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Ricardo L.
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3.227 críticas
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3,5
Enviada em 3 de novembro de 2022
Bom filme nacional com bons diálogos e um elenco bem instruído por uma direção boa, apesar de algumas decisões de desenvolvimento errada, mesmo assim vale a experiência.
Apesar de um roteiro simplório.., o filme é um retrato fiel do interior do nordeste! , a cultura , a forma como vivem , a simplicidade .., mais ao mesmo tempo tem momentos poéticos e lúdicos .., a menina Cacá rouba a cena com sua carência , o vaqueiro que costura., a mulher que dirige o caminhão. a solidão da estrada.., .o filme é muito a autobiografia de um povo , de uma região, mas sem o machismo que tanto impera por lá..e tudo de forma bem natural, sem levantar bandeiras. Boa trilha sonora , boa fotografia., bom elenco , destaque para Alyne Santana , como Cacá , o filme fala sobre quebras de paradigmas, de preconceitos , até nas intensas cenas de sexo.., um filme bruto! mas ao mesmo tempo sensível.
Iremar (Cazarré) é um ajudante de vaquejadas, que cuida para que os bois entrem no perfil correto na arena. Galega (Jinkings) uma mãe solteira que cuida de uma menina, Cacá (Santana), que se recusa à morar com a avó. Galega dirige caminhão.
Mais em: https://magiadoreal.blogspot.com/2021/08/filme-do-dia-boi-neon-2015-gabriel.html
O filme não tem começo, meio e final, não tem aquela sequência de apresentação de personagens, desenrolar da história e desfecho. É basicamente uma história que não evolui. Ele apresenta personagens, fatos da vida de cada um e fim. Não avança, não tem continuação, mostra só mais do mesmo, como funciona o bastidor das vaquejadas, a vida dos vaqueiros, um cara com um sonho que foge à sua realidade e que estaciona aí, uma menina que quer ir atrás do pai mas não vai, nem o pai aparece e nem nada acontece pra dar aquela reviravolta. E são situações que pedem desenrolar, você assiste esperando que vá acontecer algo pra mudar aquilo que foi apresentado. Só que nada muda. É uma história sem ciclo, dá a impressão de estar inacabada quando a tela fica preta e os créditos começam a subir. Só pensei ‘Oi? Acabou? Como assim?’.
Ainda assim a experiência não foi de todo ruim, a fotografia do filme é INCRÍVEL, e também é muito fiel a cultura que retrata, com sotaque característico, paisagens reais e até sofridas, vivência das situações muito natural e real, poderia facilmente ser um documentário de tão fiel à realidade.
Título e sinopse enganam e confudem, mas não estragam. Ao final, ficou em mim a sensação de que o filme seria uma espécie de Vidas Secas passado no século XXI; há a tentativa de não contar uma história específica, apenas o cotidiano do interior e todas as suas particularidades masi recentes. Ficou também a sensação da tentativa de aproximar o homem do animal - presente de forma divertida e ousada nas sequências "autorais" - e como ambos se misturam nas amplas paisagens - poucos e raros são os closeups neste filme.
Não dou uma nota maior por ter sentido o tempo passar devagar demais, a falta de acontecimento, as longas sequências e as cenas em campo aberto podem até ter a intenção de deixar o filme mais orgânico - e o certo tédio que bate remeter ao tédio de uma vida pobre no campo - mas o fato é que eu fiquei feliz quando o filme acabou.
O filme é bom ruim é o final que mais parece que não é final, pois do nada o filme acaba, imaginei que pelo menos ele fosse virar costureiro na fábrica que menina trabalha de segurança.
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