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Lúcio T.
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5,0
Enviada em 18 de março de 2017
Temos certeza de 3 coisas nesta vida: nascemos, crescemos (às vezes por pouco tempo) e morremos. Não pedimos para nascer (e tampouco escolhemos nossos nomes) e sabemos que um dia iremos morrer, como é que é isso sim é uma incógnita. Mas o verdadeiro mistério é o que acontecerá entre um e outro. Quais coisas serão vivenciadas entre o nascer e partir? Mais uma vez, escolhas..... E tais escolhas é que te farão refletir ao chegar na terceira idade. Seria o tamanho sucesso por um dom seu e tamanha dedicação ao trabalho que lhe traria felicidade? À qual custo? Seria o simples fato de viver, sem grandes realizações? Mas quanto se foi deixado de lado por não ter aproveitado seu potencial? .....".....Viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar, a beleza de ser um eterno aprendiz...eu sei, que a vida devia ser bem melhor e será, mas isso não impede que eu repita: É BONITA, É BONITA E É BONITA!....." E assim é a vida, como uma música com altos e baixos, uma verdadeira sinfonia com uma platéia enorme, observando cada passo, cada movimento, cada composição de quem você é ao longos dos anos e, o grande maestro, é você! E assim é conduzido esta obra-prima da sétima arte nas mãos do diretor Paolo Sorrentino que também escreveu o roteiro. Que belo! Que espetáculo! O drama, a comédia inteligente, a atuação, as cenas, os diálogos, as músicas, TUDO magistralmente dirigido por Sorrentino. Uma arte a ser apreciada com calma e paixão. Sorrentino não apenas encanta, como emociona, faz refletir em uma história que mescla em te fazer chorar ou te fazer rir. Só pela Fotografia do filme já valeria um 10! Incrivelmente fascinante! Desde as deslumbrantes paisagens dos Alpes Suíços até a filmagem de uma bengala com iniciais de uma grande ídolo cravados nela. Luca Bigazzi, responsável por esta categoria, transforma imagens em poesia. Assim como sua Trilha Sonora de David Lang, que encanta seus ouvidos e funciona como lenha para que a "locomotiva" mantenha sua rota. E que perfeccionismo nas atuações de Michael Caine (o eternizado Alfred da trilogia de BATMAN do diretor Christopher Nolan, 2005 - 2008 - 2012), Harvey Keitel (CÃES DE ALUGUEL de 1992), da belíssima Rachel Weisz (A MÚMIA de 1999), Jane Fonda (BARBARELLA de 1968), Paul Dano (OS SUSPEITOS de 2013 - comentários aqui no NP) e da magnífica atriz Madalina Diana Ghenea, que certeza vai arrancar suspiros masculinos..... A trama sobre dois amigos de longa data, que nas "férias", vão para uma espécie de spa, não poderia ser mais gostosa, bonita e verdadeira. Com uma narrativa deveras lenta, mas preciosa em cada detalhe, em cada som, em tudo o que presenciamos neste filme que veio para marcar (e como!). Como tudo está tão perto quando somos jovens e se torna tão distante quando somos idosos. O futuro e o passado, bem representados no presente, não em reprodução, mas nas conversas entre pessoas que estão ali, observando e vivendo enquanto ainda o podem fazer: viver! Pode ser que alguém não goste desta película que me fez ficar aos prantos em seu desfecho musical, mas como uma melodia, há quem agrade, há quem não tem bom gosto...
Bom filme de Paolo Sorrentino ganhou o óscar de melhor filme estrangeiro em 2013 por A grande beleza, já neste filme temos um elenco poderoso, já velhinhos Cane e Keitel em atuações boas!!!!
Outra obra-prima de Paolo Sorrentino. Soa como uma espécie de extensão de "A Grande Beleza" (Oscar de Filme Estrangeiro, brilhante). Mais uma vez, o diretor abusa de sua extraordinária capacidade artística, compondo incrivelmente fotografia, elenco, conteúdo, discursividade suavemente fragmentada e ironia fina constante. Estilo magistral. Uma aula de cinema.
Algumas pessoas alegam usarem certas substâncias, naturais ou sintéticas, para sentirem sensações de prazer que não são comuns do ser humano. Pois eu diria que podemos sentir um grande prazer quando entramos numa sala de cinema e assistimos o longa "A juventude", simplesmente se entregando aos estímulos da fotografia, música, diálogos e todo o ritmo emocionante que esse filme proporciona. A reflexão do filme é profunda sobre passado, futuro, juventude e velhice; uma conclusão deprimente com muita beleza. Tem uma cena que dois personagens discutem sobre a desvalorização do cinema para a televisão,mas certamente essa película não é para assistir na TV, e sim na clássica tela grande.
Mostra o cotidiano de dois velhos amigos (maestro aposentado e diretor de cinema) em um resort de luxo nos alpes suiços. O filme trata sobre temas recorrentes, como os conflitos entre o passado e futuro, vida e morte, juventude e envelhecimento, fidelidade e traição. Há vários momentos surreais, muita nudez, cenas de sexo e belas imagens dos alpes. Com boas atuações e roteiro, o drama foi bem recepcionado pela critica especializada, ganhando inclusive diversos prêmios.
A cinematografia de Paolo Sorrentino consegue consegue em poucas cenas ter grandiosidade. Com elenco espetacular nos alpes suiços a musica è outro ponto fortíssimo deste filme. O melhor do cinema italiano atual.
Bons atores em um SPA para milionários na Suiça. Michael como um Maestro aposentado e Harvey tentando dirigir mais um filme, sendo que ambos na faixa de 80 anos e amigos a 60. As dificuldades da velhice e a valorização da juventude em diálogos afiados e interessantes.
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