A Travessia
Média
3,9
441 notas

37 Críticas do usuário

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Alan David
Alan David

17.183 seguidores 685 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 31 de outubro de 2015
Philippe Petit realmente é um cara louco e talentoso para fazer o que fez, mas a sua história recontada nas telonas, foi feita de forma meio lenta e um certo ponto foi só para homenagear o WTC, confesso esperava mais.
Bruno Maschi
Bruno Maschi

444 seguidores 215 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 11 de outubro de 2015
The Walk é um filme super consistente do seu início ao fim, o filme prende e agoniza muito o telespectador, principalmente no ato final. O longa é bem escrito e o elenco impressiona com atuações fantásticas. O ritmo do filme é bom e os diálogos são convincentes. Mesmo sendo muito agoniante é um filme agradável de assistir. Não é perfeito, mas é muito bem feito e dirigido.
João Carlos Correia
João Carlos Correia

19 seguidores 60 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 4 de janeiro de 2018
Qual é a linha que separa a coragem da insanidade? O sonho da insensatez? O desejo da ambição desmedida? São perguntas cujas respostas não são fáceis e elas ficam mais difíceis quando vemos alguém fazer algo que, para a maioria das pessoas, é simplesmente impensável, descabido e, não raro, uma loucura. Atos de grande ousadia costumam provocar essas reações, mas, também, provocam grande admiração e - embora muitos não queiram admitir - uma igualmente grande inveja, pois não são poucos aqueles que gostariam de ter a coragem de realizar algo de tanta audácia.
A Travessia conta a história real de um homem ousado e audacioso: o artista de rua e equilibrista francês Phellippe Petit (interpretado pelo estadunidense Joseph Gordon-Levitt, de (500) Dias Com Ela). Quando criança, Phellippe foi ao circo e ficou fascinado com os equilibristas que se apresentavam lá e começou, por conta própria, a treinar para ele, um dia, também ser um equilibrista, apesar da oposição de seu pai. Phellippe deixa sua casa na pequena cidade onde mora e vai para Paris tentar a sorte como artista de rua. Lá, ele conhece a também artista de rua Annie Allix (a canadense de ascendência francesa Charlotte Le Bon, de Yves Saint Laurent) e ambos se apaixonam.
Phellippe revela a Annie o seu sonho: atravessar as torres gêmeas do World Trade Center, o edifício mais alto do mundo, em Nova York. Começa a se preparar para a grande aventura e vai aos EUA para ver e conhecer o enorme prédio em fase final de construção. Ao voltar, pede orientação a um ex-equilibrista tcheco, Papa Rudy (o inglês Ben Kingsley, de Gandhi), que lhe ensinou técnicas e segredos que, até então, desconhecia. Pede ajuda aos seus amigos e “cúmplices”, o fotógrafo Jean-Louis (o francês Clément Sibony, de O Turista) e o matemático Jean-François (o também francês César Domboy, da série Os Bórgias), que tem medo de altura.
Ao chegarem em Nova York, conhecem Jean-Pierre (James Badge Dale, de Guerra Mundial Z), um francês radicado na cidade e que concorda em ajudá-los, assim como os estadunidenses Albert (o estadunidense Ben Schwartz, de A Entrevista) e Barry (o britânico Steve Valentine, de As Aventuras de Peabody & Sherman). Durante os preparativos, Phellippe machuca seu pé, mas, ainda assim, decide continuar, pois acha que não terá outra oportunidade de realizar a travessia. Enfim, o dia chega e começa a caminhada de uma torre à outra com um grande vazio entre elas...
A Travessia baseia-se na autobiografia de Petit, To Reach The Clouds (Alcançar as Nuvens, em inglês). Em 2008, baseado nesse mesmo livro, foi feito o documentário O Equilibrista (Man On a Wire), que teve a colaboração técnica de Petit, e ganhou o Oscar de Melhor Documetário, o BAFTA (o Oscar britânico) de Melhor Filme Britânico além dos Prêmios do Júri e da Audiência do Festival de Sundance. O diretor estadunidense James Marsh (de A Teoria de Tudo) disse em uma entrevista na época que foi atraído pela história porque a via como um filme de ação. E, pelo o que tudo indica, o também diretor estadunidense Robert Zemeckis (da trilogia De Volta Para o Futuro) teve essa mesma visão.
Já faz muito tempo que Robert Zemeckis deixou de ser um dos “afilhados” de Steven Spielberg (Lincoln). Já tinha feito história no cinema com as aventuras de Marty McFly e Doc Brown, confirmou seu grande talento em Uma Cilada Para Roger Rabbit (1988) e consagrou-se definitivamente com Forrest Gump: O Contador de Histórias (1994). Seus filmes posteriores são o amadurecimento de seus trabalhos anteriores, que fazem dele um dos cineastas mais inventivos do cinema atual.
