Whiplash - Em Busca da Perfeição
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anônimo
Um visitante
5,0
Enviada em 18 de novembro de 2019
Whiplash é, acima de tudo, um filme sobre amor, não um genérico, mas amor pela arte, sobre a busca infinita(e insana) pela perfeição. Uma obra de arte, simples, mas atual e extremamente tocante. Com um roteiro(quase) perfeito de Damien C., gerando alta expectativa por seu próximo projeto. É uma estória que não se entrega à convenções, tem soluções práticas e naturais para seus entraves, por exemplo: A relação entre o personagem de Miles Teller(em sua melhor fase) e a garota do cinema, de quem sempre gostou, percebendo que esta seria um tipo de obstáculo em suas ambições, a dispensa com uma frieza até dolorosa de se ver. O jovem ator também merece crédito pela dedicação ao personagem, um baterista habilidoso. Mas sua maior força reside na atuação ''out cast'' de J.K Simmons(mas conhecido pela trilogia Spider-Man) o magistral ator consegue transmitir as pretensões/intenções de seu personagem somente através de gestos ou na antológica cena final, onde só precisamos observar seus olhos para saber o que seu personagem está sentindo no momento. O diretor e roteirista também é particularmente habilidoso ao não deixar que o filme caia no clichê ''mestre e aluno'', cada cena com os dois sai faísca, é um embate constante. Nenhum em nenhum momento está preocupado em agradar um ao outro, muito pelo contrário, ambos estão trabalhando por objetivos pessoais. Whiplash é uma obra sobre a obsessão de um artista pela perfeição, e dissecando a alma de seus personagens e segurando o público consigo até após o fim da projeção, este é 'quase' um filme perfeito, Afinal, este mesmo nos prova que nada é. Excelente!
Shannon S.
Shannon S.

14 seguidores 11 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 22 de fevereiro de 2015
Andrew Neiman é um baterista de jazz que, como todos nós, anseia o reconhecimento, quer deixar sua marca no mundo.
Wiplash é denso, intenso; um ensaio sobre a vontade.
É uma história escrita com sangue, suor e lágrimas onde a vontade impera sobre o limite, um limite ténue de uma vida dedicada à perfeição.
ClaraFreesky
ClaraFreesky

64 seguidores 93 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de outubro de 2015
Simplesmente incrível! Com certeza um dos melhores filmes de 2015. Trama maravilhosa e intensa. Peguei-me fazendo caretas durante todo o filme, principalmente nos intensos solos de bateria de Andrew. JK Simmons foi impecável nesse filme, e Miles Teller, que já tinha meu respeito, ganhou minha completa admiração. E de quebra, o filme me fez admirar o Jazz um pouco mais.
Kamila A.
Kamila A.

7.940 seguidores 816 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 23 de julho de 2015
Ao final da cena apoteótica que encerra “Whiplash: Em Busca da Perfeição”, filme dirigido e escrito por Damien Chazelle, é impossível não imaginar Andrew (Milles Teller) incorporando uma Nina (Natalie Portman, no filme “Cisne Negro”, de Darren Aronofsky) e afirmando para si mesmo: “Eu senti. Perfeito. Eu fui perfeito”. As semelhanças não param por aí. Assim como Nina, Andrew é alguém que está começando na forma artística que decidiu abraçar e que está prestes a ter a sua primeira grande chance. Assim como Nina, que enfrentou o temido Thomas Leroy (Vincent Cassel), Andrew terá no mestre Terence Fletcher (J.K. Simmons, numa atuação monstruosa, merecedora do Oscar 2015 de Melhor Ator Coadjuvante), ao mesmo tempo, a pessoa que vai fazer com que ele queira ir além do que ele sempre alcançou e o seu maior carrasco.

Quando “Whiplash: Em Busca da Perfeição” começa, Andrew tem, dentro de si, muito certo aquilo que ele mais quer. Movido pelo desejo de se transformar em um grande músico e marcar seu nome na história da música norte-americana, Andrew tem plena consciência de que, para alcançar aquilo que os teóricos musicais chamam de virtuose, é preciso muita dedicação, horas exaustivas de prática musical e, principalmente, sacrifício.

