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Adriano Côrtes Santos
1.010 seguidores
1.229 críticas
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4,0
Enviada em 1 de dezembro de 2024
Boi Neon (2015), dirigido por Gabriel Mascaro, é uma obra cinematográfica que mistura sensualidade, brutalidade e poesia. O filme retrata a vida de Iremar (Juliano Cazarré), um vaqueiro do Nordeste brasileiro que trabalha em vaquejadas, um esporte tradicional de rodeio, enquanto nutre o desejo de se tornar estilista. A trama se desvia da expectativa de um drama sobre vaqueiros para se tornar uma reflexão sobre masculinidade, identidade e transformação social.
O longa, que foi aclamado no circuito internacional, incluindo o Festival de Veneza, onde recebeu o Prêmio do Júri na seção Horizontes, é visualmente impressionante. A cinematografia de Diego García captura com precisão a áspera paisagem nordestina, com um olhar que equilibra o físico com o poético. O ambiente é retratado de maneira visceral, e o filme explora o corpo de uma forma tão crua quanto transformadora.
Em termos de temas, Boi Neon toca em questões de desejo e aspiração de maneira metafórica e sensual. A ideia de Iremar sonhando com a moda enquanto trabalha com os bois cria uma desconexão entre o homem e o meio em que vive, algo que reforça os dilemas de identidade e classe. A presença de Maeve Jinkings como Galega, uma mulher complexa que mistura sensualidade com realidade cotidiana, também traz um equilíbrio no elenco.
No entanto, o filme não se encaixa facilmente em um gênero específico. Ele não se concentra apenas no aspecto físico das vaquejadas, mas se arrisca em explorar camadas mais profundas do ser humano, suas vulnerabilidades e sonhos. Apesar disso, a lentidão de certos momentos pode afastar alguns espectadores que buscam uma narrativa mais direta.
Boi Neon é uma meditação visualmente rica sobre as tensões da masculinidade, as aspirações artísticas e o sofrimento silencioso que permeia a vida no campo. A direção de Mascaro e a performance de Cazarré fazem do filme um estudo cinematográfico fascinante, ainda que desafiador. Ele pode não agradar a todos, mas oferece uma experiência única, feita para aqueles que buscam profundidade no drama contemporâneo.
A obra é recomendada para quem aprecia filmes que desafiem a norma e busquem representar a realidade de uma maneira menos convencional.
Bom filme nacional com bons diálogos e um elenco bem instruído por uma direção boa, apesar de algumas decisões de desenvolvimento errada, mesmo assim vale a experiência.
Iremar (Cazarré) é um ajudante de vaquejadas, que cuida para que os bois entrem no perfil correto na arena. Galega (Jinkings) uma mãe solteira que cuida de uma menina, Cacá (Santana), que se recusa à morar com a avó. Galega dirige caminhão.
Mais em: https://magiadoreal.blogspot.com/2021/08/filme-do-dia-boi-neon-2015-gabriel.html
Que filme horrível! Perdi 1 hora e 43 minutos da minha vida! Um filme sem objetivo, não emociona, não prende a atenção, tem muitas cenas de sexo desnecessárias, o final também é sem sentido. Não entendo como o site deu 4,5 de nota para uma obra nada a ver... Não recomendo!
O filme é bom ruim é o final que mais parece que não é final, pois do nada o filme acaba, imaginei que pelo menos ele fosse virar costureiro na fábrica que menina trabalha de segurança.
O filme tem um tema interessante entre um sertanejo boiadeiro que tem a sensibilidade de ser estilista e também a mulher frágil que é motorista de caminhão, mas o filme é arrastado, não desenvolve o tema e se torna um tanto quanto monótono, mesmo com a grande atuação do excelente Juliano Cazqrré. Cenas de sexo muito bem feitas e calientes.
Esse filme se encaixa perfeitamente no contexto de uma pornochanchada moderna.
Filme sem roteiro algum, cheio de barrigas, personagens sem falas e diálogos produtivos.
História totalmente estagnada e que acaba sem explicação alguma em uma cena fortuita.
Por falar de cenas, meu Deus esse filme é um festival de cenas gratuitas e longas. Pra começar temos o início que é pífio e que demora ao menos minutos pra mostrar que o cara é um vaqueiro, e do meio pro fim o filme vira uma espécie de brasileirinhas da Rouanet. Cenas longas de banhos coletivos com vários caras lavando a rola, cena de uma personagem se depilando, cena de masturbação de um cavalo, cena de um balé entre um cara e um cavalo (SEM CONTEXTO ALGUM), cena de um cara fazendo sexo oral em uma guria e pra fechar com chave de merda... Cena do principal comendo uma mulher grávida, coisa de uns 5 minutos. Todas longas e desnecessárias sem acréscimo algum pra história (que não existe) já que o filme termina pro cara assobiando para o gado.
Namoral essa porra é um deboche com o público BR. Nosso cinema tá falido.
Apesar de um roteiro simplório.., o filme é um retrato fiel do interior do nordeste! , a cultura , a forma como vivem , a simplicidade .., mais ao mesmo tempo tem momentos poéticos e lúdicos .., a menina Cacá rouba a cena com sua carência , o vaqueiro que costura., a mulher que dirige o caminhão. a solidão da estrada.., .o filme é muito a autobiografia de um povo , de uma região, mas sem o machismo que tanto impera por lá..e tudo de forma bem natural, sem levantar bandeiras. Boa trilha sonora , boa fotografia., bom elenco , destaque para Alyne Santana , como Cacá , o filme fala sobre quebras de paradigmas, de preconceitos , até nas intensas cenas de sexo.., um filme bruto! mas ao mesmo tempo sensível.
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