Em A Travessia, Zemeckis mostra, mais uma vez, esse amadurecimento e inventividade. Seu trabalho de direção está soberbo, seja na direção de atores – é nítido que o elenco está à vontade – seja nas cenas de ação, especialmente no grande momento da travessia. Até esse aguardado acontecimento ocorrer, Zemeckis consegue manter aceso o grande interesse do público – mesmo o filme tendo pouco mais de duas horas ninguém acha cansativo esperar.
A travessia das torres é mesmo o grande momento do filme. Raríssimas películas conseguem manter a respiração em suspenso como esta. O público, literalmente, sua frio enquanto acompanha a façanha do equilibrista. Para se ter uma ideia, mesmo nas cenas de maior tensão, a plateia nem mesmo solta seus famosos gritos de susto nesse tipo de cena, pois, assim como o protagonista, está focada na caminhada no cabo de aço, que parece nunca terminar. E, mesmo sabendo que o francês não caiu, ainda assim, ninguém ousa abrir a boca com medo que o pior aconteça!
Os ótimos efeitos especiais somados à exibição em 3-D em tela Imax reforçam todas essas sensações. Ajudam nessa experiência sensorial a ótima fotografia do polonês Dariusz Wolski (de Exôdo: Deuses e Reis), com belas cenas da “Big Apple” e, em particular, no alto das torres gêmeas, e a igualmente ótima trilha sonora de Alan Silvestri (de Tudo Por Uma Esmeralda), habitual colaborador de Zemeckis.
A reprodução de época, o ano de 1974, está perfeita e reflete o término de duas eras: a da guerra do Vietnã, que entrava em sua fase final (acabou definitivamente em 1975), e o do Movimento Hippie, do qual só havia poucos resquícios. Esse movimento seria substituído pelo Movimento Punk, que surgiria no ano seguinte, na Inglaterra e, depois, se espalharia pelo resto do planeta com uma influência que dura até hoje.
O elenco coadjuvante, além de muito bem escolhido, está com atuações muito boas. O sempre ótimo Ben Kingsley, com seu personagem Papa Rudy, consegue ser tão duro e áspero quanto terno e gentil, sempre com a mesma convicção. A personagem de Charlotte Le Bon, Annie Allix, está discreta, mas isso não que dizer sumida ou insignificante. É aquela discrição firme, de apoio ao seu companheiro. Sem essa discrição e apoio, provavelmente Petit não teria conseguido seu intento.
Quem surpreende agradavelmente é César Domboy. Seu personagem Jean-François tem tanto medo de altura que chega a ser palpável. O pavor dele é o pavor da plateia. Só mesmo um malandro como Phellippe Petit para convencer o jovem e frágil matemático a acompanhá-lo até o topo do World Trade Center. James Badge Dale, Clément Sibony, Ben Schwartz e Steve Valentine tem atuações corretas e precisas e não comprometem.
Afinal, mas não por último, temos Joseph Gordon-Levitt. Sua atuação está magnífica. O restante do elenco pode estar bem, mas o show, sem dúvida, é dele. Ele é a alma do filme. Com a sua personificação de Phillippe Petit narrando sua própria história, Gordon-Levitt consegue uma afinidade imediata com o público, mesmo que por vezes ele pareça convencido e arrogante. Mas, é o chamado “metido simpático”. Como não gostar dele? Para um maior realismo, aprendeu a andar sobre um cabo com o próprio Petit que, assim como em O Equlibrista, foi o consultor técnico do filme. Com exceção do sotaque francês, um pouco forçado, sua performance é sem exageros, firme, segura, digna de um Oscar.
Duas coisas dignas de nota: a primeira é que a narração de Petit é feita na tocha da Estátua da Liberdade, uma das atrações turísticas de Nova York. E isso não foi por acaso. Essa grande estátua foi uma obra de um escultor francês que a fez por encomenda do governo da França que, por sua vez, a deu de presente, no século XVIII, ao então recém-independente EUA, que havia se libertado do julgo da Inglaterra, rival da França. Um simbolismo muito forte.
A segunda coisa digna de nota é o fato de não se mencionar a posterior destruição do World Trade Center. Em O Equilibrista, também não há menção a esse fato. Segundo James Marsh, o ato de Petit, foi “incrivelmente belo” e acrescenta que “seria injusto infectar a história com qualquer menção, discussão ou imagem das torres sendo destruídas”. Robert Zemeckis decidiu seguir essa linha, no que fez bem, pois, de fato, não há necessidade de citar no filme a tragédia dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.
A Travessia é um espetáculo belo e emocionante, de um tipo único, que transmite uma mensagem já vista anteriormente, mas que mantém a sua força: vale a pena acreditar nos sonhos, por mais impossíveis que pareçam. Ao entrar na sala de cinema, os espectadores podem ter a certeza absoluta que irão assistir a um daqueles filmes inesquecíveis, o qual será lembrado mesmo daqui a 100 anos. Posso estar sendo precipitado, mas acredito que temos aqui um forte candidato ao Oscar do próximo ano.
cinetenisverde
cinetenisverde

