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Nabokova
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112 críticas
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4,0
Enviada em 1 de março de 2020
Chaplin era resistente à introdução do cinema falado: " O som aniquila a grande beleza do silêncio (...) Não creio que minha voz possa contribuir com as minhas comédias. Pelo contrário, ela destruiria a ilusão que venho tentando criar (...)a ilusão de uma pequena silhueta que simboliza a graça... uma ideia bem humorada, uma abstração cômica” (Chaplin contre le filme parlant, Cinée, 15 de julho de 1929). Mas certamente ele se deu conta rapidamente que a fala veio como um instrumento a mais, e que sempre haverá pessoas que extrairão arte nos meios mais diversos. Ele próprio é a prova. Monsieur Verdoux mantém características imprescindíveis em sua obra: espirituosidade, crítica, detalhismos , humor, frases reflexíveis. Sugiro ver duas vezes para captar mais detalhes agora que já se sabe todo o desenrolar. Alguns detalhes de frases soltas, expressões faciais... enfim, sutilezas artísticas do gênio.
Jamais imaginei Chaplin na pele de um vilão e de um vilão frio, porém, bem carismático por sinal. Um filme bem diferente do que poderíamos imaginar de Chaplin, mas que mesmo assim, é um filme que consegue nos fazer rir em alguns momentos, pois percebemos em sua atuação o querido Carlitos.
Depois de tudo o que aconteceu em seus últimos minutos de filme, Chaplin vira o jogo nos deixando uma crítica contra o sistema, e de uma maneira louvável, mais uma vez ele nos encanta com seus diálogos afiados e questionamentos interessantes sobre o tema abordado.
A melhor frase do filme: "Se matamos um homem somos assassinos, mas, se matamos milhares, nos celebram como herói." - "As quantidades santificam"
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