Whiplash - Em Busca da Perfeição
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4,5
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284 Críticas do usuário

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Marcio A.
Marcio A.

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4,5
Enviada em 19 de janeiro de 2015
Como músico e futuro Psicólogo fora uma honra assistir este projeto de tão extraordinária envergadura musical e psicológica. Penetra fundo na relação obsessiva e insana entre um tutor e seu aprendiz. Assim como um concerto onde a criatividade e o talento complementam a polifônica e afinada obra, seus artistas Miles Teller e J K Simmons , duelam numa química perfeita na condução de suas respectivas atuações, que trazem sensações de estranheza, Magnetismo e um certo fascínio pela ansiedade de saber aonde isso acabará. Como um maestro o Diretor Chazelle, segura firme a sua batuta e conduz com firmeza e talento um roteiro brilhante, uma condução de atores e músicos extraordinários, e o ininterrupto incômodo que é articulado com o propósito de fazer com que espectador tripule numa gravidade artística e doentia, trazendo um efeito arrebatador diante de um final apoteótico e que termina como um sinfonia que será difícil de ser esquecida. Sensacional!!!!Lançamento 8 de janeiro de 2015 (1h47min)
Dirigido por Damien Chazelle
Com Miles Teller, J.K. Simmons, Paul Reiser mais
Gênero Drama , Musical
Antowan
Antowan

18 seguidores 185 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 26 de novembro de 2020
Que filme !!! Viceral !!! Forte, dramático e impactante, te faz pensar em várias questões, trilha sonora gruda no cérebro, pérola cinematográfica, assistiria de novo !
Luiz C.
Luiz C.

49 seguidores 36 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 24 de março de 2015
Atenção com a obsessão pela perfeição

Tem um filme entre os indicados do Oscar que é uma mistura de sentimentos. “Whiplash – Em Busca da Perfeição”, escrito e dirigido pelo jovem Damien Chazelle, de apenas 29 anos, te instiga, te incomoda, te emociona, te encanta, te faz rir, te faz chorar, te angústia... Realmente, “angústia” é a palavra-chave desse que é uma das melhores indicações deste ano. Assim como o nome em português entrega tudo logo de cara, o filme conta a história do baterista Andrew Neyman (Miles Teller), que quer atingir a perfeição e, assim, chegar ao sonho de se tornar um dos maiores músicos de seu tempo. Para isso, consegue uma vaga no mais prestigiado conservatório dos EUA e tenta atrair a atenção do exigente e cruel Terence Fletcher (J.K. Simmons), que comanda uma ótima banda de jazz, berço de grandes profissionais. A disciplina militar de Fletcher (tipo o sargento Hartman, de “Nascido para Matar”) assusta, mas não ao garoto Andrew, que passa a se dedicar aos ensaios de maneira quase autodestrutiva e ter o lado psicológico e emocional bem abalado.

O mais cativante do filme até então é que ele provoca uma cansativa discussão sobre educação e a fronteira entre incentivo e abuso, mas, ao mesmo tempo, traz o melhor do jazz, numa trilha sonora encantadora. Ou seja, ele te angustia e, logo, te acalma. Longos minutos de um solo de bateria não são nada cansativos, pelo contrário, é música de qualidade para os seus ouvidos. E o método do professor bonzão, carregado de frases racistas e homofóbicas, nem fica demasiado aos olhos do espectador, já que ele provoca o riso em várias das ofensas e diminui o peso sobre o preconceito. Dentro desse angustiante (repito e reforço) método, Fletcher chega à frase que faz qualquer um mergulhar na reflexão e vasculhar o interior com razão: “Não há duas palavras mais danosas do que ‘bom trabalho’”. Você sabe, vários gênios só se tornaram gênios porque se esforçaram à exaustão. E o discurso do mestre é que não há nada mais frustrante ou que o force ainda mais a sua zona de conforto do que o elogio simplório de que você “apenas” fez um trabalho bom. O que não deixa de ser verdade. Vivemos, estudamos, crescemos, buscamos o nosso melhor. E precisamos de algo que nos excite, que nos alimente, que nos faça ir adiante. Agora, cuidado: a obsessão pela perfeição fica logo depois da linha tênue que divide o “quero me destacar” do “vou me autodestruir”. E é nessa divisão que você pode acabar se perdendo, se dissolvendo, se estrepando...

