Whiplash - Em Busca da Perfeição: Críticas - Página 5
Whiplash - Em Busca da Perfeição
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AndréIsaque
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5,0
Enviada em 19 de outubro de 2015
BRILHANTE !!!! A história é sensacional , diferente , os atores perfeitos , digno do oscar que ganhou , a batalha do baterista para ser o melhor do século , torna-se um dos melhores filmes do ano
Um professor de música politicamente incorreto ao extremo e seus alunos mais que submissos. Eis o cenário que aguardava o calouro baterista... mal sabia ele... mas o aluno compra a briga e haja tensão, emoção, admiração. Filme intenso e delicioso de assistir. Merecidamente candidato ao Oscar de melhor filme. E o ator coadjuvante - professor de música que já recebeu seu merecido Globo de Ouro - se não levar o Oscar, nunca mais confio na academia.
Quando assisti o trailer de "Wiplash" pensei: "Filme sobre música... parece legal!" Parece não, é excelente! Um filme sobre música, Jazz pra ser mais exato, aonde todo o processo lembra em filme de guerra. J.K. Simmons, que venceu o Globo de Ouro por seu papel de professor, arrebenta. Parece um sargento em filmes de guerra clássicos, como "Nascido para Matar". Miles Teler também confirma que é um dos grandes nomes que estão aparecendo no cinema hollywoodiano, com uma interpretação forte e excepcional ao lado de J.K. Simmons. A questão do professor que está a procura de um grande talento da música e um aluno talentoso que chega a ser arrogante em determinados momentos e que não consegue seguir sua vida sem pensar em ser o melhor, fazem desse filme uma grata surpresa e de encher não só os olhos, como também os ouvidos, pois a trilha sonora é sensacional.
Ir em busca do que mais almeja nem sempre é fácil. Whiplash mostra isso. Esse filme irá ser um daqueles em que as pessoas indicarão como motivadores. Esse filme pode se encaixar como um motivador para muitos, mas antes disso acredito que seja um filme que narra a história de duas pessoas que são semelhantes na busca por algo quase inatingível. Nessa história veremos que para ser o melhor tem que ter dedicação, talento e sorte. Para ser o melhor tem que ser obsessivo. Apesar do filme ir ao extremo sangue, suor e lágrimas o filme consegue desenvolver que ser bom é uma coisa alcançável para todos, mas ser o melhor não. Apesar de ir ao extremo Whiplash é um filme que nos deixa uma mensagem ao meu ver que condiz com um mundo competitivo de hoje e conta com roteiro enxuto e atores que realmente conseguem dar vida a seus personagens. Andrew Neyman (Miles Teller) é um jovem promissor baterista. Ele treina bateria em uma banda de Jazz de um conservatório em Manhattan. Todos do conservatório tem a esperança de que o maestro Terence Fletcher (J.K.Simmons) entre pela porta da sala de ensaio e escolha um deles para ir para sua banda. Quando essa hora chega, Neyman consegue desenvolver um trabalho em que Fletcher vislumbre uma possibilidade dele se tornar um grande baterista. Através de métodos extremamente violentos, físicos ou emocionais, o maestro Fletcher, quer tirar o sangue de seus músicos para conseguir a atuação perfeita de sua banda. Este filme é a estreia do roteirista Damien Chazelle como diretor. Antes tinha escrito o roteiro de O Último Exorcismo Parte II e Toque de Mestre. Um filme de terror e outro de suspense. Assim como se utiliza pouca iluminação nesses filmes aqui ele parece utilizar algo semelhante ao construir seu filme praticamente com ambientes com pouca iluminação, com exceção de algumas tomadas que acontecem fora do conservatório e fora do palco. Essa iluminação mesmo não sendo intensa é extremamente calorosa. Dessa maneira Fletcher parece surgir das sombras e com seu figurino negro ratifica seu temperamento obscuro. Usando planos fechados que focam em Neyman e Fletcher ou Neyman e bateria ele cria uma atmosfera sufocante e tensa que faz com que as batidas da bateria muitas vezes de maneira rápida e constante complementem o ar inquietante que se instaura. Com um roteiro focado no embate entre o músico e o maestro o filme pede pelos atores e eles não decepcionam. Miles Teller apesar de sua atuação intensa parece relaxar em certos momentos o que acaba soando levemente apático, enquanto J.K. Simmons cria um personagem que sinceramente gostaria de tentar decifrá-lo mais, principalmente