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Fabrício Madureira
6 seguidores
55 críticas
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3,0
Enviada em 5 de março de 2018
Filme estilo sessão da tarde. Um pouco parado, arrastado, sem grandes surpresas. Não é filme para arrepender de ter assistido, mas também não é nenhuma obra prima.
Jennifer Aniston protagoniza este interessante drama. Ela é boa atriz. Mas não é ótima, como deveria ser pra carregar uma protagonista densa e intensa. Vale a pena ver? até que sim, mas com a ressalva de que Jennifer produziu o filme. Ou seja, em vez de escolher uma atriz melhor, elencou ela mesma. Parece a velha tentativa de atores americanos de comédia, que em algum momento querem ser levados a sério.
Sinceramente não entendi a mensagem do filme, se é que houve uma... O filme é um saco, sem pé nem cabeça, acho que merecia um roteiro mais harmônico. Não achei brilhante o trabalho da Jennifer Aniston, porém ela se salvou com louvor desta chatice de filme. Foi bom saber que ela pode atuar em grande estilo.
Jennifer Aniston superou todas as minhas expectativas sobre sua atuação neste filme que é realmente bom. Um drama que vale a pena assistir, não é previsível como muitos, é simples, mas envolvente.
spoiler: Cake mostra o luto de uma mãe (Claire Simmons) após sofrer um acidente automobilístico, com a morte de seu filho e sequelas físicas (dores e algum problema de locomoção).
Primeiro cumpre observar que a personagem principal é uma rica advogada e que seu ex marido exerce importante atividade para o governo americano, o que delimita bem quem tem o direito de sofrer. Talvez pensar na mesma personagem pobre e negra tornaria o filme completamente diferente.
A empregada doméstica da casa da personagem principal possui grande importância para o filme de duas maneiras: primeiro porque é um grande exemplo de amizade que não desiste de Claire, apesar da profunda depressão e de algumas crises mostradas no filme, pois é agradável esse tipo de cena, desejei muito enquanto assistia ao filme que sua postura de amiga não mudasse; e também é importante, mas aqui negativamente, pois carrega a imagem de que o dinheiro não é importante. Como assim? Basta lembrar da cena da filha da doméstica dizendo para ela que Claire pagava um salário horrível, e também mais para frente quando a própria doméstica diz, em uma briga com Claire, que seu salário era péssimo. O filme aqui não progride no assunto, para nesse ponto e dá a impressão de que essa não é uma discussão importante, que bastaria mostrar a fiel e mal paga doméstica, sem vida própria e que deve ser o sonho de todos os ricos, alguém que se importa mais com o sofrimento de Claire que com o dela mesma. Outra questão se passa quando Claire e a doméstica vão ao México comprar remédios ilegais, no momento em que a doméstica encontra duas antigas amigas e Claire "inverte" os papéis, fazendo-as acreditar que Claire era a empregada e que a doméstica era a patroa, pois bastaria ao campo da imagem uma melhor condição, ignorando a questão do mau salário (será que exagerei na interpretação?).
As dores físicas de Claire são outro elemento do filme, elas demonstram no corpo as dores do luto, pois são frequentes as cenas em que ela tem dificuldades para realizar movimentos simples, fazendo-nos sentir a angústia e a prisão da personagem.
Por fim, é um bom filme que relata a recuperação sofrida de uma mãe que perdeu seu filho, a alegria de ter uma pessoa que não desistiu dela (a doméstica) apesar de tudo. Estou aqui pensando no título do filme: qual a razão para viver que a Claire encontrou durante o filme? Seriam as pessoas que não desistiram dela?
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