Joy: O Nome do Sucesso
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4,0
868 notas

59 Críticas do usuário

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Alan David
Alan David

17.183 seguidores 685 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 31 de janeiro de 2016
Atuação boa de Jennifer Lawrence, mas em uma personagem mais comedida, que passa o filme todo na tentativa e erro até conseguir o tão sucesso.
Luiz C.
Luiz C.

49 seguidores 36 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 30 de janeiro de 2016
É de um esfregão que você precisa...

Quando você era criança, você tinha a mania de inventar coisas? Fazia daquele mundo de fantasia doce da infância uma imaginação inspiradora para o seu futuro? A maioria das crianças é assim, sonha assim, e só poucas delas levam esse estímulo para a fase adulta. Eu, quando pequeno, tinha uma imaginação pra lá de fértil. Aos 10 anos, fazia um jornalzinho e vendia de porta em porta na minha cidade, me achando o editor/jornaleiro. Minha irmã mais velha, Ana Paula, conta toda prosa que tinha um amigo imaginário, que lhe ajudava nas brincadeiras e criações. E minha sobrinha mais nova, Isabela, de 4 anos, capricorniana como ela só, se mostra a cópia idêntica dessa minha irmã, e é nítido como ela tem um mundo fantástico dentro de sua cabecinha... Isso é lindo, puro, verdadeiro, e deve ser pra sempre estimulado.

A personagem principal de “Joy – O Nome do Sucesso”, vivida pela queridinha de Hollywood Jennifer Lawrence – incrivelmente indicada pela quarta vez ao Oscar deste ano - era assim também: sonhadora, desde pequena fazia invenções e acreditava que todos os seus desenhos, montagens e ideias iriam se tornar realidade um dia. A avó dela, vivida pela atriz Diane Ladd, sempre foi a sua maior incentivadora numa família em que o caos reina por completo em sua fase adulta – tudo levando a crer que esse sucesso nunca chegaria. A mãe (Virginia Madsen) vive num conto de fadas e, isolada no quarto, assiste o tempo todo a novelas dramáticas que mais se parecem com a sua vida. O ex-marido (Édgar Ramírez) não seguiu seu rumo e continua morando no porão da casa dela, assim como o pai (Robert de Niro), outro desquitado, que também vai viver no porão e brigar infinitamente com o ex-genro, trazendo ainda mais baderna à cansativa rotina da batalhadora heroína. Aquele mundo de sonhos da infância se perdeu no horizonte como o sol que se põe longínquo e inalcançável. Mas, assim como esse espetáculo da natureza, a ideias insistem em voltar diariamente, na busca incessante por uma saída para aquele transtorno sem fim.

Joy, enfim, consegue levar adiante a invenção de um esfregão mágico e inovador, mas, assim como qualquer caminho persistente de sucesso, ainda há de aparecer muito sofrimento e espinhos no filme do diretor David O. Russell – que já tinha dirigido Lawrence e Bradley Cooper (também no elenco do filme) em “O Lado Bom da Vida” (2012) e “Trapaça” (2013). Mas Joy não desiste. Mesmo quase pirando com dívidas e problemas familiares que se multiplicam com o passar dos dias e dos anos, ela insiste como quem só tem um caminho a trilhar, o que nada se parece com o conformismo ou o comodismo.

Falando nisso, em um certo momento do filme, a avó narradora faz uma reflexão: às vezes, sem rumo ou por acomodação, nos escondemos dos outros, do mundo de uma forma geral, mas esquecemos que, dessa forma, estamos é nos escondendo de nós mesmos. Dentre tantas dificuldades, era mais fácil para Joy se enfiar em seu casulo e esperar o fim do poço chegar traiçoeiro e devastador. Mas não. Assim como você, ela não tem esse perfil. Não precisa nem ir até o final do filme pra saber que ela se tornou uma das empresárias mais bem-sucedidas da história dos Estados Unidos. Você, assim como eu, também pode chegar no alto da colina. Os sonhos estão aí para serem alimentados, galgados, construídos... Se a vontade de ir pro casulo aparecer, lembre que Joy enriqueceu com um esfregão. Às vezes, é mesmo de um esfregão que você precisa pra sair dessa inércia e solidão.
Nathan M. Santos
Nathan M. Santos

