drogas mexicano. As reviravoltas e jogos de interesse nos deixam ligados até o final do final. Destaco Benício Del Toro com ótima atuação.
O filme é tecnicamente perfeito, com uma fotografia excepcional. Em contra partida, deixa muito a desejar na história, e principalmente nos personagens que possuem motivos bobos e clichês.
Kate Macer, uma agente do FBI, é convidada para integrar uma força-tarefa do governo onde tudo e todos são questionáveis. Esse filme (Como a maioria do Denis Villeneuve) é mais um que me peguei mais pensando sobre as questões que ele queria trazer e não realmente sentindo aquilo que os personagens estão sentindo ou sentindo o que eu deveria sentir. Senti sono em algumas partes; mas eu seria injusto se apenas criticasse essa obra. É um filme que, apesar de alguns pontos negativos nessa parte, conseguiu me trazer momentos até que legais na experiência. Longe de ser um dos melhores do Villeneuve, mas ainda sim um filme que talvez te faça pensar e, quem sabe, sentir alguma coisa além de um medo quase inexistente; ou quem sabe alguma surpresa, isso se você não estiver disperso o suficiente da tela. Um filme legal; mas que eu dificilmente vou me lembrar daqui uma semana ou vou sentir vontade de revisitar.
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