29.473 seguidores 1.122 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de janeiro de 2017
A liberdade é uma coisa engraçada. Quando a perdemos através do medo, isso cria os mais diversos níveis de negação, fazendo-nos chegar ao cúmulo de aceitar o máximo de segurança pelo mínimo de liberdade, sendo que, ironicamente, acabamos perdendo ambos.
Luís Felipe B.
Luís Felipe B.

9 seguidores 42 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 12 de janeiro de 2016
A Travessia é Simplesmente Um Maior Sucesso Na Nossa Cabeça e Agente se Pergunta Se Petit Vasi Morrer Ou Não, Talvez Possa Ter Sido Melhor O Roteiro Mais Os Efeitos Especiais São de Tirar o Fôlego.
Raphael  B.
Raphael B.

15 seguidores 3 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 16 de outubro de 2015
A Travessia (The Walk)
Direção: Robert Zemeckis
2015
Com: Joseph Gordon-Levitt, Ben Kingsley, Charlotte Le Bom, Clément Sibony, James Badge Dale, Ben Schwartz.
Drama
14 Anos

Em 1974 um equilibrista francês chamado Philippe Petit chamou a atenção do mundo ao atravessar as Torres Gêmeas suspenso em uma corda e com as torres ainda em construção. Não bastasse a ousadia e coragem do feito, toda a preparação foi feita à surdina e Philippe contou com amigos, namorada e de seu mestre, Papa Rudy.
Tudo isso foi contado no documentário O Equilibrista, de 2008, que faturou o Oscar de Melhor Documentário na ocasião.
Mas, como pouca gente assiste a documentários e essa é uma história fantástica demais para ser ignorada, o diretor Robert Zemeckis dirige, escreve e produz um longa metragem de ficção desta mesma história: A Travessia é baseado no livro ‘To Reach the Clouds’, escrito pelo próprio Petit e tomou algumas liberdades poéticas, mas, ao contrário do que se possa imaginar, essas liberdades funcionam, sobretudo porque mesmo com o público sabendo como a história termina, o roteiro coloca, tanto o protagonista como o grupo, em situações que a coisa pode dar errado: por diversas vezes eles passam por situações de perigo e a desistência é constantemente dita.
O filme é narrado em 1ª pessoa pelo próprio Joseph Gordon-Levitt (que está em cima da Estátua da Liberdade enquanto narra) e conta desde sua infância em Paris até sua ação no World Trade Center, mostrando suas primeiras apresentações no centro da cidade-luz, na qual muitas vezes ele se apresentava clandestinamente, o não-apoio de seu pai, sua saída de casa por conta disso, sua amizade com o mestre Papa Rudy, aqui vivido pelo Ben Kingsley e seu início de namoro com Annie, que também era artista de rua e começou a acompanhar Petit em sua trajetória.
Petit teve a idéia de andar sobre uma corda nas Torres Gêmeas após ver um anúncio da construção das mesmas em um dentista, levou meses para arquitetar tudo: viajou para Nova York, se disfarçou de operário, arquiteto, engenheiro, calculou a distância, o tempo, precisava saber como prender as cordas de forma eficiente, enfim, nada poderia dar errado.
O filme acerta em focar no sonho de Petit e para os próximos anos, pode muito bem funcionar como um filme de auto-ajuda, afinal, para seguir com um sonho, uma idéia, às vezes precisamos burlar as regras do sistema e seguir o coração – ao invés de seguir ordens. E se contarmos os artistas mais geniais da história, independentemente da área, todos fizeram isso.
