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Cada revista ou jornal tem seu próprio sistema de avaliação, que será adaptado ao sistema AdoroCinema, de 0.5 a 5 estrelas.
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Quarto Ato
Com um tom brilhantemente sarcástico, Sorretino esconde suas críticas à tal da juventude incompreensível [...] o diretor sabe balancear as emoções; o protagonista Fred Ballinger pode parecer em um primeiro momento, mas descobrimos de maneira corajosa que ele não é um homem simplesmente “apático”.
Rubens Ewald
Não adianta enganar: não é um filme indicado para os adolescentes ou muito jovens, nem aqueles que não tem uma percepção mais aguçada do cinema europeu, com sua narrativa mais lenta, seus planos mais poéticos, suas imagens alegóricas [...] nem ao menos para o espectador casual. É uma obra de arte...
Chicago Sun-Times
[...] este "A Juventude", de Pablo Sorrentino, se passa, de fato, na Terra, e seus personagens esbanjam vida. Alguns, é claro, mais do que os outros.
O Globo
Sorrentino conta suas histórias com belíssimas imagens, misturando o clássico com o contemporâneo. Se o italiano Federico Fellini resolvesse largar o cinema para ganhar dinheiro com publicidade, esse personagem improvável seria Sorrentino.
Omelete
Fred e Mick são dois lados do que parece ser um debate interno e bem resolvido do cineasta. Seus personagens questionam a idade, a proximidade da morte e o tempo, com reverência e aceitação, ainda que cheios de saudosismo.
Screen International
O estilo extravagante e irônico das óperas cinematográficas de Paolo Sorrentino atinge novos patamares de bom gosto, beleza e magnificência em "A Juventude"...
The Hollywood Reporter
[...] "A Juventude" será, para alguns, totalmente intoxicante na forma como ele trabalha sua imensa riqueza visual, a intensidade musical, a precisão das atuações [...]É como um grande tratamento de spa para os cansados do cinema de sempre.
The Playlist
"A Juventude", comédia dramática mais recente e mais atraente do diretor, oferece um excesso espetacular de narrativa extravagante e piadas visuais excepcionais espalhadas em praticamente todas as cenas.
Télérama
Sorrentino observa seus heróis com o prazer de um manipulador, um entomologista, um mágico. Ele transformaça seus personagens nas peças de um quebra-cabeça invisível que ele monta aos poucos.
Variety
Filmado em Inglês, com as belas atuações de Michael Caine e Harvey Keitel trazendo vida e profundidade para os seus papéis [...] tem potencial para ser o maior sucesso da carreira de Paolo.
Cineweb
Sorrentino não tem medo da estilização nem do artifício – e nisso ele segue as pegadas de seu mestre assumido, Federico Fellini. Sorrentino não é Fellini, mas tem suas qualidades. Cria suas histórias com apego pela escritura, diálogos de efeito, grandes atores e um apuro visual extraordinário.
Papo de Cinema
"A Juventude" aborda temas de interesse universal, tais como finitude, relacionamentos, frustrações e, ainda, especificidades, como a notoriedade. [...] A exuberância visual, pela qual o cineasta aspira à grandeza, soa um tanto estéril em "A Juventude".
Almanaque Virtual
Cada fotograma de puro esmero visual e técnico parece primar pela plasticidade absoluta, como se revisse o conceito dos filósofos gregos de que a beleza é verdade e a verdade é beleza. Tudo é belo…De uma forma que quase começa a incomodar.
Boston Globe
"Um tremendo esforço para um resultado modesto" [...] Há uma graciosidade na visão que o diretor Paolo Sorrentino tem sobre as interações humanas que faz com que as menores cenas sejam mais impactantes que as grandes cenas cheias de personagens; no mundo dele, a redenção vem de onde menos se espera.
Cineplayers
"A Juventude" sofre, sim, de uma obsessão de querer parecer importante, de ditar regras e frases feitas, de explicar os grandes segredos da humanidade, enfim, de tentar ser mais profundo do que realmente é. Tivesse focado apenas no cinema, o resultado certamente seria mais satisfatório. Às vezes, menos é mais.
Folha de São Paulo
Um dos aspectos que desequilibram o filme é o pouco interesse do personagem de Keitel, na maior parte do tempo apenas apoio para o maestro. Mesmo o fora que leva de sua estrela favorita, Brenda Morel (Jane Fonda), não tem rendimento dramático.
New York Times
[o tema do filme] é universal, em vez de vinculado a quaisquer fatos particulares de geografia e história. É um filme sobre envelhecimento - algo que acontece com todo mundo.
The Guardian
"A Juventude" possui eloquência e elegância, mas é um prejudicado pelo sentimentalismo e por uma estranha sensação que os dois velhos protagonistas sentem de arrependimento pelo tempo perdido, pelos filmes perdidos, pelos amores perdidos...
Washington Post
O filme é belíssimo, cada cena se parecendo com um verdadeiro sonho. Apesar de isso ser ótimo, no entanto, o roteiro sofre [...] É uma miscelânea de pequenas histórias que lutam para formar uma resolução satisfatória...
Critikat.com
O problema de Sorrentino é sempre o mesmo: as cenas que trazem um olhar crítico à vulgaridade (neste filme, um sonho em forma de paródia de videoclipe) e as supostas agruras da beleza (o pesadelo do compositor, a visão surrealista do diretor) são tão feias umas quanto as outras.
Estado de São Paulo
Sorrentino faz filmes para os olhos, com imagens belíssimas, sons deslumbrantes. Mas Sorrentino virou um gênero. É reiterativo. Cada cena vem sublinhar a anterior. Depois de uma hora na tela, a impressão é de que "A Juventude" ainda não começou. Quase duas horas depois, não termina nunca.
Folha de São Paulo
O problema de "A Juventude" é o mesmo que transformou "A Grande Beleza" em um grande filme: a extravagância barroca do cineasta, que desvia muitas vezes da discussão sobre decadência mental e física e acaba atropelando o lado emocional do filme.
O Globo
O filme não passa de uma “grande beleza do vazio”: cada suave movimento de câmera, cada enquadramento, tudo é cuidadosamente pensado para exalar beleza, mas soa gratuito e artificial. Grandes atores como Caine e Keitel parecem recitar suas falas sem acreditar no que estão dizendo...