É nesse patamar que se encontra a relação de amor e ódio entre Andrew e Fletcher em “Whiplash”. A ambição, a arrogância e a presunção de ambos se misturam ao esforço excessivo e ao talento nato deles. Ou seja, você vê ali uma briga de egos devastadora, mas, ao mesmo tempo, percebe que um precisa do outro, que o trabalho árduo de um é o complemento do vício do outro, e a dinâmica do filme se mostra fantástica. No fim, após uma cena musical estonteante, a reflexão é inevitável (todos os filmes deveriam ser assim, né?!). Na sua interior afetação, é melhor ter a convicção de sua surreal pretensão ou a leve intenção de direção para uma pura inspiração? É só não misturar idealização com ilusão.
Thiago C
Thiago C

172 seguidores 152 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 4 de junho de 2016
Quem se dedicou a aprender a tocar um instrumento musical sabe o quão árdua e cansativa pode ser essa rotina. No filme, J. K. Simmons se consagra em seu irredutível personagem enquanto rege um empolgante e ardiloso show de bateria, com um louvável trabalho de edição.
Ericson M.
Ericson M.

13 seguidores 3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de fevereiro de 2015
Whiplash - Em Busca da Perfeição, de Damien Chazelle: Jazz e Obsessão.

Intenso. Se há uma palavra em nosso extenso vocabulário que, julgo eu, sirva perfeitamente para definir Whiplash, essa é a palavra: Intenso. Rolavam os créditos e minha respiração seguia tão ofegante quanto meus batimentos seguiam acelerados. E mesmo depois de longos minutos após o seu fim, a experiência que tive com Whiplash ainda me arrancava as mais profundas lufadas de ar, tamanha fora a satisfação que tive em assistir a esse filme. Foi uma experiência indescritível! Whiplash nos presenteia de diversas formas: desde suas atuações – onde somos surpreendidos por um Miles Teller extremamente inspirado e mostrando que pode alcançar patamares bem maiores do que se aparenta, e um J. K. Simmons na, talvez, melhor e mais visceral atuação de sua carreira – passando por toda a construção dos conflitos, pelo modo como a foto, adequando-se em determinados cenários, tenta transmitir toda a sensação de sufoco e tensão, o incrível e dinâmico jogo de câmeras utilizado em algumas cenas, e, claro, sua trilha sonora. Há uma somatória ímpar entre os elementos desse filme e foi justamente isso que, a meu ver, deu a Whiplash esse ar de intensidade. Característica essa que, embora não muito rara e distinta, é apresentada aqui com a mesma competência das grandes Big Bands dos anos 30-40, e seus dançantes Swings.

Há, de fato, um cenário bastante saturado no enredo apresentado pelo longa de Damien Chazelle. Em suas primeiras impressões, a trama se mostra bem simples; é basicamente a história de um jovem com um sonho e que encontra, no caminho, um mentor “barra pesada”, que põe em cheque todas as suas capacidades e almejos. E, sejamos francos, é verdade que esse segmento do plot não soa tão inovador quanto seria de se imaginar. Principalmente, quando estamos analisando um trabalho como esse, tão bem quisto e tão bem cotado pelo público médio e pela crítica especializada. Porém, pondo em cheque esse pequeno fator, é necessário convir com uma coisa: o modo com que determinado filme é conduzido e como seus elementos se dinamizam através disso, pode ter a capacidade de transformar uma trama “clichê”, em uma trama absolutamente diferente do que se está acostumado a ver. Uma trama absurdamente acima da média, capaz de fazer-nos abstrair completamente, enquanto assistimos, a simplicidade e repetitividade dessas pequenas coisas. E é justamente isso que acontece aqui, em Whiplash.

A maneira forte e segura que Damien Chazelle dá ao texto e a direção de Whiplash favorecem de maneira ímpar não apenas o desenvolvimento de toda a história, mas garantem, acima de tudo, duas coisas: a identificação do espectador com toda a história e a assertividade de suas críticas e reflexões. Dificilmente você encontrará alguém que, em algum momento da projeção, não tenha odiado o Fletcher, que não tenha se sentido aflito com a forma como Andrew agia, cada vez mais obsessivo, ou que, depois de seu magnífico e vibrante final, não tenha dedicado alguns minutos de seu tempo para refletir sobre as nuances que o filme apresenta. Isso tudo, se deve ao trabalho primoroso do jovem Damien Chazelle, que, aqui, angaria o reconhecimento que não conseguiu com seus trabalhos anteriores, como roteirista e diretor. Aliás, me soou muito curiosa e irônica essa inversão de jogo na carreira de Chazelle. Quem, em alguma suposição qualquer, seria capaz de imaginar que a pessoa que roteirizou o péssimo O Último Exorcismo – Parte 2 (2013) e o mediano Toque de Mestre (2013) seria a mesma a realizar o filme vencedor do Festival de Sundance 2014? Acredito que nem mesmo o mais experiente especialista em probabilidades, calculando-a, chegaria a essa conclusão. “Não existem duas palavras mais danosas na língua inglesa do que ‘bom trabalho’”, é o que diz Fletcher a Andrew, e eu torço para que Chazelle siga o conselho de seu personagem, não se acomode e mantenha o nível em suas próximas produções, a despeito dos vários “bom trabalho!” que ele certamente anda escutando por aí.

