O predestinado foi dirigido pelos irmãos Spierig (Peter e Michael) que também escreveram o roteiro. O filme conta a história de um agente temporal, John (Ethan Hawke) irá para a sua última missão ao tentar voltar no tempo e impedir que um criminoso terrorista execute o seu plano: detonar uma bomba e matar mais de 10 mil pessoas. O filme foi baseado num conto de Heinlein All You Zombies, publicado em 1959, que trata sobre viagem no tempo. A direção do filme procurou trabalhar as possibilidades do paradoxo da predestinação e respeitou o máximo a obra original, deixando diálogos inteiros no roteiro (inclusive a ideia futurista, para época da sua publicação, que em 1981 teríamos inventado uma máquina que permitisse a viagem no tempo). Devemos aqui reconhecer a equipe de maquiagem do filme que construiu as cicatrizes e caracterizações de Sarah Snook, que interpretou Jane e que teve uma boa química junto com Hawke. Os dois levaram o filme nas costas. O primeiro ato (longo, mas necessário) inteiro somos apresentados a uma história que Jane conta para John que é um garçom de um boteco dos anos 1960. O segundo ato começa a ocorrer de forma rápida as viagens no tempo e logo entendemos que John é tudo no filme. As surpresas e reviravoltas continuam a acontecer até os momentos finais do filme. Muitas pessoas podem ficar confusas diante dos saltos no tempo, mas a última cena mostrando o nascimento de Jane, Jane criança, adolescente e as demais sequencias já conta o suficiente para quem não entendeu a lógica até aquele momento. A volta no tempo serviu como um grande pano de fundo para mostrar o quanto nos podemos mudar ao longo da vida, e aqui não valor em questão de gênero, mas que as questões humanas no geral se modificam ao longo da vida. O tempo pode curar, inocentar e culpar alguém.
Que filme ruim, sem pé nem cabeça, e chamam isso se paradoxo, durante o filme única coisa que concluí que era um looping infinito, mas muita coisa sem sentido, no final das contas todos eram Jhon, tchutcharia da poha, tem q fumar muita maconha pra criar uma porcaria dessa. spoiler:
Já tinha visto o filme e o revi ontem por conta que entrou na Netflix. Se você gostou de Dark e um enredo com Plot Twist, complicado e com reviravoltas, definitivamente vai gostar desse.
Segue spoiler.
O primeiro plot twist , é que uma mulher que cresceu sozinha num orfanato tem um filho e durante a cesariana descobre-se que ela também tem orgãos genitais masculinos. Por conta de sangramento no parto, ela perde os genitais femininos e o medico consegue reconstruir o orgão masculino pouco desenvolvido para que ela urine como um homem. Com intensivo tratamento hormonal ela vira um homem e tem contagem de esperma normal. Ela era Jane. E virou John. Ela triste e vingativa por ter sido abandona pelo homem que a engravidou confessa a alguém que mataria o desgraçado. Esse alguém é um agente temporal interpretado pelo Ethan Hawk que a faz viajar no tempo, no momento em que ela conheceu o cara. Acontece então que ela na forma de homem é quem conhece ela mesma (na forma de mulher). Ela descobre que o homem que ela odiava era ela mesma. A menina bebê que nasceu é raptada pelo agente temporal que viaja novamente no tempo, e deixa o bebê em um orfatnato. Ou seja, ela engravidou dela mesmo e teve ela mesmo.
Complicado até ai ? Tem mais ...
Posteriormente, Ethan aborda John dizendo, se agora vc consegue entender a você e a sua história , talvez consiga entender a minha, ele diz. Sou um agente temporal e estou a procura de um terrorista que tem explodido coisas e matado muitos ao longo dos anos. Numa dessas viagens ele chega no momento em que o terrorista está plantando uma bomba. Depois de uma luta corporal algo explode e o terrorista é queimado e tem seu rosto desconfigurado pelo fogo. Eis que o terrorista, que era o John , consegue por meio de cirurgias ter ser rosto reconstituído. O John vira Ethan.
Ethan ( que é o próprio John, ou Jane como queira) tem pistas de onde o terrorista vai estar no futuro. Ele se transporta até lá e o encontra em uma lavanderia de costas. Quando ele se vira, o terrorista é o próprio Ethan (ou Jane, ou John, ou a porra do Bolsonaro, sei lá, pq agora já tá brabo de acompanhar essa desgraça)., só que mais velho. Ethan mete uns pipocos no desgraçado e o mata no futuro.
O filme acaba e vc fica se perguntando. É a história de uma cara só. Desde o nascimento , fruto da união dele com ele mesmo, morto por ele mesmo.
É um monólogo Shekespiriano. Ou Darkniano com queiram.
O filme é uma narrativa cíclica, preso num paradoxo temporal. “A cobra sempre vai comer o próprio rabo”. É uma perfeita mistura entre thriller e ficção científica, confesso que o paradoxo e a complexidade do filme me fizeram procurar uma explicação, contudo, mesmo com toda essa complexidade, não me senti perdido, continuei intrigado e depois que entendi por completo, a estória fica melhor ainda. Atuações de todos são impressionantes e o filme trabalha de forma distante o auto amor. Se atente a cada detalhe, pois o excesso de informação pode te atrapalhar!
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