De uma certa maneira, esse diferencial de Andrew é percebido por Fletcher, que o convida a fazer parte, como baterista reserva, da orquestra principal do Shaffer Conservatory of Music. É aqui que começa a transformação de Andrew. A partir do momento em que ele começa a ser confrontado com o assédio moral que Fletcher impõe aos seus músicos (que acredita, piamente, estar fazendo o bem a eles), Andrew transforma o que era dedicação em obsessão, perdendo a noção dos seus limites (físicos e emocionais) e transcendendo, transformando a si mesmo na música que ele quer dominar.

Aqui, entra, mais uma vez, a inevitável comparação entre “Cisne Negro” e “Whiplash: Em Busca da Perfeição”. Nos dois filmes, os personagens principais são artistas que tem a obsessão em dominar a técnica, mas se esquecem de algo tão importante: a emoção, se jogar por completo dentro do que eles se propõem a passar para a plateia e sentir de verdade cada passo de dança/cada toque na bateria. A jornada de Nina e de Andrew no decorrer dos dois filmes é rumo ao encontro com a arte naquilo que poucos artistas conseguem alcançar: a simbiose entre o que se vive, o que se sente e o que se quer passar.
Pedro F.
Pedro F.

9 seguidores 16 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 13 de setembro de 2015
Quando eu fui ver esse filme, confesso que fiquei com um pé atrás, não sei algo me dizia que não seria assim tão bom. Me enganei profundamente. Um filme incrível espetacular com uma trilha sonora impecável. J.K Simons e Miles Teller estão incríveis.
Tassiana
Tassiana

13 seguidores 41 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 28 de agosto de 2015
Grandioso! Embora com uma receita já conhecida, a busca de um objetivo sem limites, “Whiplash – Em busca da perfeição” reina absoluto e é incontestável. E que atuação genial de J. K. Simmons, nos fazendo tensionar todos os músculos do corpo, até aqueles que nem sabíamos que existiam. Whiplash é tão audacioso justamente por ser capaz de traduzir, com qualidade e poucos recursos, emoções tão antagônicas. A ambição de Andrew Neiman (Miles Teller) ultrapassa todos os limites diante da fúria de Terence Fletcher ( J.K.Simmons). Tudo é perfeito no filme: os atores (vale investir no talento de Miles Teller), o roteiro (baseado na experiência do próprio diretor, Damien Chazelle), a música e a fotografia impecável (preste atenção aos ‘planos detalhes’, belíssimos e imprescindíveis no longa). O filme é intenso, do início ao fim, fazendo o sangue ferver nas veias. Uma obra de arte incomparável! Filmaço!
Thiago C
Thiago C

172 seguidores 152 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 4 de junho de 2016
Quem se dedicou a aprender a tocar um instrumento musical sabe o quão árdua e cansativa pode ser essa rotina. No filme, J. K. Simmons se consagra em seu irredutível personagem enquanto rege um empolgante e ardiloso show de bateria, com um louvável trabalho de edição.
Ericson M.
Ericson M.

13 seguidores 3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de fevereiro de 2015
Whiplash - Em Busca da Perfeição, de Damien Chazelle: Jazz e Obsessão.

Intenso. Se há uma palavra em nosso extenso vocabulário que, julgo eu, sirva perfeitamente para definir Whiplash, essa é a palavra: Intenso. Rolavam os créditos e minha respiração seguia tão ofegante quanto meus batimentos seguiam acelerados. E mesmo depois de longos minutos após o seu fim, a experiência que tive com Whiplash ainda me arrancava as mais profundas lufadas de ar, tamanha fora a satisfação que tive em assistir a esse filme. Foi uma experiência indescritível! Whiplash nos presenteia de diversas formas: desde suas atuações – onde somos surpreendidos por um Miles Teller extremamente inspirado e mostrando que pode alcançar patamares bem maiores do que se aparenta, e um J. K. Simmons na, talvez, melhor e mais visceral atuação de sua carreira – passando por toda a construção dos conflitos, pelo modo como a foto, adequando-se em determinados cenários, tenta transmitir toda a sensação de sufoco e tensão, o incrível e dinâmico jogo de câmeras utilizado em algumas cenas, e, claro, sua trilha sonora. Há uma somatória ímpar entre os elementos desse filme e foi justamente isso que, a meu ver, deu a Whiplash esse ar de intensidade. Característica essa que, embora não muito rara e distinta, é apresentada aqui com a mesma competência das grandes Big Bands dos anos 30-40, e seus dançantes Swings.