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3,5
Enviada em 27 de janeiro de 2016
O American Way of Life sempre foi mostrado no cinema como "um mundo perfeito". A grande superpotência global, recheada de patriotismo e sonhos surreais que se tornam realidade na Terra das Oportunidades. Em Joy vivenciamos o quão fantasioso mas - mesmo que raramente - possível de ser alcançado é esse estilo de vida!
O mundo é de quem age, ao invés de apenas sonhar. Talvez seja o que mais escutamos durante a vida, principalmente durante a adolescência. O caso de Joy é justamente o contrário. Numa família em completa crise existencial, apenas uma pessoa é capaz de incentivar os sonhos da protagonista. Digamos que seja muito fácil encontrar esse tipo de pessoa em nossas famílias, e, como no filme, é a avó. O mundo pode ser movido por atitudes, mas com certeza é projetado por sonhos e, no dia em que o ser humano parar de sonhar, será o dia em que perderemos o sentido da vida.
O enredo do filme inicialmente remete aos últimos dois trabalhos de George O. Russel (Trapaça e principalmente O Lado Bom da Vida). Uma família de classe média baixa de Boston, pessoas sonhadoras, excêntricas e desequilibradas, diga-se de passagem. Um ambiente caótico de vida em um enredo tão sofrido, que faz o Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças parecer uma comédia de fim de noite. O que esperar de um filme baseado em fatos reais? A realidade! Pode muitas vezes ser deturpada durante seus 124 minutos de produção, mas de fato, retrata o quanto o Sonho Americano é cruel com seus próprios cidadãos e a vida, ainda pior.
Nada mais digno do que mais uma indicação ao OSCAR para Jennifer Lawrence. Não só de beleza viverá Jennifer, mas também de uma atuação tão comovente que coloca muita Meryl Streep em pé de igualdade. Como ser cômica e dramática, independente e frágil ao mesmo tempo? Jennifer Lawrence nos brinda com uma performance devastadora que nos coloca em total empatia - sentimos na boca o amargo que Joy Mangano sofre tentando vender sua invenção e salvar a casa e a família da miséria em que viviam.
Robert De Niro não é simplesmente uma ator. É um ícone. Um mito da sétima arte. Ele não encarna o personagem, é ao contrário. Se tem De Niro, tem performance. No Dólar do cinema seria escrito "In De Niro We Trust". Uma pena ele não mostrar nada de novo aqui. Em Joy ele não teve um mal desempenho, apenas teve o mesmo desempenho do Sr. Pat Solatano em O Lado Bom da Vida - a grande diferença é que, mesmo sendo um perturbado impulsivo (T.O.C. não perdoa ninguem) Solatano teria mil vezes mais carisma e simpatia do que o desequilibrado e odiável Rudy Mangano. Como já dito, não foi ruim, mas não foi nada memorável.
Bradley Cooper pode ser o "rockstar" dos holofotes de todos os filmes em que atua, mas dessa vez o personagem secundário de Édgar Ramirez como Tony Miranne é quem tomou as frentes. Ambos trabalharam competentemente, mas foi Ramirez o coadjuvante memorável do filme.
Finalizado o filme, Joy nos ensina a melhor (e talvez mais repetida) mensagem de vida: não importa o quanto demore, ou o preço que custe, com a sua persistência você vai conseguir!
Vale a pena conferir... alias DEVE ser assistido! Talvez não em uma tela de cinema, mas no conforto da sua casa. Sem dúvida a mensagem vai te alcançar e, para os mais sensíveis à Sétima Arte, podem até correr algumas lágrimas do meio até o fim. Pode não ser um dos melhores da equipe Russel/Lawrence/Cooper/De Niro, mas é um filme que edifica a quem se entrega a sua proposta.
Neto S.
Neto S.

