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Almanaque Virtual
Bebendo da fonte do clássico “O Processo” de Franz Kafka, inovador e claustrofóbico, o filme transcende o gênero filmes de tribunal ou étnico-religiosos para acertar em cheio a raça humana.
Chicago Sun-Times
Cada cena, corte, fala, performance, cada momento mesmo nesse longa-metragem perfeitamente julgado, sempre transmitindo precisamente o que precisa ser transfimitido de modo a definir seus personagens e levar a história adiante. E, ainda assim, o resultado nunca soa meramente agradável ou eficiente.
New York Times
[O filme tem] pouco dos dramas de tribunal que caracterizam história legais tradicionais. Nada além de dialético, "O Julgamento" se desdobra como um debate sobre o amor, o casamento e os direitos humanos em torno de histórias pessoais e digressões, argumentos e contra-argumentos filosóficos.
The Hollywood Reporter
Nas mãos dos codiretores irmão e irmã Ronit Elkabetz (que também coestrela) e Shlomi Elkabetz, essa [história sobre uma] brecha legal patriarcal se torna uma nascente de drama densamente rico, contado com rigor e austeridade, mas também humor e criteriosa empatia.
Papo de Cinema
Muito bem construído, com um roteiro de diálogos exemplares, detalhes de figurino que trabalham com um ótimo subtexto e um jogo de câmeras que destaca closes e expressões dos atores, "O Julgamento de Vivivane Amsalem" é claustrofóbico...
Critikat.com
Graças ao elenco, "O Julgamento de Viviane Amsalem" transcende sua estrutura quase teatral e comove pela capacidade a tornar real o sofrimento dos personagens. No papel principal, Ronit Elkabetz está magistral: digna, ferida mas combatente, ela faz de Viviane uma verdadeira heroína da tragédia.
Críticos.Com.Br
...o trunfo dessa produção israelense reside na subversão do cenário usual dos dramas de tribunais, trabalhando com eficiência a claustrofobia de forma interna, palpável no desespero da esposa, já que o elemento externo, a sala dos juízes rabinos, [...] não poderia aparentar ser mais confortável e harmoniosa.
Estado de São Paulo
O que vai se formando de verdade é um ameaçador pano de fundo machista, em que a mulher é refém das vontades do marido. É julgada por homens e, mesmo as mulheres que comparecem como testemunhas, parecem contaminadas pela cultura patriarcal. Belo filme. Duro, incisivo, tocante.
Folha de São Paulo
Não somos desnorteados apenas pelo que a câmera escolhe mostrar. Estamos o tempo todo sem saber como será a próxima cena, qual será o próximo movimento narrativo. Sabemos apenas que a coisa beira o surreal.
Rubens Ewald
Num cenário despido de uma sala de audiências, tudo muito cru e direto, participamos da discussão, da querela e da decisão. Meias verdades, injustiças, o filme é direto, sem tempos fortes, ou qualquer romantismo. E talvez por isso mesmo ainda mais tocante.
Télérama
Durante quase duas horas - e cinco anos na vida dos personagens! - os cineastas se fecham no espaço do tribunal e da sala de espera. Este dispositivo cria uma verdadeira linguagem visual: percebe-se, quase fisicamente, os muros da sociedade machista, sufocada por leis arcaicas.
Variety
Um filme habilmente escrito e brilhantemente interpretado. [...] Inteiramente ambientado num tribunal e criteriosamente alternante entre o drama mordaz e a comédia ácida.
CineClick
Apesar de ser cansativo em algumas partes, "O Julgamento de Viviane Amsalem" se apresenta como uma boa obra humanista, que desperta o debate de assuntos delicados e pertinentes.
Cineweb
A câmera fechada no rosto de Viviane é um grande acerto para revelar tanto o sofrimento quanto a grandeza da vontade desta mulher – que faz de sua persistência uma arma incontornável neste tribunal em que a chantagem moralista e machista está perfeitamente à vontade, acomodada em séculos de história.