Há, de fato, um cenário bastante saturado no enredo apresentado pelo longa de Damien Chazelle. Em suas primeiras impressões, a trama se mostra bem simples; é basicamente a história de um jovem com um sonho e que encontra, no caminho, um mentor “barra pesada”, que põe em cheque todas as suas capacidades e almejos. E, sejamos francos, é verdade que esse segmento do plot não soa tão inovador quanto seria de se imaginar. Principalmente, quando estamos analisando um trabalho como esse, tão bem quisto e tão bem cotado pelo público médio e pela crítica especializada. Porém, pondo em cheque esse pequeno fator, é necessário convir com uma coisa: o modo com que determinado filme é conduzido e como seus elementos se dinamizam através disso, pode ter a capacidade de transformar uma trama “clichê”, em uma trama absolutamente diferente do que se está acostumado a ver. Uma trama absurdamente acima da média, capaz de fazer-nos abstrair completamente, enquanto assistimos, a simplicidade e repetitividade dessas pequenas coisas. E é justamente isso que acontece aqui, em Whiplash.

A maneira forte e segura que Damien Chazelle dá ao texto e a direção de Whiplash favorecem de maneira ímpar não apenas o desenvolvimento de toda a história, mas garantem, acima de tudo, duas coisas: a identificação do espectador com toda a história e a assertividade de suas críticas e reflexões. Dificilmente você encontrará alguém que, em algum momento da projeção, não tenha odiado o Fletcher, que não tenha se sentido aflito com a forma como Andrew agia, cada vez mais obsessivo, ou que, depois de seu magnífico e vibrante final, não tenha dedicado alguns minutos de seu tempo para refletir sobre as nuances que o filme apresenta. Isso tudo, se deve ao trabalho primoroso do jovem Damien Chazelle, que, aqui, angaria o reconhecimento que não conseguiu com seus trabalhos anteriores, como roteirista e diretor. Aliás, me soou muito curiosa e irônica essa inversão de jogo na carreira de Chazelle. Quem, em alguma suposição qualquer, seria capaz de imaginar que a pessoa que roteirizou o péssimo O Último Exorcismo – Parte 2 (2013) e o mediano Toque de Mestre (2013) seria a mesma a realizar o filme vencedor do Festival de Sundance 2014? Acredito que nem mesmo o mais experiente especialista em probabilidades, calculando-a, chegaria a essa conclusão. “Não existem duas palavras mais danosas na língua inglesa do que ‘bom trabalho’”, é o que diz Fletcher a Andrew, e eu torço para que Chazelle siga o conselho de seu personagem, não se acomode e mantenha o nível em suas próximas produções, a despeito dos vários “bom trabalho!” que ele certamente anda escutando por aí.