30.587 seguidores 773 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 26 de janeiro de 2016
Criativa desde a infância, Joy Mangano (Jennifer Lawrence) entrou na vida adulta conciliando a jornada de mãe solteira com a de inventora e tanto fez que tornou-se uma das empreendedoras de maior sucesso dos Estados Unidos.Legal,eu esperava filme melhor, mais mesmo assim ta longe de ser ruim,filme tem excelente elenco, Jennifer Lawrence faz um atuaçao boa, so que a atuaçao dela esta longe dos outros filme, por isso eu acho que ela nao merecia indicaçao para o oscar,mais recomendo , filme tem uma otima historia. Nota 7.5
Nelio M.
Nelio M.

22 seguidores 82 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 26 de janeiro de 2016
Sejamos francos?! Recebeu a indicação que merecia Melhor atriz, Jennifer Lawrence conseguiu trazer a vida a personagem, conseguiu me sensibilizar com a personagem e por tudo o que ela passou, mas o roteiro não foi empolgante, algumas partes ficaram bem "bagunçadas" e mal explicadas, a parte irônica daquela "família confusa" ficou esquisita na história toda, foi desnecessário e foi uma das coisas o que cortou o brilho do filme ... Ele me lembrou muito o Erin Brockovich - Uma Mulher de Talento, uma mulher que provou o seu ponto de vista para todos, calou muitas bocas e fez a diferença na vida de muitas pessoas. Joy segue essa linha, é um filme inspirador, que mostra que você não deve abaixar sua cabeça e que deve acreditar em si mesmo e principalmente o exemplo que ela da por ser mulher e isso é o incrível da história
aleperes
aleperes

2 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 25 de janeiro de 2016
Filme bonzinho mas nao achei que valesse o cinema
poderia ter assistido na tv posteriormente
muito menos para concorrer ao oscar
Filme nota 7,5... 8,0
Juarez Vilaca
Juarez Vilaca

2.918 seguidores 393 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 24 de janeiro de 2016
O filme não é grandioso. É mais um drama satírico do que uma comédia. Mostra a realidade de uma família disfuncional americana. Uma salada, com mistura de ex-maridos, imigrantes latinos e as dificuldades do convívio deles em uma casa, onde a mulher que deveria tomar conta é viciada em telenovelas e nada faz, a não ser ficar em frente ao uma tv e esquecer o mundo. Joy é sua filha.

Os filmes biográficos de pessoas que deram certo tem esse lado negativo, não há surpresa no final, apesar dos pesares e de todo o sofrimento no caminho.

O filme foi bem dirigido e o elenco é de primeira, destacando-se Jennifer Lawrence, como Joy Mangano; Robert De Niro, como Rudy (o pai); Bradley Cooper, como Neil Walker, num papel secundário, como o amigo que lhe dá a mão; Edgar Ramírez, Tony ex-marido, e companheiro.

Jennifer se sai bem nesse papel desafiador, da personagem Joy, mas não vejo motivo para o Oscar. Ainda sou mais Charlize Theron, como Furiosa em Mad Max, a estrada da fúria, não indicado. Vale a pena assistir e ver esse outro lado do badalado way of life americano
Lucas C.
Lucas C.

5 seguidores 19 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 22 de abril de 2016
O filme é legal, mas nada demais. Faltou grandes momentos pra emocionar o público, faltou alguma coisa, uma cena talvez, pro filme ser melhor. No quesito atuação o filme está bom, mas nada demais. Jennifer Lawrence está boa, mas em outros papéis ela teve momentos mais interessantes, mas mesmo assim ela consegue levar a personagem com maestria, se o filme não tivesse a Jennifer Lawrence, seria um desastre total. A história da gata borralheira é boa, tem hora que dá uma raiva pois sempre vemos a Joy sofrer e torcemos pra ela vencer, ai vem um momento de glória e outro de derrota. Joy é forte e persistente, graças a esse esforço ela chegou onde chegou. Esse projeto é ambicioso, ele é daqueles que na cabeça é perfeito mas quando é feito falta muitas coisas pra isso acontecer, é bom que o próximo projeto do David O. Russel seja muito bom, se esse filme fosse de um diretor iniciante seria entendível, tem talento na direção, tem ambição, mas todo mundo esperava mais do diretor, ele é experiente, não devia deixar passar tantos erros. O final é demais, um digno final de um grande filme para um filme mediano, o talento do David O. Russel está ali, pena que esse talento não percorreu durante todo o filme.
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