Alice Howland (Julianne Moore), uma bem casada mãe de três filhos adultos, é uma renomada professora de linguística, que começa a esquecer as palavras. Ao receber um diagnóstico devastador de Mal de Alzheimer, Alice e sua família terão que enfrentar os efeitos dessa doença. Com o decorrer do filme nos sensibilizamos com o drama da personagem e e nos entristecemos ao testemunhar que lembranças acumuladas durante toda uma vida, o que é o bem mais precioso de uma pessoa, e lhe garante a sua identidade. Com a progressão da doença tudo isso está sendo levado embora. Obrigando-a a aprender a "arte de perder". Conforme os versos da poetisa Elizabeth Bishop: "A arte de perder não é nenhum mistério/ Tantas coisas contêm em si o acidente/ de perdê-las, que perder não é nada sério". Um filme sensível e tocante.
Julianne Moore carrega nas costas filme simplório com sua personagem medindo esforços desiguais em contornar um avançado Mal de Alzheimer e, sobretudo, lembrar-se de sua família.
As vezes algumas produções me intimidam, fazendo com que eu demore para assisti-los. Esse é um deles. Os diretores, conscientes da sua história, tomam a decisão mais acertada do filme, deixar que ele seja guiado pela interpretação cheia de força e nuances da atriz Julianne Moore e não a mal nenhum nisso. Ela é grandiosa nos pequenos detalhes, em compor uma mulher atual que sofre precocemente do mal de Alzheimer. Tem ainda no elenco, Alec Baldwin como seu esposo e Kristen Stewart, sua filha caçula. É um filme que mexe com as emoções durante e pós termino. Curiosidade. Julianne Moore levou a estatueta dourada com essa interpretação. Já tinha sido indicado outras quatro vezes por, As Horas, Longe do Paraíso, Fim de Caso e Boogie Nights. Nota do público: 7.5 (IMDB) Nota dos críticos: 88%(Rotten Tomatoes) Bilheterias EUA - $18 milhões Mundo - $43 milhões Acesse o blog 365filmesem365dias.com.br para ler sobre outros filmes.
Para Sempre Alice é um filme muito bom. Apesar de ser um assunto que já foi visto em outros filmes (Alzheimer), neste mostra um ponto diferente, focando muito na relação mãe/filha. Excelente atuação de Julianne Moore (digna de Oscar) e destaque pra Kristen Stewart, que me surpreendeu.
"Para Sempre Alice" não é um filme que prima pelo equilíbrio. Se não é melodramatico o tempo inteiro, infelizmente segue uma especie de padrão visando indicações ao Oscar. Recebeu a única indicação ( e vitória) que mereceu: melhor atriz. E isso porque Julianne Moore soube não abusar de trejeitos e maneirismos. Infelizmente o roteiro não a ajuda, mas uma grande atriz tira esse problema de sua frente e, apesar de ter falas que exageram no pessimismo ( e não realismo ou luta, como a direção tenta nos convencer) ela naturalmente constrói sua Alice que, ironicamente, vai se desconstruindo ao perder o controle de suas memórias, de suas capacidades intelectuais. É aí onde vemos a sutileza de Julianne Moore passar a verdade em que todos nós devíamos refletir: por mais capacitados e auto suficientes que sejamos, um imprevisto pode nos deixar sim, sem nós mesmos. Literalmente sem conexão com oque somos e sem poder para decidirmos, controlarmos nossa vida. Isso Alice nos diz, emblematicamente, numa cena, quando fala em "uma forma de conectar-se consigo mesma. O filme vale pela forma altamente sensivel ( e não melodramática ) com que Julianne Moore dribla os problemas narrativos e nos brinda com sua sempre Alice
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