Sangue e suor brotam da tela em Whiplash, tudo em busca da perfeição. O subtítulo brasileiro já deixa claro – e bem mastigadinho –, à que o filme veio. Contudo, reflitamos por um momento: o que é a perfeição? Como alcança-la? Afinal de contas, que preços são pagos para obtê-la? Whiplash mergulha justamente nesses questionamentos, e nos leva junto. As nuances da obsessão e suas consequências, a ambição, a forma como certas relações afetam e fragilizam o ser humano e, sobretudo, os limites da perfeição. A tal “busca pela perfeição”, desde Cisne Negro (2010), encontra em Whiplash um de seus retratos mais fidedignos. Venhamos e convenhamos, Andrew e Fletcher, imersos em seus conflitos e aparentes diferenças, nada mais são do que estampas dos dois lados da mesma moeda. De um lado, o aluno, ávido por seu sonho e disposto a alcança-lo, a qualquer custo; do outro, o mestre, que tem fome pela perfeição e que, por ela, é capaz de arrancar até os últimos sopros de sanidade de seus pupilos – alojando-se, aqui, uma crítica aos mentores que submetem seus alunos a situações degradantes e de extrema pressão, para obterem o talento e o resultado desejados. Mas, além das obviedades, o que difere um do outro? O que torna a ambição dos dois tão distinta? Não são perguntas fáceis de serem respondidas, mas se me é permitido fazer proveito da subjetividade das interpretações, gosto de acreditar que ambos, dentro desse panorama, não são lá tão diferentes quanto se supõe, mas sim complementares. Andrew e Fletcher, de maneira bastante subversiva e, claro, controversa, são indivíduos que se complementam: assumem, mutuamente, um papel na vida do outro, fazendo disso seus grandes propulsores na busca pela tão almejada perfeição.

Fazendo um breve aparte que julgo ser de extrema importância, eu não ousaria terminar esse texto sem salientar que Whiplash é, além de tudo, uma baita homenagem à Música Popular Americana. Imagino, inclusive, que não tenha sido mera coincidência o nome do personagem de J. K. Simmons ser Terence Fletcher, já que nos anos 30, na ascensão da “Big Band Era“, um de seus grandes precursores se chamava Fletcher Henderson. E nada, absolutamente nada, me tira da cabeça que há uma relação referencial entre esses dois. Bom… Sendo coincidência ou não, sem mais delongas e sem margem para qualquer dúvida, Whiplash se consagra não apenas como um dos melhores e mais fortes filmes de 2014, mas também como um dos trabalhos que mais merecem destaque dentro de seu gênero e temática. E, sem medo de errar, digo: vale a pena cada minuto.
Renan N.
Renan N.

14 seguidores 7 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 7 de setembro de 2016
Filme fantástico! Capaz de levar as pessoas a suarem junto com os personagens. Seu enredo super bem produzido com história simples, consegue prender facilmente o telespectador. A trilha sonora também é um marco para este filme, perfeito para quem gosta de música boa, ele consegue trazer músicas que fizeram história com grandes referências.
Júnior S.
Júnior S.

1.193 seguidores 269 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de julho de 2015
Whiplash é acima de tudo um filme sobre amor, não um genérico, mas amor pela arte, sobre a busca infinita(e insana) pela perfeição. Uma obra de arte, simples, mas atual e extremamente tocante. Com um roteiro(quase) perfeito de Damien C., gerando alta expectativa por seu próximo projeto. É uma História que não se entrega à convenções, tem soluções práticas e naturais para seus entraves, por exemplo: A relação entre o personagem de Miles Teller(em sua melhor fase) e a garota do cinema, de quem sempre gostou, percebendo que esta seria um tipo de obstáculo em suas ambições, a dispensa com uma frieza até dolorosa de se ver. O jovem ator também merece crédito pela dedicação ao personagem, um baterista habilidoso. Mas sua maior força reside na atuação ''out cast'' de J.K Simmons(mas conhecido pela trilogia Spider-Man) o magistral ator consegue transmitir as pretensões/intenções de seu personagem somente através de gestos ou na antológica cena final, onde só precisamos observar seus olhos para saber oque seu personagem está sentindo no momento. O diretor e roteirista também é particularmente habilidoso ao não deixar que o filme caia no cliche ''mestre e aluno'', cada cena com os dois sai faísca, é um embate constante. Nenhum em nenhum momento está preocupado em agradar um ao outro, muito pelo contrário, ambos estão trabalhando por objetivos pessoais. Whiplash é uma obra sobre a obsessão de um artista pela perfeição, e dissecando a alma de seus personagens e segurando o público consigo até após o fim da projeção, este é 'quase' um filme perfeito, Afinal, este mesmo nos prova que nada é. Obra-Prima!
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