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Adriano Côrtes Santos
1.010 seguidores
1.229 críticas
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4,5
Enviada em 30 de novembro de 2024
O Jantar (1998), dirigido por Ettore Scola, é uma comédia dramática ambientada em um restaurante romano, onde os clientes, de diferentes origens e idades, revelam seus dilemas pessoais ao longo de uma noite. A narrativa se desenrola de forma fluida, com a câmera se movendo entre as mesas, a cozinha e os bastidores, enquanto observamos interações que variam de tensas a cômicas, criando um mosaico rico e humanista de experiências humanas.
O elenco, que inclui Fanny Ardant, Stefania Sandrelli e Vittorio Gassman, traz performances naturais e carismáticas que capturam as complexidades das relações humanas. A direção de Scola, combinada com a cinematografia de Franco Di Giacomo e a trilha sonora de Armando Trovajoli, cria uma atmosfera envolvente e intimista. É um filme que convida o espectador a refletir sobre as interconexões entre os personagens, muitas vezes reveladas em diálogos sutis e significativos.
Embora o filme seja considerado um pouco longo, sua abordagem detalhista é elogiada por transmitir autenticidade e uma sensação de nostalgia. Para quem aprecia o cinema italiano e histórias sobre a condição humana, "O Jantar" é um banquete cinematográfico memorável.
um tanto longo! mas imperdível! o filme é interessantíssimo, italianíssimo! é delicioso fazer parte dos conflitos nas mesas do restaurante, no fim do filme vc sente vontade de ir pra Itália!
Um belo filme, que impressiona pela ousadia de Ettore Scola. "O jantar" começa devagar, como quem não quer nada, e quando você se dá conta já conhece a história de pelo menos uns 10 clientes do restaurante comandado pela personagem de Fanny Ardant. E cada vez mais vai se envolvendo com eles, à medida que também nota eles se envolvendo entre si. Definitivamente, um belo filme que merece ser apreciado por todos aqueles que gostam do bom cinema italiano. P.S.: Vale destacar também a inclusão precisa e certeira de cenas de videogame no filme, já perto de seu final. Bem que Ettore Scola poderia ensinar a Danny Boyle ("A praia") a como fazer este tipo de inserção sem que tudo pareça ridículo e absurdo.
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