para entender como ele chegou a ser como é (aliás, é impossível olha-lo e não lembrar o sargento Hartmann de Nascido Para Matar). Capaz de parecer amável em um segundo, para no outro explodir. Talvez não caberia focar mais nos personagens, principalmente em Fletcher, pois dessa maneira o filme poderia cair facilmente em uma armadilha de se tornar algo melodramático (o que em nenhum momento acontece), mas confesso que gostaria de entender mais esse maestro. Até mesmo Neyman não conseguimos adentrar muito em sua vida. Assim o roteiro fica praticamente o tempo todo em Neyman e sua bateria ou Neyman versus Fletcher. Mesmo o roteiro pouco desenvolvendo seus personagens, ele consegue estabelecer que no fundo Neyman é bem semelhante a Fletcher e quem sabe acabará se tornando algo semelhante. A narrativa é clara em colocar o que se precisa para chegar onde Neyman quer, mas o interessante é a maneira como ele consegue ganhar um pouco da confiança de Fletcher. Esse momento é justamente onde acontece algo por culpa de Neyman. Ao mesmo tempo que ele errou, ele não pensa duas vezes na hora de se destacar perante algo que ele mesmo provocou. Ele sem qualquer peso pela culpa acaba se promovendo. Enquanto o outro acaba pagando por confiar demais em Neyman. O que mostra que ao mesmo tempo sorte também é um quesito para um vencedor e que em um mundo extremamente competitivo as pessoas não se preocupam com os outros, mas sim com si mesmo. Damien Chazelle realiza um filme que bate em uma tecla só, mas que consegue mantê-lo bem. Parece que ele não queria correr o risco de se perder. Acerta na maioria e constrói um filme vigoroso assim como são as batidas de Fletcher, porém não mais do que isso.
Whiplash apresenta um drama musical sobre um jovem chamado Andrew Neyman, interpretado por Miles Teller (Finalmente 18) que tem como grande desejo se tornar um dos maiores bateristas do mundo. Dentro desse desse filme, onde o roteiro traz também traços autobiográficos pelo próprio diretor, temos maravilhosas atuações. O destaque, sem dúvida, fica com J.K. Simmons, que interpreta o professor super rígido de Neyman. Simmons está impressionante. Com uma atuação impecável, ele entra no páreo para levar o Oscar de uma maneira positiva. Miles Teller também não decepciona. Supera as expectativas e mostra grande talento e dedicação em diversas cenas. O filme é dirigido por Damien Chazelle que opta por uma direção mais segura, guardando seus solos para o fim do filme. Damien também roteiriza o filme e tem grandes chances de levar o Oscar de "melhor roteiro adaptado". Whiplash surpreende como ótimas atuações de atores dedicados e também com a audácia de falar abertamente que para a grandeza ser atingida, é necessário esforço e que muitas vezes, empurrões são mais necessários do que tapinhas nas costas.
Um dos grandes trunfos do filme é ser objetivo. Nada de incursões intermináveis pela mente dos dois protagonistas – que renderiam, se assim quisesse o diretor, várias cenas profundas e complexas. Ao invés disso, Chazelle optou por ir direto ao ponto, sem, contudo, deixar totalmente visível a obsessão doentia tanto de Neyman quanto de Fletcher, o que causa no espectador uma sensação que beira ao mal-estar, um incômodo chato e aquela vontade de, por vezes, dar um soco na tela. Poucos são os momentos de “alívio”, os respiros que a história traz entre um conflito e outro, dando à trama um ritmo veloz mas, ao mesmo tempo, suficiente para que quem está assistindo consiga seguir a história e compreendê-la.
Teller e Simmons, os intérpretes dos protagonistas da história, dão um show de atuação, entregando-se de corpo e alma aos papéis que representam, garantindo veracidade ao filme. Os planos de câmera também merecem destaque, com cortes rápidos e muitos closes, causando uma sensação quase claustrofóbica, potencializada pela trilha sonora, que é absolutamente sensacional.
É um filme que alterna poucos momentos de alívio e tranquilidade com muitas cenas de tensão e agitação, mantendo o espectador atento o tempo todo. Uma produção para ver (e ouvir) e sair muito satisfeito do cinema.
Caraca que filme espetacular!Indicado merecidamente a um dos melhores filmes do ano do oscar,Eu sinceramente espero que ele ganhe,Ele é perfeito do inicio ao fim,Eu mesmo que não sou muito fã de musica adorei!Qualquer um pode gostar!
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