Boi Neon
Média
3,5
144 notas

27 Críticas do usuário

5
1 crítica
4
5 críticas
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6 críticas
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Ricardo L.
Ricardo L.

63.294 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 3 de novembro de 2022
Bom filme nacional com bons diálogos e um elenco bem instruído por uma direção boa, apesar de algumas decisões de desenvolvimento errada, mesmo assim vale a experiência.
Crismika
Crismika

1.192 seguidores 510 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 14 de maio de 2021
O filme tem um tema interessante entre um sertanejo boiadeiro que tem a sensibilidade de ser estilista e também a mulher frágil que é motorista de caminhão, mas o filme é arrastado, não desenvolve o tema e se torna um tanto quanto monótono, mesmo com a grande atuação do excelente Juliano Cazqrré. Cenas de sexo muito bem feitas e calientes.
Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

1.008 seguidores 1.229 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 1 de dezembro de 2024
Boi Neon (2015), dirigido por Gabriel Mascaro, é uma obra cinematográfica que mistura sensualidade, brutalidade e poesia. O filme retrata a vida de Iremar (Juliano Cazarré), um vaqueiro do Nordeste brasileiro que trabalha em vaquejadas, um esporte tradicional de rodeio, enquanto nutre o desejo de se tornar estilista. A trama se desvia da expectativa de um drama sobre vaqueiros para se tornar uma reflexão sobre masculinidade, identidade e transformação social.

O longa, que foi aclamado no circuito internacional, incluindo o Festival de Veneza, onde recebeu o Prêmio do Júri na seção Horizontes, é visualmente impressionante. A cinematografia de Diego García captura com precisão a áspera paisagem nordestina, com um olhar que equilibra o físico com o poético. O ambiente é retratado de maneira visceral, e o filme explora o corpo de uma forma tão crua quanto transformadora.

Em termos de temas, Boi Neon toca em questões de desejo e aspiração de maneira metafórica e sensual. A ideia de Iremar sonhando com a moda enquanto trabalha com os bois cria uma desconexão entre o homem e o meio em que vive, algo que reforça os dilemas de identidade e classe. A presença de Maeve Jinkings como Galega, uma mulher complexa que mistura sensualidade com realidade cotidiana, também traz um equilíbrio no elenco.

No entanto, o filme não se encaixa facilmente em um gênero específico. Ele não se concentra apenas no aspecto físico das vaquejadas, mas se arrisca em explorar camadas mais profundas do ser humano, suas vulnerabilidades e sonhos. Apesar disso, a lentidão de certos momentos pode afastar alguns espectadores que buscam uma narrativa mais direta.

Boi Neon é uma meditação visualmente rica sobre as tensões da masculinidade, as aspirações artísticas e o sofrimento silencioso que permeia a vida no campo. A direção de Mascaro e a performance de Cazarré fazem do filme um estudo cinematográfico fascinante, ainda que desafiador. Ele pode não agradar a todos, mas oferece uma experiência única, feita para aqueles que buscam profundidade no drama contemporâneo.

A obra é recomendada para quem aprecia filmes que desafiem a norma e busquem representar a realidade de uma maneira menos convencional.
Cid V
Cid V

271 seguidores 668 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 2 de agosto de 2021
Iremar (Cazarré) é um ajudante de vaquejadas, que cuida para que os bois entrem no perfil correto na arena. Galega (Jinkings) uma mãe solteira que cuida de uma menina, Cacá (Santana), que se recusa à morar com a avó. Galega dirige caminhão.

Mais em: https://magiadoreal.blogspot.com/2021/08/filme-do-dia-boi-neon-2015-gabriel.html
Mário Sérgio P.Vitor
Mário Sérgio P.Vitor