Já fazia um bom tempo que o diretor Robert Zemeckis não tinha um sucesso crítico como este, ele começou sua carreira na década de 80, sendo parceiro de Steven Spielberg, mas logo foi criando independência criativa e seu melhor filme até aqui, que é Forrest Gump (tá bom, um dos dois melhores, estando ali empatado com De Volta Para o Futuro) foi o filme que lhe rendeu o Oscar de Melhor Diretor em 1995 e há sim, muitas semelhanças com os dois filmes, ‘A Travessia’ e ‘Forrest Gump’ embora possa soar exagerada essa comparação, elas existem sim: além da já citada narração em off do próprio protagonista, a infância reprimida, o primeiro amor de forma pura (embora Annie e Jenny tenham psicológicos completamente diferentes), a história se superação e a trilha sonora lírica de Alan Silvestri, que assim como em Forrest Gump, é quase um personagem no filme.
Quem for assistir ao filme em casa, pela internet ou em DVD, vai acompanhar uma grande história, mas o 3D – e o IMAX também – trazem a imersão que o filme necessita com a câmera quase vertiginosa de Zemeckis e assim como em Forrest Gump, mostrando efeitos onde não se nota, como em Petit se equilibrando na corda, o World Trade Center feito por computação gráfica e a boa reconstrução da época. E tudo isso necessita de uma boa profundidade em 3 dimensões, que ‘A Travessia’ faz muito bem.
Nesse cenário, Robert Zemeckis entra na galeria dos grandes cineastas que usaram bem este recurso: recentemente tivemos Ridley Scott em ‘Perdido em Marte’ e também temos Martin Scorsese em ‘A Invenção de Hugo Cabret’, Alfonso Cuarón em ‘Gravidade’, Ang Lee em ‘As Aventuras de Pi’ e James Cameron em ‘Avatar’.
‘A Travessia’ não tem a perfeição de Forrest Gump (o envolvimento familiar ficou enxuto demais no início e ele perde um pouco o ritmo em uma determinada hora), mas foi maravilhoso ver que este cineasta que aprendemos a respeitar e gostar não perdeu a mão de uma boa direção, de trabalhar bem os atores e adaptar uma boa história (que poderia se perder, já que temos a referência do documentário). O público até o perdoa pelas suas animações medianas da década passada.

Nota: 9,0
Dalter L
Dalter L

4 seguidores 36 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 22 de outubro de 2023
Não gosto desse tipo de filme, não tem uma boa história, um objetivo. É só um desocupado fazendo coisa inútil. Ele nada conquistou, e nada ganhamos com isso.
@AssistaNetflix
@AssistaNetflix

5 seguidores 29 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 10 de janeiro de 2019
filme prende você principalmente depois dos 20 primeiros minutos, e se vc começar assistindo ele sabendo que é uma história real, pronto vc fica fascinado. Super recomendo o filme, mas não é um filme que der para assistir duas vezes. #assistanetflixdrama #assistanetflixthriller
Márcio T.
Márcio T.

3 seguidores 19 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 5 de setembro de 2016
O filme consegue te prender e faz com que o espectador consiga imergir nas ações de Pétit. Apesar de caricato, claramente o filme tenta passar a sensação de determinação, luta, sonhar que tudo é possível e espírito de equipe. Causa calafrios, mesmo imaginando o final, a apreensão acontece pela altura e audácia do equilibrista.
Jose Luiz M.
Jose Luiz M.

3 seguidores 5 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 26 de agosto de 2016
Ótimo roteiro, excelente fotografia, bom enredo, grandes atuações. Vale a pena assistir. Recomendado com certeza!
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