Sangue e suor brotam da tela em Whiplash, tudo em busca da perfeição. O subtítulo brasileiro já deixa claro – e bem mastigadinho –, à que o filme veio. Contudo, reflitamos por um momento: o que é a perfeição? Como alcança-la? Afinal de contas, que preços são pagos para obtê-la? Whiplash mergulha justamente nesses questionamentos, e nos leva junto. As nuances da obsessão e suas consequências, a ambição, a forma como certas relações afetam e fragilizam o ser humano e, sobretudo, os limites da perfeição. A tal “busca pela perfeição”, desde Cisne Negro (2010), encontra em Whiplash um de seus retratos mais fidedignos. Venhamos e convenhamos, Andrew e Fletcher, imersos em seus conflitos e aparentes diferenças, nada mais são do que estampas dos dois lados da mesma moeda. De um lado, o aluno, ávido por seu sonho e disposto a alcança-lo, a qualquer custo; do outro, o mestre, que tem fome pela perfeição e que, por ela, é capaz de arrancar até os últimos sopros de sanidade de seus pupilos – alojando-se, aqui, uma crítica aos mentores que submetem seus alunos a situações degradantes e de extrema pressão, para obterem o talento e o resultado desejados. Mas, além das obviedades, o que difere um do outro? O que torna a ambição dos dois tão distinta? Não são perguntas fáceis de serem respondidas, mas se me é permitido fazer proveito da subjetividade das interpretações, gosto de acreditar que ambos, dentro desse panorama, não são lá tão diferentes quanto se supõe, mas sim complementares. Andrew e Fletcher, de maneira bastante subversiva e, claro, controversa, são indivíduos que se complementam: assumem, mutuamente, um papel na vida do outro, fazendo disso seus grandes propulsores na busca pela tão almejada perfeição.

Fazendo um breve aparte que julgo ser de extrema importância, eu não ousaria terminar esse texto sem salientar que Whiplash é, além de tudo, uma baita homenagem à Música Popular Americana. Imagino, inclusive, que não tenha sido mera coincidência o nome do personagem de J. K. Simmons ser Terence Fletcher, já que nos anos 30, na ascensão da “Big Band Era“, um de seus grandes precursores se chamava Fletcher Henderson. E nada, absolutamente nada, me tira da cabeça que há uma relação referencial entre esses dois. Bom… Sendo coincidência ou não, sem mais delongas e sem margem para qualquer dúvida, Whiplash se consagra não apenas como um dos melhores e mais fortes filmes de 2014, mas também como um dos trabalhos que mais merecem destaque dentro de seu gênero e temática. E, sem medo de errar, digo: vale a pena cada minuto.
Luis R.
Luis R.

24.054 seguidores 759 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de março de 2018
Filme tem trama interessante e muito bem conduzida,as atuações de Miles Teller e J.K. Simmons são formidáveis.
Alexandre C.
Alexandre C.

5.235 seguidores 525 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 14 de abril de 2019
Um filme que todo baterista deveria ver, o professor vivido por J.K Simmons teve uma atuação ótima como coadjuvante, fora isso mostra a força de vontade do cara pra chegar a perfeição na bateria., bom filme.
Vitor Araujo
Vitor Araujo

3.873 seguidores 618 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 21 de janeiro de 2018
Bateria. Sofrimento. Escola. Professor. Abuso. Música. Perfeição. Envolvente. Bom ritmo. Dificuldades. Muito bom.
Crismika
Crismika

1.192 seguidores 510 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 3 de julho de 2019
O título do filme em português Whiplash - Em busca da perfeição diz tudo. O filme aborda o tema de provocar para que se atinga os objetivos do início ao fim. O maestro vivido por J.K. Simmons, com atuação mais que perfeita que lhe rendeu o Oscar de melhor ator coadjuvante, usa dos métodos mais sórdidos para atingir seus objetivos para descobrir grandes talentos para música, às vezes até passando dos limites. O filme prende a atenção do início ao fim e vai crescendo ao longo do filme, atingindo seu objetivo maior com cenas incríveis no final. IMPERDÍVEL, recomendo a todos...
Carlos P.
Carlos P.

266 seguidores 431 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 10 de julho de 2023
Foi interessante ver esse filme após La La Land e Babylon, outros dois filmes dessa parceria Chazelle e Hurwitz(esses outros dois foram lançados após Whiplash). Interessante porque dá pra ver como nuances que aparecem no filme acabariam se tornando tendência. Da pra jogar isso em alguns detalhes na edição, a cena final dos personagens principais, e obviamente na música.
E como nos outros filmes, a música é tão ou mais importante que a história, cadenciando o ritmo do filme. Sobre esse filme, boa história. Um exemplo do trabalho bem feito é o personagem de Simmons, que não pode apenas ser visto como um vilão, e nem tampouco como alguém que está ajudando, é mais complexo que isso. Única crítica é que as vezes parece não se aprofundar muito nas etapas da história. Mas ainda assim, ótimo filme.
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