96 seguidores 138 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 23 de novembro de 2017
Protelei demais para ver BOI NEON (2015). Foi bom, distanciei-me das críticas altamente positivas que o filme recebeu. Em vez do grande filme, é um grande filme chato. Os atores estão excelentes, a fotografia também e a premissa é das mais interessantes: um vaqueiro que sonha em trabalhar no polo de moda do Agreste como estilista. As gratas subversões pululam aqui e ali: o macho que desenha roupas, sua colega de trabalho que é mecânica e motorista, um novo trabalhador que chega ao grupo e mantém aparelho nos dentes por que acha 'massa' e faz chapinha nos longos cabelos, enquanto a motorista orgulha-se de seu cabelo cacheado. Mas, cenas longamente contemplativas e descontinuidade entre elas mostram o quão carente o cinema brasileiro ainda está. Pontos para nossos colegas chilenos e argentinos que continuam fazendo filmes vibrantes, que atingem o espectador de forma abrangente e lucrativa.
Aurelio Cardoso
Aurelio Cardoso

82 seguidores 97 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 24 de fevereiro de 2016
Um road movie que mostra o mundo dos rodeios de vaquejada pelo Nordeste onde um grupo leva os bois para participar dos eventos.
Papéis invertidos, onde um dos que cuidam dos bois gosta de vestir e inventar modelos de vestidos, com o sonho de ser estilista e a mulher que faz o papel de macho dirigindo e consertando o caminhão pelas estradas sem fim e áridas da região Nordeste.
Lento e com planos que se alongam sem fim, poucas questões de conflito, mas que dá uma visão realista daquele mundo onde o silêncio impera e dá uma noção da falta de comunicação entre pessoas que tem um horizonte engessado pela falta de perspectivas.
Dentro do panorama do atual cinema brasileiro onde imperam as comédias rasteiras vale esta visão de um universo inédito nas telas e bem retratado.
Nelson Jr
Nelson Jr

24 seguidores 235 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 19 de março de 2021
Apesar de um roteiro simplório.., o filme é um retrato fiel do interior do nordeste! , a cultura , a forma como vivem , a simplicidade .., mais ao mesmo tempo tem momentos poéticos e  lúdicos ..,  a menina Cacá rouba a cena com sua carência , o vaqueiro que costura., a mulher que dirige o caminhão. a solidão da estrada.., .o filme é muito a autobiografia de um povo , de uma região, mas sem o machismo que tanto impera por lá..e tudo de forma bem natural, sem levantar bandeiras. Boa trilha sonora , boa fotografia.,  bom elenco , destaque para Alyne Santana , como Cacá , o filme fala sobre quebras de paradigmas, de preconceitos , até nas intensas cenas de sexo.., um filme bruto! mas ao mesmo tempo sensível.
emmecarrd
emmecarrd

16 seguidores 43 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 17 de agosto de 2016
Com um enredo que pode ser contado em um trailer de um minuto e meio. O filme não avança, promete e não conta nada. Cenas de nudez desnecessárias, personagens sobrando e conflito inexistente. O cinema nacional precisa crescer e melhorar. É um deboche com o espectador. Tempo perdido. Precisamos de roteirista, porque atores nos temos é até diretores. Mas sem história pra contar não dá.
Bader
Bader

11 seguidores 64 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de janeiro de 2016
Bom filme. A opção por planos longos, sem cortes e quase sem edição, reforma o tom realista e intimista do filme. Apresenta uma realidade pouco conhecida, dos bastidores do trabalho duro das exposições rurais e dos rodeios. Cazarré demonstra seu grande amadurecimento como ator. Cabe destacar a excelente qualidade do som captado no local, o que demonstra a melhoria técnica do cinema nacional.
Xico
Xico

7 seguidores 23 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 15 de janeiro de 2016
O filme realmente trás uma incrível referência ao nordeste, costumes, hábitos e bois! Mas ficou faltando o Neon do Boi. A história do vaqueiro que quer ser estilista não acontece, falta criatividade no desenvolvimento do personagem principal, é mostrado pouquíssimas vezes ele se inspirando ou criando algo na área que deseja, correndo atrás do seu sonho ou até mesmo algum preconceito pelo seu gosto tão diferenciado numa região bastante atrasada que é exibida no filme. Os demais personagens do filme poderiam não estar ali que não fariam falta. Vinicius de Oliveira, por exemplo, está ali para que? Qual a falta que o seu personagem faria? E o mais incrível é o apelo "sensual" do filme, que termina mostrando a comentada cena da "ereção" do vaqueiro, transando com uma mulher grávida (?!) que também não tem função. Saudades de Central do Brasil...
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